Ontem, a minha filha (que tem 2 anos e pouco mais de meio) sentou-se ao meu colo enquanto descarregava umas imagens da máquina. Ao ver a thumbnail desta imagem no meio de outras disse muito contente: – óia! um carro! – onde é que estás a ver um carro? – (a apontar para a foto) é o nósho mamã? – (eu ainda a recuperar do facto de ela perceber que esta imagem, completamente descontextualizada, é uma parte de um carro) não, não é o nosso... – não? – não, o nosso não é preto, é cinzento. – ah, poish é! E dei por mim a perceber uma vez mais que aquela cabecinha funciona sempre mais depressa do que eu consigo imaginar e que tem um poder de observação que ultrapassa tudo o que eu achava (talvez por inexperiência pura e dura) possível para esta idade.
Comprei-as num saldo (porque o preço normal é obsceno) há 3 anos. Aguentaram 1 gravidez e consequentes oscilações de peso, e muitas (mas mesmo muitas) caminhadas. Continuam a parecer novas. Recuperei-as da caixa onde estavam guardadas há um Inverno porque me mudei para uma cidade com temperaturas mínimas negativas (já não me lembrava de que aqui faz tanto frio...) e com máximas baixas demais para o meu termóstato. Não são especialmente bonitas nem elegantes mas são, neste momento, as minhas botas preferidas (ao ponto de não ter vontade de as descalçar). Chamam-se UGG e são australianas.
ps.: existem imitações muito perfeitas, made in china, que se fazem passar por originais, substancialmente mais baratas, mas que não têm a qualidade original. Por isso, se quiserem comprar umas, certifiquem-se de que não estão a pagar lebre e a comprar gato.
(...) The starmaker says it ain't so bad The dreammaker's gonna make you mad The spaceman says everybody look down It's all in your mind (...) And you know i'm fine, but i hear those voices at night Sometimes, they justify my claim And the public don’t dwell on my transmission Cause it wasn’t televised
But it was the turning point Oh, what a lonely night The Killers, Spaceman
Um Mundo Catita, a mini-série de 6 episódios do Manuel João Vieira (Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), vai estrear na RTP2 no domingo (amanhã) às 23h40. Imperdível.
Do you think that you don't care about me? You're wrong. If i disturb you, what about it? You keep me hanging on to life. (...) London! The way you hate me is better than love, And i'm head over heels London! The way you want to get rid of me, Makes me weak in the knees Frida Hyvönen,London!
De todos os sítios onde já estive (e a lista já vai sendo longa), Londres é de longe a minha cidade preferida. Não me perguntem porquê, não consigo explicar. A primeira vez que lá estive senti-me em casa, parecia estar a voltar a um sítio que me era estranhamente familiar. Não acontece em mais lado nenhum. Apesar da chuva intensa dos 3 primeiros dias, foi uma das melhores viagens de sempre. Há músicas que também têm o mesmo efeito em mim. Que oiço em repeat até me fartar. Acho que há partes do meu coração que só voltam a funcionar perante isto. A adrenalina, os nós no estômago, as pernas pouco firmes. O estímulo eléctrico de que necessita para acordar. Todos os meus regressos dão sempre direito a um suspiro profundo (que às vezes nem sequer é palpável) como se me fosse mesmo vital voltar ali.
Se alguém me tivesse dito: – um dia vais gostar de uma série com vampiros e sangue e violência comó caraças. eu teria respondido – tás maluco! Mas o Alan Ball já tinha conseguido agarrar-me a uma sobre a morte e funerais (temas que não são propriamente da minha eleição), portanto devia ter percebido que o que viesse a seguir, seguindo obviamente a veia tétrica e negra, me iria prender e que a fasquia não baixaria. E se o genérico do Six Feet Under rondava o génio, o do True Blood não lhe fica nada atrás. E é por isso que agora passo os dias a cantarolar I wanna do bad things with you. (apesar de tudo, continuo a achar que o Six Feet Under era menos previsível e mais desconcertante do que o True Blood, que por vezes é um delírio um bocado excessivo com um vampiro demasiado humano e uma donzela demasiado segura... mas com um southern accent muito bem feito)
Junta-se uma parte de Strokes e uma parte de Los Hermanos num shaker, et voilà: surgem os Little Joy. Tenho ouvido este disco (quase) ininterruptamente. A minha música preferida é a Don't watch me dancing que podem ouvir aqui juntamente com outras duas.
