19.10.08
Deolinda
Deolinda, Clandestino
Desenganem-se aqueles que, como eu, pensavam que os Deolinda eram mais um sub-produto do fado.
Não são. Nem são um hypezinho .
São outra coisa muito melhor, e não há uma única música no disco que não tenha vontade de ouvir em repeat.
É por isso que, de há uns dias para cá, me auto-insulto baixinho de cada vez que me lembro que vêm cá tocar à terra no dia 23 e que eu deixei vender TODOS os bilhetes!
Ps.: Podem ouvir o disco todo, Canção ao lado, aqui.
18.10.08
13.10.08
11.10.08
Diálogos imprevistos

Um amigo meu vai casar-se e expliquei à mini-menina, enquanto almoçava, o que era um casamento.
– nhão pechebi...
voltei a explicar
– nhão entendi...
explicou o pai
– mash-o-que-é-um-cajameinto???
explicou a avó.
Entretanto, acabou de comer e o assunto morreu.
No dia seguinte:
– bou cajar
(a enrolar o pé para dentro e a sorrir de lado)
– vais o quê?
– bamos cajar
(ao mesmo tempo que agarrava as mãos do pai, a tentar rodopiar)
– eu-e-o-pai-bamos-cajar!
– ai é? então e eu?
– tu não!
E pronto, eu não.
10.10.08
We were there

Nervous walks in a park
I never knew could get so dark
I'm running out of things to say, will you please start talking
About yourself or your family
Any friends, I've got one two three
But they are all imaginary
Come and stroke the air
We are a pair of apples
That we'd share after the stretch
But for fifteen minutes or so
We were there
Slow Club, Apples and pairs
9.10.08
34

Costumo ter sorte e o Outono parece atrasar-se de propósito para que o meu dia de anos seja ainda um ameaço de Verão.
Nesta altura do ano, todos os anos, a aproximação cada vez mais rápida da sentença dos dias curtos arrasa grande parte do meu bom humor.
O que me vale é ser passageiro. Ao fim de algum tempo, acabo por adaptar-me à falta de horas com luz e volto ao meu estado normal.
E depois há as castanhas e os cachecóis e as botas e as mantas e as bebidas quentes.
Este ano, tenho ainda a certeza de uma vida nova, numa casa nova, numa cidade nova.
Para começar do zero, hoje é um bom dia.
3.10.08
Missing cover
Depeche Mode, One Caress
Nunca fui grande entusiasta dos Depeche Mode.
Consumi muito moderadamente, pelo que nunca tinha ouvido esta música até hoje, até há 10 minutos mais precisamente.
Aqui estava eu a trabalhar, de nariz enfiado no monitor, ligada à terra (aka de phones a ouvir a Radar), quando literalmente paralisei a ouvi-la.
Como é que ninguém, até hoje, se lembrou de fazer uma versão a sério deste arrepiante diamante em bruto?
E agora vou voltar ao trabalho que já são horas e o tempo "ruge", como diz uma pessoa que eu conheço que consegue trocar todos os ditados e expressões populares!
16.9.08
Whistling mustard

Color is part of my life since i can remember and it's very hard for me to choose one...
But i really, really love mustard yellow.
Love it so much that my brand new workspace is covered with it.
Also have a new cell phone with lots of features (no, sadly it's not the iphone, i'm still a poor working girl).
If you listen to this ring somewhere near you, beware, it might be me. :-p
11.9.08
2+1/2y

Começa a parecer mais menina e menos bebé.
Dá saltos, corre, canta e dança, fala pelos cotovelos, brinca, brinca, brinca, imagina situações muito cómicas e imita outras tantas.
Surpreende-nos diariamente com conclusões inesperadas para uma cabecinha tão pequenina ainda. Muitas delas demonstram na perfeição conceitos que eu pensava que só iam chegar mais à frente.
Ah, e tem um sentido de humor muito apurado e umas gargalhadas que põem toda a família a rir também.
Nuno Prata, Alice ri-se
7.9.08
1.9.08
12.8.08
11.8.08
2y+5m [9:25am] + Perfect strangers #2

A Alice comprovou mais uma vez a minha teoria de que os estranhos podem mesmo ser perfeitos: enviou prendas-surpresa para mim e para
a homónima-mini, que vai delirar!
ps.: os desenhos da sua mini-menina (já não tão mini assim) foram uma colaboração preciosa, quem me dera saber fazer galinhas e vacas de uma forma tão realista!
30.7.08
Handmade

