11.1.08

22m [9:25am]


© Planeta Junior/Pocoyo

Lista banal de 22 coisas imprescindíveis (a maior parte tu já sabes fazer!):
1. Tirar fotografias (para nunca nos esquecermos das coisas/pessoas boas)
2. Dançar (com ou sem companhia)
3. Molhar bolachas no leite do pequeno almoço (ou do lanche, ou da ceia)
4. Dar abraços (recebê-los também é bom)
5. Ouvir música e cantar bem alto (para ter banda-sonora)
6. Correr (de preferência na direcção de alguém que está à nossa espera)
6. Cheirar (porque, às vezes, ver não chega)
7. Nadar (no mar ou na piscina, com ou sem mergulhos)
8. Rir (do que vale a pena e do que não vale)
9. Dar passeios (a pé, de carro, combóio ou avião)
10. Fazer bolas de neve (e bonecos)
11. Comer pão com manteiga (e com doce, e com queijo)
12. Ver o céu, as estrelas e a lua (olhar para cima pelo menos uma vez por dia)
13. Dar beijos (repenicados ou nem por isso)
14. Escrever cartas (ou mails, ou sms)
15. Falar baixo (à medida que o volume sobe a razão vai-se perdendo)
16. Desenhar (ou riscar, rabiscar e pintar)
17. Apanhar sol (chuva e ar – às vezes)
18. Comer gelado (derretido é melhor)
19. Tocar xilofone (ou pandeireta, ou outro instrumento qualquer)
20. Beber água (e fazer ahhh!)
21. Ler livros (e fazê-los também)
22. Dizer sempre a verdade (as pernas das mentiras não chegam muito/nada longe)

P.S.: E a vossa lista?

6.1.08

But not today


Blonde Redhead, Top Ranking

Although i don't really like this band i've been listening to this music in a regular basis.
This video makes me want to take a lot of self-portraits.
And maybe i will.

1.1.08

Happy New Year



All the sadness remains here and that's why i love you.
Still.

31.12.07

Almost there



Até podia fazer uma lista de todas as coisas boas que 2007 trouxe e uma também das más. Mas não tenho tempo agora.
Na verdade, todos os anos trazem um pouco de ambas as coisas e, no último dia do ano, há sempre a tentação dos balanços e das resoluções.
2008 vai ser – e isto não foi a Maya que disse, fui eu que resolvi – um ano de grandes mudanças.
Por isso, hoje à noite, vou comer as minhas 12 passas muito devagarinho para que não me esqueça de nenhum dos meus desejos que (mais coisa, menos coisa), tenho a certeza, irão realizar-se.

Porque as boas decisões acabam sempre por dar os seus frutos.

29.12.07

Re(ouvir)


Sérgio Godinho, O Primeiro Gomo da Tangerina

Para os dias em que a vitamina C devia abundar em vez de faltar.
(ou as maravilhas que uma máquina de escrever e um xilofone – aka Nuno Rafael – podem fazer a uma música).

21.12.07

I'm not there



The soundtrack from Bob Dylan's biopic is impressively good!
As a christmas present i leave you 2 of my favourite tracks:

Stuck Inside Of Mobile With The Memphis Blues Again, Cat Power
Ring Them Bells
, Sufjan Stevens

17.12.07

What goes on


© Leigh Wells

When you treat me so unkind

What goes on in your mind?

14.12.07

Time.out



This pretty much says it all, so i'll just wait here.
Just say when, and i'll be there.

11.12.07

21m [9:25am]



There are two things I will carry in my pockets at the end
Oh, my darling,
You are one of them
The way you look when you have a story to begin,
Oh, my darling,
That's the other half

And I will never lose them,
No i'll never never show them like a prize
I will keep them out of sight
And I will never give them up to any ceiling
Promise or a lie,
They are mine until I die, until I die

Basia Bulat, Oh My Darling

9.12.07

Angels+Devils



Au Revoir Simone, Santiago Alquimista

Como estou com preguiça e li aqui uma crítica muito aproximada do que me pareceu a experiência (apenas com a diferença do ângulo – estava no andar de cima a espetar a máquina e a desejar que a pandeireta entrasse a tempo, coisa que não correu assim lá muito bem...)
Deixo aqui 2 fotos que suponho estejam – e passo a citar – encantadoramente más!
Podem ver fotos decentes aqui.

