Eu sei que isto me vai passar e que devo estar com febre para gostar desta menina (que é assim uma espécie de Lily Allen, mas a quem falta comer ainda mais pão com sal) e da sua música lá lá lá. Se calhar preciso mesmo de tratamento urgente: esta tem andado a rodar em repeat por estes lados... Alguém consegue aconselhar-me acerca deste assunto?
Going back to work always feels like going back to the dungeon. It's just like having a rope around the neck, slave of all the hours spent sitting down looking at my computer screen, burning my eyelashes and my sanity, trying to reach the end of the day with some spare energy to what really matters. I need a new plan, this one sucks!
NOTA: Este blog vai recarregar baterias para outra freguesia (com uma nova máquina fotográfica na bagagem, o que é sempre um bom augúrio) e volta em setembro. Não se esqueçam de voltar também!
(...) Alice significa, em termos filosóficos, que a percepção que se tem das coisas está sempre a sofrer alterações: atribuem-se significados e qualidades às coisas não com base num critério objectivo, físico, verificável, mas porque o nosso aparelho sensitivo vai estabelecendo com essas coisas diferentes relações. Sendo esta a base das qualidades do mundo, tudo passa a inscrever-se num horizonte de instabilidade (...) in Fisionomias sobre Papel, Nuno Crespo
O Tempo dos Sonhos | Exposição de Mário Rita Museu da Cidade – Pavilhão Branco | 17 de Julho a 2 de Setembro de 2007 ——————— A instalação de cima surpreendeu-me pela escala e pela diversidade e multiplicação. O quadro de baixo podia vir para a minha casa. E que pena uma exposição destas em plena silly season, com a cidade deserta e sem a visibilidade que merecia. Ps.: O Museu da Cidade tem um jardim onde apetece estar, praticamente desconhecido da maioria das pessoas, com dezenas de pavões e um lago (que podia ter um ar menos pantanoso, é certo) com peixinhos vermelhos e tartarugas que se aproximam das margens.
A terrible cold and a back injury have ruined my weekend. The high temperatures with the thermometer reaching 39º didn't help my terrible mood. It seems it's going to rain on tuesday, and i wonder what happened to summer as i knew it... To complete all my misery i think my ipod is dead and i'm so pissed that i think it's better to stop writing, otherwise i might say something i'll regret later.
Pois. Já devia ter vindo há mais tempo... Demasiada expectativa dá nisto: um misto entre esperava mais e ainda bem que fui. Para a próxima tenho que ficar num lugar decente, o som lateral fez-me sentir do lado de fora do aquário. Quando voltar, e vai voltar de certeza, espero que toque esta.
When you get the time Sit down and write me a letter When you're feeling better Drop me a line I wanna know how it all works out I had a feeling we were fading out I didn't know that people faded out so fast And that people faded out When there was love enough left to fix it
This music has been in my head all day long. It pictures very well the way people try to mold others to their image (although everyone knows that's an impossible thing to do, because noone really changes) and when that doesn't work, just leave. I don't really like the video, so i suggest that you just listen to this song without looking at the screen...
Growing up put me really far away from all the familiar places, things and people. In all these years, i never stopped to think about it, but the last time i went there, the way home had changed, and i literally got lost in a Twilight Zone kind of thing. Fuck. That was the only word that came into my head, while i was trying to get back on the right way. I almost felt like sleeping beauty, immersed in a deep sleep for years, waking up to a completely new reality. Somehow i felt it like a little punishment for being away for so long. But still, nothing feels as good as going home knowing that you will be there waiting for me.
Este homem sempre escreveu canções sobre o amor nas suas mais variadas formas e é impressionante como foi ignorado durante décadas no Brasil e, consequentemente, no resto do mundo. Segundo as suas próprias palavras foi enterrado vivo. Há dois anos, num concerto gratuito, assisti ao seu génio ao vivo e rendi-me às evidências, admirando a sua capacidade de re-invenção quase aos 70 anos. Apesar dos problemas de audição que o afectam foi um concerto magnífico. É, na minha opinião, um dos maiores autores brasileiros e o disco de 1976 "Estudando O Samba" (raridade bastante difícil de encontar) um dos melhores discos da música brasileira e, por isso, intemporal. Para além disso tem um sentido de humor demolidor e uma visão sobre o mundo que merecem ser testemunhados.
Passa uma pessoa mais de um mês em contagem decrescente, a criar expectativas bastante altas e, vai-se a ver, são deitadas por terra em poucos minutos... Passo a explicar: bilhete comprado para a 2.ª fila, com a antecedência de quem não quer mesmo perder por nada o concerto de dia 31 de Maio no São Jorge; chego a horas (que isto hoje em dia é imprevisível se consigo ou não cumprir um horário...) e depois o homem entra em palco após uma introdução de duas músicas do senhor aqui da esquerda (aka Dosh) e que, quanto a mim, conseguiu salvar a noite. O som estava mau, foi melhorando ao longo do concerto mas nunca chegou a estar bom. Esperava qua a postura fosse bastante diferente e tive a sensação de débito durante todo o concerto, com a confirmação de apenas 1 encore apesar da insistência do público (o que me cheira sempre a uma falta de vontade que torna falsas todas as palavras proferidas apenas por obrigação e falsa simpatia: "naos adouramous Lisboua!"). Na verdade, não posso dizer que tenha sido mau, ele é um excelente executante e técnico, um virtuoso, mas faltou-lhe aquele toque que torna alguns concertos inesquecíveis. Deixo sempre impressionar-me pelos samples e loopings, mas nem esses foram bem executados e, se por vezes o erro até pode ter uma certa piada, neste caso soou a desleixo puro e duro. Já o Sr. Dosh impressionou bastante com o seu ar impenetrável e compenetrado, mudando das baquetas para o teclado, comandando praticamente todas as operações electrónicas que se iam transformando em música. Tendo eu que seleccionar muito bem o que posso ou não ver hoje em dia talvez tenha tido uma visão pouco tolerante sobre o espectáculo, mas a verdade é que me soube a pouco. Conseguiu voar, mas baixo.
Ps.: abonam a favor as meias às riscas iguais a umas que há aqui em casa e que, por coincidência, foram também usadas nesse dia!
Em conversa, de madrugada, ansiosamente à espera que o telemóvel tocasse com notícias do hospital, disse: "depois do primeiro assombro, logo o corpo fica farto", citando o Sérgio Godinho na minha balada homónima. Há verdades universais e esta é sem dúvida uma delas, mas o problema é quando se farta sem qualquer assombro e sem aviso prévio e, de repente, percebemos que tudo o que tomamos como certo pode desaparecer em poucos segundos. À velocidade de um desmaio. Em qualquer altura. Em câmara lenta.