É a ilusão que tenho quando a hora muda: que o tempo estica e tudo se torna mais fácil. E que diferença faz sair de casa de dia e voltar a entrar de dia? Toda. Implica mais tempo útil. Mais acção e menos inércia. E acaba-se de vez a seca(gem) na máquina, que isto de viver no meio de tudo tem muito que se lhe diga.
Shout Out Louds, The Comeback (Big Slippa remix by Ratatat)
Um dos (raros) casos em que uma remistura transforma uma música gira, mas banal, numa coisa muito melhor. E hei-de sempre achar que se não fossem os telemóveis que nós sabemos nunca ninguém saberia quem são... à excepção de umas quantas almas (nas quais me incluo) que cuscam tudo o que podem no que à música sueca (e não só) diz respeito! Hoje, às 22h00 na Aula Magna.
When you wake up sun will shine. We will not go under any cloud. Let balloons go up in town, ring out every bell. Happy birthday, beautiful, all the birds of this day sing a song, sing a song. The Innocence Mission, Happy Birthday
É assim que ela diz. E já passaram inteiros. Dois anos. Cheios de coisas muito boas, das quais me vou lembrar sempre (e de outras tantas muito más, que vou tentar esquecer porque hão-de esbater-se nessa coisa, que tem tanto de espantosa como de lixada, que não pára e que se chama tempo). E custa pensar que não se repetem, para poder voltar atrás e fazer melhor (ou diferente ou até igual) e aproveitar tudo aquilo que não consegui/pude. Ou porque estava demasiado cansada/preocupada ou porque ainda não sabia que ia sentir-lhe a falta mais à frente. Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga, mas acho que estou, surpreendentemente, no bom caminho.
We'll pick berries and recline Let's hit the road dear friend of mine Wave goodbye to our thankless jobs We'll drive for miles and never turn off We'll find a cathedral city You can be handsome I'll be pretty
What does this city have to offer me? Everyone else thinks it's the bee's knees What does this city have to offer me? I just can't see I just can't see Camera Obscura, Let's get out of this country
Comecei por ouvir esta música cantada pelo Jens Lekman e resolvi investigar o autor original: Arthur Russell, violoncelista com uma voz muito própria – de quem nunca tinha ouvido falar – e que morreu em 1992. Enquanto ouvia o impressionante disco Another thought, algumas das minhas bolhinhas de sabão rebentaram. A saber, fizeram puff Owen Pallet (aka Final Fantasy) e Magnetic Fields. Fiquei a perceber de onde vinham (pelo menos em parte), mas é bom saber que não sei para onde vão.
Forever only takes it's toll on some But, tonight you're sleeping alone without him Tonight you're sleeping alone without him And everything went up in smoke like wild flowers Ryan Adams, Wild Flowers
I don't understand about The weather outside Or the harmony in a tune Or why somebody lies There's solace a bit in submitting To the fitfully cryptically true What's happened has happened What's coming is already on its way With a role for me to play
I don't understand I'll never understand But I'll try to understand There's nothing else I can do
Gosto mesmo dela: pela simplicidade com que executa coisas complicadas, pelo despojamento que aparenta e pela satisfação que lhe está estampada na cara. É bom fazer coisas de que se gosta mesmo, só porque sim. Diz que também tem disto, o que nos aproxima.
What a great woman she was. What an amazing voice, song, lyrics and hairdo. And this and this always freezes me from doing whatever i'm doing. Stand still and just listen.
Time passing is both good and scary, it makes me feel like my options are getting narrower. On the other hand, they end up being the right ones. Gray hair does really mean wisdom, doesn't it?
Me and my friend, we are not friendly anymore We have not talked for so long And if we had to talk, what could we say, sitting side by side So long ago, we were dancing and singing We could be together saying nothing So long ago, it all meant much more than this
When you're weary, feeling small, When tears are in your eyes, I will dry them all I'm on your side. When times get rough And friends just can't be found, Like a bridge over troubled water I will lay me down. Like a bridge over troubled water I will lay me down.