6.12.07

5 is the magic number

Em resposta tardia ao António, aqui vai uma lista de cinco filmes de que me lembro e que me marcaram de alguma forma. Quando se faz uma lista destas é difícil deixar de fora outros que também são/foram importantes.
Algumas escolhas poderão parecer estranhas e outras óbvias (não teriam sido bem estas se tivesse encontrado o raio dos trailers...)!
Então, sem ordem de preferência:

Wong Kar-Wai, In The Mood For Love

Sofia Coppola, Lost in Translation

Jacques Tati, Playtime


Paul Thomas Anderson, Magnolia


Jean Pierre Jeunet, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

5.12.07

O que eu sei e tu não...



... e que, curiosamente, tu aplicas e eu não sou capaz:
a competência não se define pelo coração.*

*Gonçalo M. Tavares,
Aprender a Rezar na Era da Técnica

3.12.07

To shoe or not to shoe



Por motivos alheios à minha vontade (raios partam a conjugação Inverno+Creche) tenho passado, nas últimas semanas (se calhar meses), alguns dias em casa.
Até agora desconhecia a paralisia cerebral provocada pela programação televisiva diurna (não é que a nocturna seja melhor...) mas, na semana passada, descobri um programa que me deixou em estado catatónico!
"As tardes da Júlia", é assim que se chama, é uma verdadeira aberração (que não entendo como tem tempo de antena) do princípio ao fim (quer dizer, na verdade não vi até ao fim, aquele excerto chegou-me!):
a Júlia Pinheiro, no seu inimitável estilo galináceo, falava do facto de todas as mulheres perderem a cabeça com sapatos e convidou uma série de "pseudo-figuras públicas" femininas (e foleiras) para mostrarem as suas pequenas colecções.
Ora eu, burra e com o discernimento meio toldado pela falta de sono, resolvi ficar a ver como é que aquele assunto podia preencher um programa.
(Não me enquadrasse eu na dita classe feminina que não resiste aos ditos...)
Ao fim de uns minutos o meu queixo descaía à velocidade das barbaridades que saíam daquelas cabecinhas tontas, à medida que mostravam as suas sapatolas, que ainda por cima eram feias. Mas mesmo muito feias!
Todos os exemplares eram altíssimos (e, lá está, feios) e os comentários deste calibre:
"... sinto-me mais segura..."
"... tem que se sofrer, vale a pena!..."
E a galinácea anfitriã com a baba a cair-lhe, a virar os sapatos e a espreitar para dentro deles e a exclamar que eram originais! e que deviam ter sido caríssimos!
E uma a dizer que depois os oferecia à mãe (como se estivesse a falar da empregada), uma vez que muitas vezes só os calçava uma vez (hã?).
E outra a gabar-se de ter modelos exclusivos porque vai a imensos eventos (ai, como eu adoro esta palavra!) e que no Inverno guarda a colecção de Verão em casa do pai, o que é uma chatice, porque quando viaja para um país tropical, lá tem que ir a casa do pai buscar aquilo de que precisa...
Ó que vidas complicadas e duras! Que pobreza, que... até me faltam os adjectivos!
Fiquei perplexa, a medir o meu amor pelos meus, a pensar se também seria assim...
Ufa! Não sou! E vivam as sapatilhas, os sapatos rasos, o conforto e a substância!
Desconhecia até que era possível desfiar tanto disparate fútil junto acerca de sapatos e do que pode impelir uma pessoa a comprá-los/usá-los/dá-los.
Mas é mesmo assim, vivendo e aprendendo, e eu aprendi que é melhor não ligar a televisão à tarde, sob pena de piorar um dia que, à partida, já não se adivinha fácil por tudo o que implica...
Desculpem lá o desabafo, mas estava mesmo a precisar.