Feitas por encomenda, à medida de gosto e tamanho pelo José Machado, chegaram pontualmente aos meus pés.
De uma perfeição e conforto extremos, passearam durante um dia inteiro em modo pantufa (aka sem bolhas nem qualquer espécie de incómodo), foram elogiadas pelas mais variadas faixas etárias e têm um curioso efeito hipnotizador na rua (com as pessoas a virar a cabeça, com certeza a pensar: onde é que as terá comprado?)
Pois aqui fica então: podem ver vários modelos aqui (onde também está o contacto telefónico muito útil) e encomendar nas mais variadas formas, feitios e cores!
ps.: retomei há pouco tempo os ensinamentos crocheteiros da minha avó paterna (se eu fosse menos irrequieta quando era pequena, talvez tivesse aprendido mais coisas) concluindo, mais uma vez, que a memória é uma coisa prodigiosa e que basta puxar a pontinha do fio para vir tudo ao de cima outra vez, clarinho como a água.
Just like riding a bike.
21.7.08
A menina dança
PJ Harvey + John Parish, Is that all there is?
Nunca me hei-de esquecer desta música cantada pela Vera Mantero. Se puderem vê-la ao vivo, não percam. A menina dança, mas também canta e bem.
ps.: ainda sobre o post anterior: não costumo ter instintos violentos, e estou por isso bastante satisfeita por não ter que voltar a ver o pediatra, que depois de me aconselhar a não dar a vacina da varicela à minha filha, debitou telefonicamente (e com ar de enfado) que lhe desse um xarope anti-histamínico e benuron, e mais nada! Grande besta!
17.7.08
Chicken pox
Não vou dizer aqui o que realmente me apetece
(para não chocar mentes mais impressionáveis)!
Vou apenas dizer que, a dois dias de deixar definitivamente
a creche por uma longa temporada
(até que eu me esqueça completamente do que é andar sempre com o coração na boca, mais precisamente!),
eis senão quando, tcharan, as p**** das borbulhas começam a aparecer como pipocas!
É o brinde para as férias e para que possa dizer que teve, realmente, o tratamento completo.
Ah, não, espera, ainda faltam os piolhos!
(é melhor não dizer isto muito alto, não vão eles começar a brotar aí à grande!)
Resta-me ouvir isto e respirar fundo e pensar que há coisas muito, mas muito piores e que, como tantas outras coisas na vida às quais acabamos por tornar-nos imunes:
you can't have it once you've had it!
(para não chocar mentes mais impressionáveis)!
Vou apenas dizer que, a dois dias de deixar definitivamente
a creche por uma longa temporada
(até que eu me esqueça completamente do que é andar sempre com o coração na boca, mais precisamente!),
eis senão quando, tcharan, as p**** das borbulhas começam a aparecer como pipocas!
É o brinde para as férias e para que possa dizer que teve, realmente, o tratamento completo.
Ah, não, espera, ainda faltam os piolhos!
(é melhor não dizer isto muito alto, não vão eles começar a brotar aí à grande!)
Resta-me ouvir isto e respirar fundo e pensar que há coisas muito, mas muito piores e que, como tantas outras coisas na vida às quais acabamos por tornar-nos imunes:
you can't have it once you've had it!
11.7.08
10.7.08
To untangle

Now the sun's fading faster, we're ready to go
There's a skirt in the bedroom that's pleasantly low
And the loons on the moor, the fish in the flow
And my friends, my friends still will whisper hello
We all know what we know, it's a hard swath to mow
When you think like a hermit you forget what you know
And you are always on my mind
There's a skirt in the bedroom that's pleasantly low
And the loons on the moor, the fish in the flow
And my friends, my friends still will whisper hello
We all know what we know, it's a hard swath to mow
When you think like a hermit you forget what you know
And you are always on my mind
Palace, New Partner
9.7.08
Happy alone

This is what i have to do to keep me going, i guess that's what you do too.
There's no turning back now and that's why we try desperately to look right, although we're not.
You know it and i know it, but somehow that's not enough.
30.6.08
Long time, no post

• Contrariar a preguiça natural diariamente.
• Reabastecer generosamente as doses de paciência sempre que possível.
• Relativizar a importância de uma noite de sono.
• Aceitar que já não se tem tempo para tudo.
• Dar o devido desconto a quem não imagina o que é ter um filho e que acha que não tem tempo.
• Manter sempre os pés bem assentes no chão.
Apesar de toda a parte tão recompensadora, ser uma mãe disponível tem um lado muito difícil do qual ninguém fala. Existe um antes que nunca mais volta e, por muito que se pense que se está preparado, há sempre aquele nano-segundo em que se sente saudades de ter tempo.
Eu sinto, apesar de saber que nada faria sentido se não fosse assim.
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