When you're down and out, When you're on the street, When evening falls so hard I will comfort you. I'll take your part. When darkness comes And pain is all around, Like a bridge over troubled water I will lay me down. Like a bridge over troubled water I will lay me down.
Sail on silvergirl, Sail on by. Your time has come to shine. All your dreams are on their way. See how they shine. If you need a friend I'm sailing right behind. Like a bridge over troubled water I will ease your mind. Like a bridge over troubled water I will ease your mind. Johnny Cash+Fiona Apple, Bridge over troubled water
The proof (once again) that strangers can really be close to perfection. And the suburbs can be really cool with the right kind of company: thank you J.
Noah and the whale, Five years time Cos I’ll be laughing at all your silly little jokes And we’ll be laughing about how we used to smoke All those stupid little cigarettes And drink stupid wine Cos it’s what we needed to have a good time
And it was fun fun fun When we were drinking It was fun fun fun When we were drunk And it was fun fun fun When we were laughing It was fun fun fun Oh it was fun
Oh well I look at you and say It’s the happiest that I’ve ever been And I’ll say I no longer feel I have to be James Dean And she’ll say Yah well I feel all pretty happy too And I’m always pretty happy when I’m just kicking back with you
E sim, é verdade, ela vem: dia 11 de Junho, à Aula Magna em Lisboa. Provavelmente um dos últimos concertos a que irei durante muito tempo e que me vai lixar uma série de planos, mas sei que vale a pena.
Ps.: E para quem não sabe (eu própria só descobri há uns meses), o The Reminder não é o segundo disco, mas sim o terceiro. O primeiro chama-se Monarch e o segundo Let it die.
Esta é provavelmente uma das poucas bandas que me leva às lágrimas...
Eels, I'm going to stop pretending that i didn't break your heart
... tão rapidamente como à euforia desmedida.
Eels, Trouble with dreams
Com eles aprendi uma regra que já há muito aplicava no cinema e nos discos: nunca sair de um concerto antes de ter a certeza ABSOLUTA de que já acabou, ficar/ouvir/ver até ao fim do fim. Foi graças a isso que não perdi (eu e a meia dúzia de gatos pingados que restava na sala) o baterista Butch (e sim, ainda estou convencida de que aquilo foi uma aposta) a voltar ao palco e a tocar sozinho uma fabulosa/inusitada versão disto:
Kylie Minogue, I just can't get you out of my head
Tipo soco no estômago, tomem e digam lá (se tiverem coragem) que não é possível tornar uma música quase insuportável numa coisa menos má! E depois o regresso, com John Parish incluído para mais um encore.
Todos os anos fico feliz/aliviada/entusiasmada quando chega este dia e ainda em maré de ditados populares, um de entre os muitos que a minha avó costumava dizer: – "a 20 de Janeiro uma hora por inteiro, e quem bem souber contar uma e meia lhe há-de achar!" E vivam os dias maiores e os (re)encontros luminosos que fazem com que tudo pareça/seja mais fácil.
De pequenino se torce o pepino. Se bem que deteste o ditado, entendo que é verdade na sua essência: já ouve música desde que vivia no meu T0 e agora, enquanto finge escolher a mobília, dança ao som do que estiver a tocar na aparelhagem.
Não foi planeado, mas no meu sub-consciente deve haver qualquer coisa que me impele para isto. A minha mãe vestia-nos às 3 de igual, às vezes. Olhando para as fotos antigas, acho sempre graça à forma como conseguia uniformizar as nossas roupas e as dela. Podia ser apenas o tecido mas, muitas vezes, até os modelos eram iguais, feitos por medida na costureira. Dois em miniatura e um grande. Eu era a mais pequena. Hoje ela, tão pequenina, reparou na semelhança, olhei para nós e achei que merecíamos uma fotografia.