Ps.: volta Radar, estás perdoada!

27.11.07

Never ending story



When the days are long, and the thunder with the storm
can always get me crying

You can make my bed, i'll fall into it, shattered but not lonely
Because i never knew a home, until i found your hands
When i'm weathered
, you come to me, you're my best friend

And that's why we'll always make it

(Stars, My Favourite Book)

22.11.07

home.sick



or how happy she feels when i put her on rosa's sling and we dance the virus away.

21.11.07

ifeist



Just to break the routine of handkerchiefs, hospitals and antibiotics:
i absolutely love the original video and i find this pastiche hilarious!
You can watch the real commercial here.

13.11.07

Rufus, the king


© Rufus Wainwright

Há precisamente uma semana, fui ver o concerto que durou perto de 3 horas e que me impressionou de tal forma que não consegui escrever sobre ele até hoje.
Talvez porque precisasse também de digerir a percepção que tive acerca do que move as pessoas. Porque o que move as pessoas é estranho.
É estranho que quem paga para ir vê-lo não faça mais nada durante todo o concerto senão suspirar, demonstrando a sua completa frustração pelo facto de as preferências sexuais do rapaz serem tão explícitas. Acho que gostavam que houvesse margem para dúvidas, mas não há. Ele próprio se encarrega de dizer: "i'm such a little princess!", deitando por terra qualquer esperança vã.

E eu penso, mas o que é que isso interessa?
A verdade é que, neste caso, tudo gira à volta disso. Todo o espectáculo.
Mas o que estranhei não foi isso, afinal já era o terceiro concerto dele a que assistia (sim, fui a todos!), mas sim o facto de não conseguir perceber como agrada até a quem não percebe nada, a quem não percebe a música.
E a música é magnífica. E eu fico ali sentada a apreciar a evolução brutal, o sentido de palco, a forma espantosa como vestiu músicas antigas com arranjos e interpretações que as tornaram ainda melhores, e a voz. Aquela voz que me fez render ali à evidência de que tudo o que canta ao vivo soa muito melhor do que nos discos. São as peças do puzzle a encaixar-se, uma a uma.
E, no final, volto para casa a pensar que da próxima vez não vou ficar à espera de um convite de última hora para ir ouvir canções que passam a fazer muito mais sentido quando presenciadas ao vivo, tornando-se verdades universais qualquer que seja o seu destinatário.

10.11.07

Dear Santa #1



I'm tired of having to be me, myself & i and everything else
and
this is all i want for christmas.
Looking forward for your answer,
Yours R.

16.10.07

Over the rainbow


© Radiohead

Se não gostasse tanto deles, passava a gostar só por isto: provaram que o que importa é fazer a música chegar a quem gosta dela, mesmo que isso implique oferecê-la.
Para ouvir e ouvir e voltar a ouvir, porque (e sim, é mesmo verdade) a música pode mesmo salvar-nos.

Ps.: Especialmente indicado para alturas em que as descargas de adrenalina ultrapassem em larga escala as probabilidades de sobrevivência (em estado mentalmente são) às mesmas.

11.10.07

19m [9:25am]



Crescendo foi ganhando espaço
Pulou do meu braço
Nasceu outro dia e já quer ir pro chão
Já fala mãe, já fala pai
Já não suja na cama
Não quer mais chupeta
Já come feijão
E posso até ver os meus traços nos primeiros passos
Tropeça e seguro e não deixo cair
Se cai, levanta, continua
A porta da rua fechada
Criança não deixo sair
Da linha, da linha

Reflexo no espelho leva à emoção
A lágrima ameaça do olho cair
Semente fecundou
Já começa a existir

É cria, criatura e criador
Cuida de quem me cuidou
Pega na minha mão e guia

Maria Rita, Cria

10.10.07

Weekly



It's time for you to know:
That's how often i fall and have to get on my feet again
And i know that you'll keep failing on me
until i say what you want to hear

But that's the only thing i will never do

9.10.07

33



My hair is turning white and i'm starting to like it.

