22.11.06
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Pequenas dúvidas existenciais:
1. Instalei um contador aqui que vejo aumentar de número todos o dias (não está avariado, portanto).
2. Há visitas regulares e repetidas, o que prova que quem vem deve gostar do que lê e do que vê (ou então não gosta e volta só para se certificar de que o blog é mesmo mau).
3. O meu ego está desesperadamente necessitado de um aumento (que isto de uma pessoa ficar doente deita abaixo...)
4. Porque é que quem vem aqui uma vez e outra e outra não faz um comentáriozito?
Se quiserem dizer bem, mal, fazer sugestões, trocar cromos, berlindes e brindes Kinder, também podem.
Mas não me deixem assim no silêncio, que isto de falar para o boneco cansa!
20.11.06
Recado

ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina possas recolher
alimento suficiente para a tua morte
vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer – vai por esse campo
de crateras extintas – vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite
deixa a árvore de cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo – deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração – ouve-me
que o dia te seja limpo
e para lá dele constrói o arco de sal
a morada eterna – o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite
não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira – não esqueças o ouro
o marfim – os sessenta comprimidos letais
ao pequeno-almoço
Al Berto, Horto de Incêndio
13.11.06
Soundtrack

Gosto que os meus dias tenham banda sonora.
O tempo passa a ser marcado não só pelos acontecimentos de cada dia, mas também pelas canções que, passados vários anos, me transportam num nítido flashback até aos dias, horas ou minutos em que as ouvi repetidamente. Em casa, no carro, na rua, no trabalho, há sempre música onde quer que esteja e a minha vida está marcada, segmentada
e armazenada em centenas e centenas de canções. Sobre algumas pairam nuvens negríssimas, outras irradiam luz.
Deve haver dezenas, centenas, milhares de pessoas como eu e cuja vida também segue ao som de uma música qualquer... Hoje a minha segue ao som desta e a vossa?
11.11.06
9.11.06
Make it better, keep it simple
Desde pequena sempre gostei de ver anúncios.
Nos intervalos dos mais variados programas, desde o telejornal aos desenhos animados, toda a gente em minha casa mudava de canal ou baixava o som da televisão e eu não percebia porque é que ninguém partilhava comigo o fascínio por aqueles segundos (ou minutos).
Desde o anúncio das bombocas ao do coelhinho que ia com o pai natal no comboio ao circo, passando por tantos outros, fui crescendo a gostar de publicidade.
Hoje em dia, e salvaguardando as devidas distâncias, porque se tornou um meio subversivo e o apelo ao consumo e ao endividamento é gritante, aprecio cada vez mais a forma inteligente como algumas campanhas são conduzidas, sem dar lugar ao facilitismo, e provando que a inovação é ainda possível recorrendo a ideias bastante simples.
Este é o melhor spot publicitário para um automóvel que vi nos últimos tempos.
6.11.06
O que é nacional é mesmo bom

Porto · Rua do Almada, 63 / Lisboa . Picoas Plaza
Para quem, como eu, não pode comer açúcar (não por ser diabética, mas por ter fortes probabilidades de passar a ser), é muito difícil encontrar doces com edulcorante que sejam bons.
Eu, que sempre achei um disparate comer coisas light – se calhar
por nunca ter tido problemas de peso –, passo agora horas na secção
das dietas e produtos biológicos a tentar hipnotizar algum pacote de bolachas que não me faça disparar a insulina.
É uma tarefa que se pode tornar bastante deprimente e depressa cheguei
à conclusão de que ser diabético, ou perto disso, agride inutilmente o porta-moedas: os produtos são estupidamente caros e a maior parte sabe a ração para cavalo*.
Mas no meio deste deserto – ó sim, aleluia! – eis que surge um oásis.
Que os bombons normais eram bons já eu sabia mas, na semana passada, decidi experimentar os bombons de chocolate preto sem acúcar. O substituto utilizado é o maltitol (extraído de malte), parecem a sério e são mesmo bons.
* nunca provei mas deve ser parecido.
5.11.06
4.11.06
SP(H)É(I)

Esperar
Se eu pudesse, ia:
Hoje, na galeria Graça Brandão, no Porto, inauguração da exposição individual de Nuno Sousa Vieira.
Até 16 de Dezembro de terça a sexta 10h00-12h30 e 15h00-19h30
e aos sábados e segundas-feiras 15h00-19h30.
3.11.06
Nas minhas costas
30.10.06
29.10.06
Copy/Paste
Fui só eu a estranhar as semelhanças, ou a nova campanha da TMN utiliza mesmo uma "versão" muito manhosa da música Wake Up dos Arcade Fire?
Mas o que é que lhes passou pela cabeça? Custava muito utilizar o original? Se calhar custava...
O problema, quanto a mim, é que o resultado acaba por ser muito medíocre. O chocolate é sempre muito melhor que o sucedâneo.
Ora, oiçam lá:
Mas o que é que lhes passou pela cabeça? Custava muito utilizar o original? Se calhar custava...
O problema, quanto a mim, é que o resultado acaba por ser muito medíocre. O chocolate é sempre muito melhor que o sucedâneo.
Ora, oiçam lá:
27.10.06
Video thrilled the radio star #3
dEUS, Instant Street
After all these years, i still love the final part of this video.
And yes, there are people dancing.
Again.
25.10.06
The Greatest Cat
Cat Power, Lived in bars
Though her music and voice have a saddness that i can't describe,
i think this is the first time that i see this girl happy and laughing.
And that's a good thing, don't you think?
You can listen to her in a recent KCRW solo set here.
24.10.06
Joan as police woman

There are some voices that you just can't do without.
There are some things you just can't afford to lose.
To clear any possible doubts, please listen here.
Joan Wasser aka Joan as police woman, 30.10.06 [Santiago Alquimista, Lisbon]
19.10.06
17.10.06
Video thrilled the radio star #2
Kings of Convenience, I'd rather dance with you
I really must have an issue with people dancing in videos.
Maybe it's just because i really like doing it and haven't in a long time.
I guess it's time for me to start moving. Slowly.
15.10.06
The End

Sábado, 14: a minha sexta-feira 13.
Terá sido algum tipo estranho de intervenção divina que conseguiu conjugar vários factores completamente improváveis?
Apesar de saber que cumpri até mais do que é necessário, ainda não
estava preparada e, por muito que a vida se torne mais simples,
preferia voltar ao modo anterior e à certeza de ser indispensável.
Depois de todos os lugares-comuns de que se deve valorizar tudo o que se tem de bom, blá blá blá, a sensação de vazio é enorme à mesma.
É sempre assim, não é?
11.10.06
7m [9:25am]
9.10.06
Happy birthday to me
4.10.06
Lembra-te
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