Ouvi-a pela primeira vez com o primeiro single e não me detive a tentar descobrir o resto até que, por insistência de um amigo, resolvi dar uma segunda oportunidade à rapariga. Esta não é a minha música favorita, mas acho piada ao vídeo. É a prova (mais uma vez) de que, na Suécia, o frio e a neve aumentam a capacidade criativa musical.
Infelizmente estou em casa. Felizmente poupei uma ida ao correio (que teria que ser feita em tempo extra que não tenho) e pude receber em mãos a encomenda que fiz após não ter tido sorte no leilão aqui. É quente, confortável e prático (para além de lindo) para quem tem pescoços friorentos e compridos. Por isso obrigada eu, Alice!
Why would you speak to me that way Especially when i always said that i haven't got the words for you All your diction dripping with disdain Through the pain i always tell the truth
Lista banal de 22 coisas imprescindíveis (a maior parte tu já sabes fazer!): 1. Tirar fotografias (para nunca nos esquecermos das coisas/pessoas boas) 2. Dançar (com ou sem companhia) 3. Molhar bolachas no leite do pequeno almoço (ou do lanche, ou da ceia) 4. Dar abraços (recebê-los também é bom) 5. Ouvir música e cantar bem alto (para ter banda-sonora) 6. Correr (de preferência na direcção de alguém que está à nossa espera) 6. Cheirar (porque, às vezes, ver não chega) 7. Nadar (no mar ou na piscina, com ou sem mergulhos) 8. Rir (do que vale a pena e do que não vale) 9. Dar passeios (a pé, de carro, combóio ou avião) 10. Fazer bolas de neve (e bonecos) 11. Comer pão com manteiga (e com doce, e com queijo) 12. Ver o céu, as estrelas e a lua (olhar para cima pelo menos uma vez por dia) 13. Dar beijos (repenicados ou nem por isso) 14. Escrever cartas (ou mails, ou sms) 15. Falar baixo (à medida que o volume sobe a razão vai-se perdendo) 16. Desenhar (ou riscar, rabiscar e pintar) 17. Apanhar sol (chuva e ar – às vezes) 18. Comer gelado (derretido é melhor) 19. Tocar xilofone (ou pandeireta, ou outro instrumento qualquer) 20. Beber água (e fazer ahhh!) 21. Ler livros (e fazê-los também) 22. Dizer sempre a verdade (as pernas das mentiras não chegam muito/nada longe)
Although i don't really like this band i've been listening to this music in a regular basis. This video makes me want to take a lot of self-portraits. And maybe i will.
Até podia fazer uma lista de todas as coisas boas que 2007 trouxe e uma também das más. Mas não tenho tempo agora. Na verdade, todos os anos trazem um pouco de ambas as coisas e, no último dia do ano, há sempre a tentação dos balanços e das resoluções. 2008 vai ser – e isto não foi a Maya que disse, fui eu que resolvi – um ano de grandes mudanças. Por isso, hoje à noite, vou comer as minhas 12 passas muito devagarinho para que não me esqueça de nenhum dos meus desejos que (mais coisa, menos coisa), tenho a certeza, irão realizar-se. Porque as boas decisões acabam sempre por dar os seus frutos.
Para os dias em que a vitamina C devia abundar em vez de faltar. (ou as maravilhas que uma máquina de escrever e um xilofone – aka Nuno Rafael – podem fazer a uma música).
There are two things I will carry in my pockets at the end Oh, my darling, You are one of them The way you look when you have a story to begin, Oh, my darling, That's the other half
And I will never lose them, No i'll never never show them like a prize I will keep them out of sight And I will never give them up to any ceiling Promise or a lie, They are mine until I die, until I die Basia Bulat, Oh My Darling
Como estou com preguiça e li aqui uma crítica muito aproximada do que me pareceu a experiência (apenas com a diferença do ângulo – estava no andar de cima a espetar a máquina e a desejar que a pandeireta entrasse a tempo, coisa que não correu assim lá muito bem...) Deixo aqui 2 fotos que suponho estejam – e passo a citar – encantadoramente más! Podem ver fotos decentes aqui.