8.10.07

Perfect strangers #1



Lemos que estava a expandir-se o universo e

imaginámos perplexos a quantidade

de espaço novo a dispor entre todos quando

bem contados nem somos muitos. Ela disse

com certeza calhar-nos-á algum e que era

um luxo quase imoral como tomar banho

de banheira cheia nestes meses de seca

prosseguirmos os dois à beira da fusão.


Numa carta electrónica de resposta à

minha o articulista garantiu que nada

se expande eternamente e no prazo de algumas

gerações estelares há-de o universo

encolher outra vez e que por isso o espaço

que nos aparta é só uma questão de tempo.


António Gregório, American Scientist

30.9.07

Reflection #1



Há palavras que não dizemos

e que pomos sem dizê-las nas coisas.


E as coisas guardam-nas,
e um dia respondem-nos com elas
e salvam-nos o mundo,

como um amor secreto

em cujos dois extremos
há uma só entrada.

Não haverá uma palavra
dessas que não dizemos

que tenhamos colocado

sem querer no nada?


Roberto Juarroz,
Poesia Vertical

23.9.07

Xisto


PJ Harvey, When Under Ether


PJ Harvey, Grow, Grow, Grow


O facto de fazermos anos no mesmo dia é, por si só, um factor abonatório para a rapariga... mas, favoritismos idiotas aparte, o novo disco é tão bom que até me consigo abstrair do chiar do giz branco na ardósia.
E o Outono começa mesmo bem assim.

18.9.07

Should we get on?


©Kate Nash

Eu sei que isto me vai passar e que devo estar com febre para gostar desta menina (que é assim uma espécie de Lily Allen, mas a quem falta comer ainda mais pão com sal) e da sua música lá lá lá.
S
e calhar preciso mesmo de tratamento urgente:
esta tem andado a rodar em repeat por estes lados...
Alguém consegue aconselhar-me acerca deste assunto?

16.9.07

Dúvida persistente




À 3.ª vez começo a questionar-me: porque é que os pássaros teimam em vir morrer à minha porta?

3.9.07

The end of freedom



Going back to work always feels like going back to the dungeon.
It's just like having a rope around the neck, slave of all the hours spent sitting down looking at my computer screen, burning my eyelashes and my sanity, trying to reach the end of the day with some spare energy to what really matters.
I need a new plan, this one sucks!

1.9.07

9



you know we'll grow to be like this tree, don't you?

11.8.07

17m [9:25am]


Nina Simone, Sea Lion Woman



Feist, Sea Lion Woman

NOTA: Este blog vai recarregar baterias para outra freguesia (com uma nova máquina fotográfica na bagagem, o que é sempre um bom augúrio) e volta em setembro.
Não se esqueçam de voltar também!

4.8.07

O tempo dos sonhos


© Mário Rita, Alices


© Mário Rita, Alice VI

(...) Alice significa, em termos filosóficos, que a percepção que se tem das coisas está sempre a sofrer alterações: atribuem-se significados e qualidades às coisas não com base num critério objectivo, físico, verificável, mas porque o nosso aparelho sensitivo vai estabelecendo com essas coisas diferentes relações.
Sendo esta a base das qualidades do mundo, tudo passa a inscrever-se num horizonte de instabilidade (...)
in Fisionomias sobre Papel, Nuno Crespo

O Tempo dos Sonhos | Exposição de Mário Rita
Museu da Cidade – Pavilhão Branco | 17 de Julho a 2 de Setembro de 2007


———————

A instalação de cima surpreendeu-me pela escala e pela diversidade e multiplicação.

