Infelizmente estou em casa. Felizmente poupei uma ida ao correio (que teria que ser feita em tempo extra que não tenho) e pude receber em mãos a encomenda que fiz após não ter tido sorte no leilão aqui. É quente, confortável e prático (para além de lindo) para quem tem pescoços friorentos e compridos. Por isso obrigada eu, Alice!
Why would you speak to me that way Especially when i always said that i haven't got the words for you All your diction dripping with disdain Through the pain i always tell the truth
Lista banal de 22 coisas imprescindíveis (a maior parte tu já sabes fazer!): 1. Tirar fotografias (para nunca nos esquecermos das coisas/pessoas boas) 2. Dançar (com ou sem companhia) 3. Molhar bolachas no leite do pequeno almoço (ou do lanche, ou da ceia) 4. Dar abraços (recebê-los também é bom) 5. Ouvir música e cantar bem alto (para ter banda-sonora) 6. Correr (de preferência na direcção de alguém que está à nossa espera) 6. Cheirar (porque, às vezes, ver não chega) 7. Nadar (no mar ou na piscina, com ou sem mergulhos) 8. Rir (do que vale a pena e do que não vale) 9. Dar passeios (a pé, de carro, combóio ou avião) 10. Fazer bolas de neve (e bonecos) 11. Comer pão com manteiga (e com doce, e com queijo) 12. Ver o céu, as estrelas e a lua (olhar para cima pelo menos uma vez por dia) 13. Dar beijos (repenicados ou nem por isso) 14. Escrever cartas (ou mails, ou sms) 15. Falar baixo (à medida que o volume sobe a razão vai-se perdendo) 16. Desenhar (ou riscar, rabiscar e pintar) 17. Apanhar sol (chuva e ar – às vezes) 18. Comer gelado (derretido é melhor) 19. Tocar xilofone (ou pandeireta, ou outro instrumento qualquer) 20. Beber água (e fazer ahhh!) 21. Ler livros (e fazê-los também) 22. Dizer sempre a verdade (as pernas das mentiras não chegam muito/nada longe)
Although i don't really like this band i've been listening to this music in a regular basis. This video makes me want to take a lot of self-portraits. And maybe i will.
Até podia fazer uma lista de todas as coisas boas que 2007 trouxe e uma também das más. Mas não tenho tempo agora. Na verdade, todos os anos trazem um pouco de ambas as coisas e, no último dia do ano, há sempre a tentação dos balanços e das resoluções. 2008 vai ser – e isto não foi a Maya que disse, fui eu que resolvi – um ano de grandes mudanças. Por isso, hoje à noite, vou comer as minhas 12 passas muito devagarinho para que não me esqueça de nenhum dos meus desejos que (mais coisa, menos coisa), tenho a certeza, irão realizar-se. Porque as boas decisões acabam sempre por dar os seus frutos.
Para os dias em que a vitamina C devia abundar em vez de faltar. (ou as maravilhas que uma máquina de escrever e um xilofone – aka Nuno Rafael – podem fazer a uma música).
There are two things I will carry in my pockets at the end Oh, my darling, You are one of them The way you look when you have a story to begin, Oh, my darling, That's the other half
And I will never lose them, No i'll never never show them like a prize I will keep them out of sight And I will never give them up to any ceiling Promise or a lie, They are mine until I die, until I die Basia Bulat, Oh My Darling
Como estou com preguiça e li aqui uma crítica muito aproximada do que me pareceu a experiência (apenas com a diferença do ângulo – estava no andar de cima a espetar a máquina e a desejar que a pandeireta entrasse a tempo, coisa que não correu assim lá muito bem...) Deixo aqui 2 fotos que suponho estejam – e passo a citar – encantadoramente más! Podem ver fotos decentes aqui.
