Tudo o que vês chega de longe: apenas um contornoou uma sombra que se desloca devagar. Há gestossemelhantes a folhas que não caem. Principia agoraa luz a espalhar-se à nossa volta e a verdade torna-semais simples. É como um rosto que reconhece a sua idade.
Lembra-te que todos os momentos que nos coroaram todas as estradas radiosas que abrimos irão achando sem fim seu ansioso lugar seu botão de florir o horizonte e que dessa procura extenuante e precisa não teremos sinal senão o de saber que irá por onde fomos um para o outro vividos
Hoje no caminho para casa a pé (como sempre), passei por um homem visivelmente perturbado que gritava na rua. Quando nos cruzámos, eu meia encolhida e assustada, ele de braços abertos, gritou: – Ninguém me ama! Fiquei a vê-lo afastar-se, com um nó no estômago e com as lágrimas a correrem-me pela cara abaixo.
There are places i'll remember All my life though some have changed Some forever not for better Some have gone and some remain All these places have their moments With lovers and friends i still can recall Some are dead and some are living In my life i've loved them all But of all these friends and lovers There is no one compared with you And these memories lose their meaning When i think of love as something new Though i know i'll never lose affection For people and things that went before I know i'll often stop and think about them In my life i love you more
Depois de ouvir a versão de Johnny Cash, esta música não me sai da cabeça. Há pessoas que nos fazem falta e que se vão embora cedo demais.
Funny how it ended up to happen this way, and it will always be like this. Last year, the three of us were already here. Next year we'll put an extra candle on your chocolate cake. Is it a deal? I love you both.
Ontem tive a sensação de estar a assistir novamente ao fenómeno Lamb. Passo a explicar: os Lamb, banda que sempre ouvi em repeat, deram tantos concertos em Portugal que, às tantas, já sabiam o que os esperava. Por causa de um anúncio televisivo, a música Gabriel passou na rádio até à náusea e grande parte do público dos concertos (para além daquela imensa minoria que dava ouvidos à XFM), passou a ser a malta que só conhecia aquela música. O concerto de ontem teve um início arrepiante e prometia ser muito bom. Ora eu, que já tinha 2 concertos dela no meu arquivo, fiquei embasbacada quando começaram a desfilar as músicas do projecto Tribalistas e comecei a perceber que, à minha volta, era isso que se esperava. Sim, sim, shame on me, que fui comprar o bilhete em cima da hora e que não li a crítica ao concerto do Porto (nestas coisas, gosto de saber muito pouco acerca de alinhamentos...).
Conclusão: Por muito boas que sejam a voz dela (ao vivo ainda é melhor) e as músicas dos dois últimos discos, aquele encher-de- -chouriço-tomem-lá-vamos-fazer-render-o-peixe-com-o-que-eu-sei- -que-funciona, a apelar à palma e ao telemóvel aceso (sim, porque o velho isqueiro já não serve), deixou-me perplexa e com pena. Pena de ter gasto 40 euros (os bilhetes estão exageradamente caros e eu não ganho para isto!) e de que ela não tenha seguido o caminho menos óbvio. Acabar o concerto com um Já sei namorar em tom de Banda Eva ou Daniela Mercury, convenhamos, não deixa saudades. Pelo menos a mim. Ps.: ao menos se tivesse tocado Gerânio...
Todas as pessoas têm as suas características especiais. Eu sempre tive dificuldade em esperar. A ânsia de que as coisas aconteçam o mais rapidamente possível, quer sejam boas ou más, sempre foi uma constante em mim. Neste momento, estou à espera. Há 3 dias que espero. E nada. A antecipação do que se vai passar dá cabo de mim. É amanhã, de certeza, que ele não vai cumprir o que prometeu.
It may seem strange, but becoming a part of things again can be quite rewarding. It will also get me to exhaustion easily: sleeping 6 (very) incomplete hours with constant interruptions will soon and officially make a zombie out of me.
Note 1: Starting from scratch for both of us. At the end of the day i'll pick you up, and we'll pretend that we don't have to do it all over again tomorrow.
Note 2: 41=31+10 [i'm very happy for you both and i've just realized that i need to live 10 years more to achieve that age :-)]
It started today. Tomorrow, one of the hardest things for me to do: we're going to be apart for the first time. I hope you won't cry, but i know i will.
And you live life with your arms reached out Eye to eye when speaking Enter rooms with great joyous shouts, Happy to be meeting And bright, Bright, Bright, bright as yellow, Warm as yellow
And I do not want to be a rose I do not wish to be pale pink, But flower scarlet, flower gold And have no thorns to distance me
But be bright, Bright, Bright, bright as yellow, Warm as yellow
Even if I'm shouting, even if I'm shouting here inside Even if I'm shouting, do you see that I'm wanting, That I want to be so, so Bright, Bright, Bright, bright as yellow, Warm as yellow
Só me resta esperar que esta não seja a última vez que cá vêm. Estes gajos estão-me tão entranhados que, mesmo que o concerto não valesse um caracol (coisa que não vai acontecer de certeza), eu iria delirar na mesma. É que ainda me lembro da primeira vez que os ouvi, de como os difundi de forma insistente a ouvidos mais e menos resistentes e de como foram a banda sonora marcante de tantos dias (bons e maus). Na verdadeira impossibilidade de presenciar este imperdível concerto, venho por este meio pedir aos atentos leitores que me façam o favor de relatar a experiência.
O concerto de Feist (no ano passado, no Fórum Lisboa) encontra-se arquivado na minha memória entre os melhores que já presenciei. Gosto quando as actuações ao vivo superam as expectativas.