O quadro de baixo podia vir para a minha casa.
E que pena uma exposição destas em plena silly season, com a cidade deserta e sem a visibilidade que merecia.

Ps.: O Museu da Cidade tem um jardim onde apetece estar, praticamente desconhecido da maioria das pessoas, com dezenas de pavões e um lago (que podia ter um ar menos pantanoso, é certo) com peixinhos vermelhos e tartarugas que se aproximam das margens.

29.7.07

Stormy weather



A terrible cold and a back injury have ruined my weekend.

The high temperatures with the thermometer reaching 39º didn't help my terrible mood.
It seems it's going to rain on tuesday, and i wonder what happened to summer as i knew it...
To complete all my misery i think my ipod is dead and i'm so pissed that i think it's better to stop writing, otherwise i might say something i'll regret later.

26.7.07

The Blond Girl



Pois. Já devia ter vindo há mais tempo...
Demasiada expectativa dá nisto: um misto entre esperava mais e ainda bem que fui.
Para a próxima tenho que ficar num lugar decente, o som lateral fez-me sentir do lado de fora do aquário.
Quando voltar, e vai voltar de certeza, espero que toque esta.

24.7.07

Limbo



When you get the time
Sit down and write me a letter
When you're feeling better
Drop me a line

I wanna know how it all works out

I had a feeling we were fading out

I didn't know that people faded out so fast

And that people faded out

When there was love enough left to fix it


Ryan Adams,
The Sun Also Sets

16.7.07

Architecture problems


Kate Nash, Foundations

This music has been in my head all day long.
It pictures very well the way people try to mold others to their image (although everyone knows that's an impossible thing to do, because noone really changes) and when that doesn't work, just leave.
I don't really like the video, so i suggest that you just listen to this song without looking at the screen...

15.7.07

When home becomes the strangest place



Growing up put me really far away from all the familiar places, things and people.
In all these years, i never stopped to think about it, but the last time i went there, the way home had changed, and i literally got lost in a Twilight Zone kind of thing.
Fuck.
That was the only word that came into my head, while i was trying to get back on the right way.
I almost felt like sleeping beauty, immersed in a deep sleep for years, waking up to a completely new reality.
Somehow i felt it like a little punishment for being away for so long.
But still, nothing feels as good as going home knowing that you will be there waiting for me.

10.7.07

Still Hanging

© Antony Gormley

And I miss you more when I’m coming down

Both my hands are tied so I can’t pick up the phone

Even if I wanted to, by god I don’t

24.6.07

O amor e a falta dele


Tom Zé em Loulé, Junho'05

Este homem sempre escreveu canções sobre o amor nas suas mais variadas formas e é impressionante como foi ignorado durante décadas no Brasil e, consequentemente, no resto do mundo.

Segundo as suas próprias palavras foi enterrado vivo.
Há dois anos, num concerto gratuito, assisti ao seu génio ao vivo e rendi-me às evidências, admirando a sua capacidade de re-invenção quase aos 70 anos.
Apesar dos problemas de audição que o afectam foi um concerto magnífico.
É, na minha opinião, um dos maiores autores brasileiros e o disco de 1976 "Estudando O Samba" (raridade bastante difícil de encontar) um dos melhores discos da música brasileira e, por isso, intemporal.
Para além disso tem um sentido de humor demolidor e uma visão sobre o mundo que merecem ser testemunhados.



Tom Zé, O Amor É Um Rock

11.6.07

15m [9:25am]



Learning how to use them.

There are parts of you that are an accurate copy of myself
and i find that amazingly beautiful.

8.6.07

Hip, hip, hurrah!



Este blog faz um ano hoje.
Amanhã vai de férias.

Para o regresso, e com o descanso em dia, fica a promessa de mais fotografias e menos vídeos.