Em resposta tardia ao António, aqui vai uma lista de cinco filmes de que me lembro e que me marcaram de alguma forma. Quando se faz uma lista destas é difícil deixar de fora outros que também são/foram importantes. Algumas escolhas poderão parecer estranhas e outras óbvias (não teriam sido bem estas se tivesse encontrado o raio dos trailers...)! Então, sem ordem de preferência:
Wong Kar-Wai, In The Mood For Love
Sofia Coppola, Lost in Translation
Jacques Tati, Playtime
Paul Thomas Anderson, Magnolia
Jean Pierre Jeunet, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
... e que, curiosamente, tu aplicas e eu não sou capaz: a competência não se define pelo coração.* *Gonçalo M. Tavares, Aprender a Rezar na Era da Técnica
Por motivos alheios à minha vontade (raios partam a conjugação Inverno+Creche) tenho passado, nas últimas semanas (se calhar meses), alguns dias em casa. Até agora desconhecia a paralisia cerebral provocada pela programação televisiva diurna (não é que a nocturna seja melhor...) mas, na semana passada, descobri um programa que me deixou em estado catatónico! "As tardes da Júlia", é assim que se chama, é uma verdadeira aberração (que não entendo como tem tempo de antena) do princípio ao fim (quer dizer, na verdade não vi até ao fim, aquele excerto chegou-me!): a Júlia Pinheiro, no seu inimitável estilo galináceo, falava do facto de todas as mulheres perderem a cabeça com sapatos e convidou uma série de "pseudo-figuras públicas" femininas (e foleiras) para mostrarem as suas pequenas colecções. Ora eu, burra e com o discernimento meio toldado pela falta de sono, resolvi ficar a ver como é que aquele assunto podia preencher um programa. (Não me enquadrasse eu na dita classe feminina que não resiste aos ditos...) Ao fim de uns minutos o meu queixo descaía à velocidade das barbaridades que saíam daquelas cabecinhas tontas, à medida que mostravam as suas sapatolas, que ainda por cima eram feias. Mas mesmo muito feias! Todos os exemplares eram altíssimos (e, lá está, feios) e os comentários deste calibre: "... sinto-me mais segura..." "... tem que se sofrer, vale a pena!..." E a galinácea anfitriã com a baba a cair-lhe, a virar os sapatos e a espreitar para dentro deles e a exclamar que eram originais! e que deviam ter sido caríssimos! E uma a dizer que depois os oferecia à mãe (como se estivesse a falar da empregada), uma vez que muitas vezes só os calçava uma vez (hã?). E outra a gabar-se de ter modelos exclusivos porque vai a imensos eventos (ai, como eu adoro esta palavra!) e que no Inverno guarda a colecção de Verão em casa do pai, o que é uma chatice, porque quando viaja para um país tropical, lá tem que ir a casa do pai buscar aquilo de que precisa... Ó que vidas complicadas e duras! Que pobreza, que... até me faltam os adjectivos! Fiquei perplexa, a medir o meu amor pelos meus, a pensar se também seria assim... Ufa! Não sou! E vivam as sapatilhas, os sapatos rasos, o conforto e a substância! Desconhecia até que era possível desfiar tanto disparate fútil junto acerca de sapatos e do que pode impelir uma pessoa a comprá-los/usá-los/dá-los. Mas é mesmo assim, vivendo e aprendendo, e eu aprendi que é melhor não ligar a televisão à tarde, sob pena de piorar um dia que, à partida, já não se adivinha fácil por tudo o que implica... Desculpem lá o desabafo, mas estava mesmo a precisar. Ps.: volta Radar, estás perdoada!
When the days are long, and the thunder with the storm can always get me crying You can make my bed, i'll fall into it, shattered but not lonely Because i never knew a home, until i found your hands When i'm weathered, you come to me, you're my best friend
Just to break the routine of handkerchiefs, hospitals and antibiotics: i absolutely love the original video and i find this pastiche hilarious! You can watch the real commercial here.
Há precisamente uma semana, fui ver o concerto que durou perto de 3 horas e que me impressionou de tal forma que não consegui escrever sobre ele até hoje. Talvez porque precisasse também de digerir a percepção que tive acerca do que move as pessoas. Porque o que move as pessoas é estranho. É estranho que quem paga para ir vê-lo não faça mais nada durante todo o concerto senão suspirar, demonstrando a sua completa frustração pelo facto de as preferências sexuais do rapaz serem tão explícitas. Acho que gostavam que houvesse margem para dúvidas, mas não há. Ele próprio se encarrega de dizer: "i'm such a little princess!", deitando por terra qualquer esperança vã. E eu penso, mas o que é que isso interessa? A verdade é que, neste caso, tudo gira à volta disso. Todo o espectáculo. Mas o que estranhei não foi isso, afinal já era o terceiro concerto dele a que assistia (sim, fui a todos!), mas sim o facto de não conseguir perceber como agrada até a quem não percebe nada, a quem não percebe a música. E a música é magnífica. E eu fico ali sentada a apreciar a evolução brutal, o sentido de palco, a forma espantosa como vestiu músicas antigas com arranjos e interpretações que as tornaram ainda melhores, e a voz. Aquela voz que me fez render ali à evidência de que tudo o que canta ao vivo soa muito melhor do que nos discos. São as peças do puzzle a encaixar-se, uma a uma. E, no final, volto para casa a pensar que da próxima vez não vou ficar à espera de um convite de última hora para ir ouvir canções que passam a fazer muito mais sentido quando presenciadas ao vivo, tornando-se verdades universais qualquer que seja o seu destinatário.