ps. Ora vamos lá perder a vergonha: se quiserem ouvir o disco todo, podem deixar 1 comentário com uma forma de contacto (mail) para eu poder dar as indicações do mapa do tesouro.
Não tenho sorte em concursos, sorteios, jogos e afins. Mas, para contrariar esta máxima que eu, ranzinza, gosto de carpir, não é que me calharam a mim os 7 postais da Vera? Tinha que documentar a coisa para nunca mais me esquecer, não fosse daqui a uns tempos o meu eterno e recorrente pessimismo atacar em força e continuar com a ladainha costumeira do: – ai, não tenho sorte nenhuma! ou – ai, nunca ganhei nada! e – re-béu-béu (não sei se esta expressão é "escrevível", mas agora fica assim). Ora, então, agarrei na minha almofada preferida comprada a esta menina e aproveitei o pseudo-dia-de-folga (porque agora sou eu que o declaro) para fotografar e agradecer: Obrigada Vera. És mais um valioso elemento a entrar para minha lista de estranhos perfeitos.
Tenho uma confissão a fazer: daquela vez em que fiz uma lista sobre todas as coisas estranhas sobre mim, esqueci-me de uma muito importante. Passo a explicar: chamo-me Rita porque a minha mãe achou que só iria dar-me nome depois de olhar para a minha cara. A verdade é que podia perfeitamente chamar-me João André, se tivesse nascido com uma peça extra e, até a minha mãe pousar os olhos em mim, esteve na calha o nome de Joana Maria ou Maria Joana (este último ter-me-ia tornado alvo de verdadeira tormenta e chacota, obrigada mãe por essa mudança de última hora). Como ainda pertenço à geração em que toda a gente tinha dois nomes (o 2.º ficava de reserva para as conversas sérias e ralhetes) acabei por receber como 2.º o nome Maria, nome pelo qual (e em exclusivo e que me lembre) fui tratada apenas por uma pessoa até hoje. Também podia ter sido Maria Rita, mas ficou o Rita Maria (e ninguém me trata pelos dois nomes, a não ser um certo pingente de dois anos e meio, de vez em quando). Rita. A minha mãe fez a escolha certa. Gosto do meu nome, acho que me assenta bem e não me imagino com outro. Deve ser por isso que todas as músicas que o tenham algures na letra me ficam no ouvido e no coração, mesmo as mais pirosas. Pronto, feita a confissão, aqui fica uma lista das músicas por ordem de preferência: 1. Rita Jeep, Jorge Ben 2. A Balada da Rita, Sérgio Godinho 3. A Rita, Chico Buarque 4. Samba que nem Rita à Dora, Seu Jorge 5. Lovely Rita, The Beatles 6. Maria Rita, Duo Ouro Negro (sim, eu disse pirosas também!)
ps: se alguém que por aqui passe conhecer mais alguma e queira contribuir para o aumento da lista, a gerência agradece!
Não sou muito dada a comentários políticos nem a preferências partidárias, mas não podia deixar de assinalar a histórica e esmagadora vitória eleitoral de Barack Obama. Espero que consiga mudar a América e o mundo. Yes he can!
They will see us waving from such great heights "Come down now," they'll say But everything looks perfect from far away "Come down now," but we'll stay
I've tried my best to leave This all on your machine But the persistent beat Sounded thin upon listening Iron & Wine, Such great heights (Postal Service's cover)