6.6.07

Vôo rasante




Andrew Bird y sus muchachos

Passa uma pessoa mais de um mês em contagem decrescente, a criar expectativas bastante altas e, vai-se a ver, são deitadas por terra em poucos minutos...
Passo a explicar: bilhete comprado para a 2.ª fila, com a antecedência de quem não quer mesmo perder por nada o concerto de dia 31 de Maio no São Jorge; chego a horas (que isto hoje em dia é imprevisível se consigo ou não cumprir um horário...) e depois o homem entra em palco após uma introdução de duas músicas do senhor aqui da esquerda (aka Dosh) e que, quanto a mim, conseguiu salvar a noite.
O som estava mau, foi melhorando ao longo do concerto mas nunca chegou a estar bom. Esperava qua a postura fosse bastante diferente e tive a sensação de débito durante todo o concerto, com a confirmação de apenas 1 encore apesar da insistência do público (o que me cheira sempre a uma falta de vontade que torna falsas todas as palavras proferidas apenas por obrigação e falsa simpatia: "naos adouramous Lisboua!").
Na verdade, não posso dizer que tenha sido mau, ele é um excelente executante e técnico, um virtuoso, mas faltou-lhe aquele toque que torna alguns concertos inesquecíveis. Deixo sempre impressionar-me pelos samples e loopings, mas nem esses foram bem executados e, se por vezes o erro até pode ter uma certa piada, neste caso soou a desleixo puro e duro.
Já o Sr. Dosh impressionou bastante com o seu ar impenetrável e compenetrado, mudando das baquetas para o teclado, comandando praticamente todas as operações electrónicas que se iam transformando em música.
Tendo eu que seleccionar muito bem o que posso ou não ver hoje em dia talvez tenha tido uma visão pouco tolerante sobre o espectáculo, mas a verdade é que me soube a pouco.
Conseguiu voar, mas baixo.

Ps.: abonam a favor as meias às riscas iguais a umas que há aqui em casa e que, por coincidência, foram também usadas nesse dia!

24.5.07

A song a day keeps the doctor away #6


Ron Sexsmith, All In Good Time

Em conversa, de madrugada, ansiosamente à espera que o telemóvel tocasse com notícias do hospital, disse: "depois do primeiro assombro, logo o corpo fica farto", citando o Sérgio Godinho na minha balada homónima.
Há verdades universais e esta é sem dúvida uma delas, mas o problema é quando se farta sem qualquer assombro e sem aviso prévio e,
de repente, percebemos que tudo o que tomamos como certo pode desaparecer em poucos segundos.
À velocidade de um desmaio.
Em qualquer altura.
Em câmara lenta.

23.5.07

Life's a bitch and then you die


Feist, Secret Heart

When all is put in it's right shelf of importance, when all is forgiven and forgotten, everything seems clearer and true happiness turns out to be closer than we thought.
And the truth is that we're really short on time, so let's cut all the crap and start cleaning up.
It's about time, don't you think?

22.5.07

Yoghurt wisdom


The Be Good Tanyas, It's Not Happenning

Há uns tempos atrás deixei de comprar uma determinada marca
de iogurtes que teve a ideia peregrina de incluir nas tampas aderentes umas pequenas frases (que tinham o condão de me irritar de tão estúpidas que eram) com a intenção de elevar o estado de espírito
de quem se preparava para os comer.

"Olá doçura!", "És o meu doce!", "Derreto-me quando penso em ti!",
e eu a pensar: mas quem é o idiota que achou que ISTO teria alguma piada?

Por força das circunstâncias vi-me obrigada a voltar a comprá-los e a frase de um deles ficou a ecoar na minha cabeça (apesar de tão óbvia)
e serviu para me fazer pensar que o autor da primeira leva de frases deve estar neste momento no desemprego...


"A felicidade está onde cada um a põe"

17.5.07

I wouldn't say it any better


The Stars, Your Ex-Lover is Dead

I've returned over and over again to this song.
The ice cracking just like a scar is a good portrait of the circumstances that are surrounding me lately while i'm still living in my little bubble that i hope will never burst.
Oh, how i wish i knew how to ice skate!

