18.12.06

Video thrilled the radio star #5


The Avalanches, Frontier Psychiatrist

This video absolutely amazes me.

14.12.06

Dear Santa:

Já há algum tempo que ando a pensar escrever uma carta ao Pai Natal...
Vi uma lista linda aqui e resolvi aderir ao Wists e fazer uma, cheia de prendas impossíveis, só para poder ir lá espreitar de vez em quando.
Se o Pai Natal existir realmente e achar que me portei bem este ano, pode ser que num dos meus sapatinhos (porque a minha chaminé tem sempre vários...) apareça alguma destas.

10.12.06

A song a day keeps the doctor away #3


Beirut, Scenic World

Um xilofone, um acordeão, um violino, um trompete e percussão numa combinação invulgar. Acrescenta-se uma boa voz e uma boa letra e obtém-se uma música capaz de viciar os tímpanos. Uma vez que não existe vídeo oficial, fica a actuação ao vivo. A versão original pode ser ouvida aqui.

9.12.06

A song a day keeps the doctor away #2


Dawn Landes, Suspicion


Parece mesmo o capuchinho vermelho em versão urbana, com um rádio em vez do clássico cesto.
Também podem vê-la aqui e ouvi-la aqui.

6.12.06

A song a day keeps the doctor away #1


Jenny Wilson, Let my shoes lead me forward

Ainda que o menino que me aconselhou esta menina não saiba que eu tenho um grave problema com sapatos, não podia haver tema mais indicado para mim.
E, apesar de ainda não ter conseguido perceber se gosto muito das restantes músicas do álbum ou não, o vídeo desta música e a própria música são o delírio absoluto.

4.12.06

Revival mode


The Psychedelic Furs, Until she comes

Ouvi esta música até gastar o vinil.

3.12.06

Tickets to what i need



Já em desespero de causa: alguém quer, ou conhece alguém que queira, vender um bilhete para o concerto da Cat Power amanhã na Aula Magna?

2.12.06

Question mark


Elliott Smith, Lucky Three documentary

Why do the good ones always end up killing themselves?

27.11.06

A última letra


Álvaro Lapa, Presidiariamente

1. Já temos este em miniatura na sala, um dia hás-de ter aquele em tamanho real (entretanto, podemos ir vê-lo ao Museu da Cidade).

2. Devolvo-te o poema com o qual me apresentaste o Cesariny:

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
– ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

Mário Cesariny [1923-2006], Pastelaria

3.


4. És a última letra do meu alfabeto, juntos temos a primeira. Misturam-se as duas na minha lista de importâncias.

24.11.06

Video thrilled the radio star #4



Para quem achava que a música francesa se cingia a Edith Piaf, Jacques Brel (sim eu sei que ele era belga, mas cantava em francês e isso é que interessa para aqui), Serge Gainsbourg e pouco mais, desengane-se.
Esta rapariga é muito boa e recomenda-se e os Nouvelle Vague
também acham.

Camille, Ta Douleur


23.11.06

Q.





Tenho uma grande facilidade em fixar datas. Todas as datas, as boas, as más, as assim-assim...

O que pode parecer uma coisa boa (porque dispenso agendas, pda's e afins), pode transformar-se rapidamente numa coisa triste.
Lembro-me de todas as datas dos meus mortos, de há quanto tempo desapareceram e de como continuam a fazer-me falta. Apesar de, com o passar dos anos, haver uma reconciliação com a ideia da perda, quando chega o dia sinto-me sempre triste e com saudades, muitas saudades.

Preencho o vazio com memórias límpidas e com a certeza de que a minha vida teria sido muito diferente se não tivessem passado por mim.

Ps.: Terias adorado conhecer a A., é parecida contigo e nasceu quase no dia dos teus anos.

22.11.06

No comments


Pequenas dúvidas existenciais:

1. Instalei um contador aqui que vejo aumentar de número todos o dias (não está avariado, portanto).
2. Há visitas regulares e repetidas, o que prova que quem vem deve gostar do que lê e do que vê (ou então não gosta e volta só para se certificar de que o blog é mesmo mau).
3. O meu ego está desesperadamente necessitado de um aumento (que isto de uma pessoa ficar doente deita abaixo...)
4. Porque é que quem vem aqui uma vez e outra e outra não faz um comentáriozito?