Em resposta tardia ao António, aqui vai uma lista de cinco filmes de que me lembro e que me marcaram de alguma forma. Quando se faz uma lista destas é difícil deixar de fora outros que também são/foram importantes. Algumas escolhas poderão parecer estranhas e outras óbvias (não teriam sido bem estas se tivesse encontrado o raio dos trailers...)! Então, sem ordem de preferência:
Wong Kar-Wai, In The Mood For Love
Sofia Coppola, Lost in Translation
Jacques Tati, Playtime
Paul Thomas Anderson, Magnolia
Jean Pierre Jeunet, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
... e que, curiosamente, tu aplicas e eu não sou capaz: a competência não se define pelo coração.* *Gonçalo M. Tavares, Aprender a Rezar na Era da Técnica
Por motivos alheios à minha vontade (raios partam a conjugação Inverno+Creche) tenho passado, nas últimas semanas (se calhar meses), alguns dias em casa. Até agora desconhecia a paralisia cerebral provocada pela programação televisiva diurna (não é que a nocturna seja melhor...) mas, na semana passada, descobri um programa que me deixou em estado catatónico! "As tardes da Júlia", é assim que se chama, é uma verdadeira aberração (que não entendo como tem tempo de antena) do princípio ao fim (quer dizer, na verdade não vi até ao fim, aquele excerto chegou-me!): a Júlia Pinheiro, no seu inimitável estilo galináceo, falava do facto de todas as mulheres perderem a cabeça com sapatos e convidou uma série de "pseudo-figuras públicas" femininas (e foleiras) para mostrarem as suas pequenas colecções. Ora eu, burra e com o discernimento meio toldado pela falta de sono, resolvi ficar a ver como é que aquele assunto podia preencher um programa. (Não me enquadrasse eu na dita classe feminina que não resiste aos ditos...) Ao fim de uns minutos o meu queixo descaía à velocidade das barbaridades que saíam daquelas cabecinhas tontas, à medida que mostravam as suas sapatolas, que ainda por cima eram feias. Mas mesmo muito feias! Todos os exemplares eram altíssimos (e, lá está, feios) e os comentários deste calibre: "... sinto-me mais segura..." "... tem que se sofrer, vale a pena!..." E a galinácea anfitriã com a baba a cair-lhe, a virar os sapatos e a espreitar para dentro deles e a exclamar que eram originais! e que deviam ter sido caríssimos! E uma a dizer que depois os oferecia à mãe (como se estivesse a falar da empregada), uma vez que muitas vezes só os calçava uma vez (hã?). E outra a gabar-se de ter modelos exclusivos porque vai a imensos eventos (ai, como eu adoro esta palavra!) e que no Inverno guarda a colecção de Verão em casa do pai, o que é uma chatice, porque quando viaja para um país tropical, lá tem que ir a casa do pai buscar aquilo de que precisa... Ó que vidas complicadas e duras! Que pobreza, que... até me faltam os adjectivos! Fiquei perplexa, a medir o meu amor pelos meus, a pensar se também seria assim... Ufa! Não sou! E vivam as sapatilhas, os sapatos rasos, o conforto e a substância! Desconhecia até que era possível desfiar tanto disparate fútil junto acerca de sapatos e do que pode impelir uma pessoa a comprá-los/usá-los/dá-los. Mas é mesmo assim, vivendo e aprendendo, e eu aprendi que é melhor não ligar a televisão à tarde, sob pena de piorar um dia que, à partida, já não se adivinha fácil por tudo o que implica... Desculpem lá o desabafo, mas estava mesmo a precisar. Ps.: volta Radar, estás perdoada!
When the days are long, and the thunder with the storm can always get me crying You can make my bed, i'll fall into it, shattered but not lonely Because i never knew a home, until i found your hands When i'm weathered, you come to me, you're my best friend
Just to break the routine of handkerchiefs, hospitals and antibiotics: i absolutely love the original video and i find this pastiche hilarious! You can watch the real commercial here.