When there's nothing left to burn, you've got to set yourself on fire.

25.4.07

Sonho



Penso que devo ter adormecido por algum tempo;
Pois quando acordei tinhas vindo e partido.
Apenas algumas flores permaneciam –
Flores que não podiam sequer dizer quem eram...
E uma fragrância vaga e suave no ar.

Esta noite tenho de sonhar um sonho mais longo
Para que as flores falem
E a sua fragrância estenda uma trémula ponte
Entre nós.

P. S. Rege [trad.: Cecília Rego Pinheiro]

21.4.07

Perfect strangers



É verdade, afinal é mesmo verdade.
Mesmo quando achamos que todas as luzes se apagaram para nós,
lá do fundo, de onde não se espera nada (porque nada há a esperar de quem não nos conhece), surgem os gestos mais significativos desde há muito tempo.

E, apesar de tão simples, fazem equacionar a importância que damos às pessoas que nos cercam e que, contrariamente, não se esforçam nada por saber de nós ou tornar-nos a vida mais leve.
E sim, eu sei que isto parece aquele blá blá blá dos livros de auto-ajuda mas a verdade é que descobri muito recentemente que os estranhos podem mesmo ser perfeitos, se calhar por isso mesmo, por serem estranhos.
Não nos conhecem as falhas mas estão dispostos a gostar de nós mesmo assim e a dar sem receber em troca. A bondade pela bondade.
E isso é bonito e é por isso que escrevo.

Obrigada S. (na terra das minhas flores favoritas!) e J. (da minha máquina fotográfica engasgada até hoje!)

5.4.07

Video thrilled the radio star #6


I'm from Barcelona, Collection of Stamps

Dizem que são de Barcelona, mas é mentira.
São 29 amigos suecos (a quantidade de boa música que vem daquele país faz-me pensar que deve ser um sítio bom para se viver...), que já não são adolescentes mas que se comportam como tal (e que bom que é poder fazer isso!) e que transformam tudo numa grande festa.
Não há receita melhor para quem se sente triste e deprimido e a posologia recomendada é de pelo menos 3 músicas 3x ao dia.





27.3.07

R.I.P.



No matter you're 22, 32 or 82, the end of love is always a terrible thing.

And even though time heals everything (and it really does),
the suffering always seems too much to handle and the scar will remain forever.

11.3.07

12m [9:25am]


1 ano.
Passou num instante e assusta pensar que vais crescer assim tão depressa, que os anos se vão atropelar uns aos outros a esta velocidade.
É que já és muito grande, apesar de ainda tão pequenina.


Gal Costa, Divino Maravilhoso

ps.: zé miguel, se já chegaste (ou se ainda estás a chegar) ouve também!

7.3.07

2nd round



Responsável por um dos (inesperadamente) melhores concertos
de sempre, lança o segundo disco a 23 de Abril.
A avaliar por esta
amostra e pelas outras que já ouvi, a coisa promete.


Entretanto, há muito tempo que não gostava tanto de um disco
como gosto do
Neon Bible dos Arcade Fire. E continuo a achar impressionante a forma como conseguem filtrar todas as influências (este disco transpira Bruce Springsteen e Pixies, entre outros)
de forma a que o resultado final seja uma coisa absolutamente nova
e arrebatadora e que a amálgama consiga superar todos os clichés
e lugares-comuns.





Apesar de haver
quem discorde, os Arcade Fire são grandes e a menina aqui de cima também.

5.3.07

Breves conclusões



O que não nos mata dá um frio no estômago, descontrola a respiração, corta o raciocínio, faz tremer as pernas e o chão por debaixo dos nossos pés, preocupa-nos, desfaz-nos em pequenos bocadinhos e, no fim, torna-nos mais fortes.