Se quiserem dizer bem, mal, fazer sugestões, trocar cromos, berlindes e brindes Kinder, também podem.
Mas não me deixem assim no silêncio, que isto de falar para o boneco cansa!

20.11.06

Recado



ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina possas recolher
alimento suficiente para a tua morte

vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer – vai por esse campo
de crateras extintas – vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite

deixa a árvore de cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo – deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração – ouve-me

que o dia te seja limpo
e para lá dele constrói o arco de sal
a morada eterna – o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite

não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira – não esqueças o ouro
o marfim – os sessenta comprimidos letais
ao pequeno-almoço

Al Berto, Horto de Incêndio

13.11.06

Soundtrack



Gosto que os meus dias tenham banda sonora.
O tempo passa a ser marcado não só pelos acontecimentos de cada dia, mas também pelas canções que, passados vários anos, me transportam num nítido flashback até aos dias, horas ou minutos em que as ouvi repetidamente. Em casa, no carro, na rua, no trabalho, há sempre música onde quer que esteja e a minha vida está marcada, segmentada
e armazenada em centenas e centenas de canções. Sobre algumas pairam nuvens negríssimas, outras irradiam luz.

Deve haver dezenas, centenas, milhares de pessoas como eu e cuja vida também segue ao som de uma música qualquer... Hoje a minha segue ao som desta e a vossa?

11.11.06

8m [9:25am]



Mr. Bunny, your faithful friend, wishes you a happy day.

9.11.06

Make it better, keep it simple



Desde pequena sempre gostei de ver anúncios.
Nos intervalos dos mais variados programas, desde o telejornal aos desenhos animados, toda a gente em minha casa mudava de canal ou baixava o som da televisão e eu não percebia porque é que ninguém partilhava comigo o fascínio por aqueles segundos (ou minutos).
Desde o anúncio das bombocas ao do coelhinho que ia com o pai natal no comboio ao circo, passando por tantos outros, fui crescendo a gostar de publicidade.
Hoje em dia, e salvaguardando as devidas distâncias, porque se tornou um meio subversivo e o apelo ao consumo e ao endividamento é gritante, aprecio cada vez mais a forma inteligente como algumas campanhas são conduzidas, sem dar lugar ao facilitismo, e provando que a inovação é ainda possível recorrendo a ideias bastante simples.
Este é o melhor spot publicitário para um automóvel que vi nos últimos tempos.

6.11.06

O que é nacional é mesmo bom


Porto · Rua do Almada, 63 / Lisboa . Picoas Plaza

Para quem, como eu, não pode comer açúcar (não por ser diabética, mas por ter fortes probabilidades de passar a ser), é muito difícil encontrar doces com edulcorante que sejam bons.
Eu, que sempre achei um disparate comer coisas light – se calhar
por nunca ter tido problemas de peso –, passo agora horas na secção
das dietas e produtos biológicos a tentar hipnotizar algum pacote de bolachas que não me faça disparar a insulina.

É uma tarefa que se pode tornar bastante deprimente e depressa cheguei
à conclusão de que ser diabético, ou perto disso, agride inutilmente o porta-moedas: os produtos são estupidamente caros e a maior parte sabe a ração para cavalo*.

Mas no meio deste deserto – ó sim, aleluia! – eis que surge um oásis.

Que os bombons normais eram bons já eu sabia mas, na semana passada, decidi experimentar os bombons de chocolate preto sem acúcar. O substituto utilizado é o maltitol (extraído de malte), parecem a sério e são mesmo bons.

* nunca provei mas deve ser parecido.

5.11.06

Re-re-repeat



Last night you dreamt that you were kissing me again, didn't you?


Stina Nordenstam, The World is Saved

4.11.06

SP(H)É(I)


Esperar

Se eu pudesse, ia:
Hoje, na galeria Graça Brandão, no Porto, inauguração da exposição individual de Nuno Sousa Vieira.

Até 16 de Dezembro de terça a sexta 10h00-12h30 e 15h00-19h30
e aos sábados e segundas-feiras 15h00-19h30.