Há precisamente uma semana, fui ver o concerto que durou perto de 3 horas e que me impressionou de tal forma que não consegui escrever sobre ele até hoje. Talvez porque precisasse também de digerir a percepção que tive acerca do que move as pessoas. Porque o que move as pessoas é estranho. É estranho que quem paga para ir vê-lo não faça mais nada durante todo o concerto senão suspirar, demonstrando a sua completa frustração pelo facto de as preferências sexuais do rapaz serem tão explícitas. Acho que gostavam que houvesse margem para dúvidas, mas não há. Ele próprio se encarrega de dizer: "i'm such a little princess!", deitando por terra qualquer esperança vã. E eu penso, mas o que é que isso interessa? A verdade é que, neste caso, tudo gira à volta disso. Todo o espectáculo. Mas o que estranhei não foi isso, afinal já era o terceiro concerto dele a que assistia (sim, fui a todos!), mas sim o facto de não conseguir perceber como agrada até a quem não percebe nada, a quem não percebe a música. E a música é magnífica. E eu fico ali sentada a apreciar a evolução brutal, o sentido de palco, a forma espantosa como vestiu músicas antigas com arranjos e interpretações que as tornaram ainda melhores, e a voz. Aquela voz que me fez render ali à evidência de que tudo o que canta ao vivo soa muito melhor do que nos discos. São as peças do puzzle a encaixar-se, uma a uma. E, no final, volto para casa a pensar que da próxima vez não vou ficar à espera de um convite de última hora para ir ouvir canções que passam a fazer muito mais sentido quando presenciadas ao vivo, tornando-se verdades universais qualquer que seja o seu destinatário.
Se não gostasse tanto deles, passava a gostar só por isto: provaram que o que importa é fazer a música chegar a quem gosta dela, mesmo que isso implique oferecê-la. Para ouvir e ouvir e voltar a ouvir, porque (e sim, é mesmo verdade) a música pode mesmo salvar-nos.
Ps.: Especialmente indicado para alturas em que as descargas de adrenalina ultrapassem em larga escala as probabilidades de sobrevivência (em estado mentalmente são) às mesmas.
Crescendo foi ganhando espaço Pulou do meu braço Nasceu outro dia e já quer ir pro chão Já fala mãe, já fala pai Já não suja na cama Não quer mais chupeta Já come feijão E posso até ver os meus traços nos primeiros passos Tropeça e seguro e não deixo cair Se cai, levanta, continua A porta da rua fechada Criança não deixo sair Da linha, da linha
Reflexo no espelho leva à emoção A lágrima ameaça do olho cair Semente fecundou Já começa a existir
É cria, criatura e criador Cuida de quem me cuidou Pega na minha mão e guia
It's time for you to know: That's how often i fall and have to get on my feet again And i know that you'll keep failing on me until i say what you want to hear But that's the only thing i will never do
Lemos que estava a expandir-se o universo e imaginámos perplexos a quantidade de espaço novo a dispor entre todos quando bem contados nem somos muitos. Ela disse com certeza calhar-nos-á algum e que era um luxo quase imoral como tomar banho de banheira cheia nestes meses de seca prosseguirmos os dois à beira da fusão.
Numa carta electrónica de resposta à minha o articulista garantiu que nada se expande eternamente e no prazo de algumas gerações estelares há-de o universo encolher outra vez e que por isso o espaço que nos aparta é só uma questão de tempo.
O facto de fazermos anos no mesmo dia é, por si só, um factor abonatório para a rapariga... mas, favoritismos idiotas aparte, o novo disco é tão bom que até me consigo abstrair do chiar do giz branco na ardósia. E o Outono começa mesmo bem assim.
Eu sei que isto me vai passar e que devo estar com febre para gostar desta menina (que é assim uma espécie de Lily Allen, mas a quem falta comer ainda mais pão com sal) e da sua música lá lá lá. Se calhar preciso mesmo de tratamento urgente: esta tem andado a rodar em repeat por estes lados... Alguém consegue aconselhar-me acerca deste assunto?