29.11.08

On the road to somewhere


Ando a decidir o que vou fazer com estas flores:
1. um gorro
2. um cachecol
3. um xaile
4. uma manta
5. um de cada

28.11.08

Zoom


Ontem, a minha filha (que tem 2 anos e pouco mais de meio) sentou-se ao meu colo enquanto descarregava umas imagens da máquina.
Ao ver a thumbnail desta imagem no meio de outras disse muito contente:
– óia! um carro!
– onde é que estás a ver um carro?
– (a apontar para a foto) é o nósho mamã?
– (eu ainda a recuperar do facto de ela perceber que esta imagem, completamente descontextualizada, é uma parte de um carro) não, não é o nosso...
– não?
– não, o nosso não é preto, é cinzento.
– ah, poish é!

E dei por mim a perceber uma vez mais que aquela cabecinha funciona sempre mais depressa do que eu consigo imaginar e que tem um poder de observação que ultrapassa tudo o que eu achava (talvez por inexperiência pura e dura) possível para esta idade.

27.11.08

26.11.08

i-UGG


Comprei-as num saldo (porque o preço normal é obsceno) há 3 anos.
Aguentaram 1 gravidez e consequentes oscilações de peso, e muitas (mas mesmo muitas) caminhadas.
Continuam a parecer novas.
Recuperei-as da caixa onde estavam guardadas há um Inverno porque me mudei para uma cidade com temperaturas mínimas negativas (já não me lembrava de que aqui faz tanto frio...) e com máximas baixas demais para o meu termóstato.
Não são especialmente bonitas nem elegantes mas são, neste momento, as minhas botas preferidas (ao ponto de não ter vontade de as descalçar).
Chamam-se UGG e são australianas.

ps.: existem imitações muito perfeitas, made in china, que se fazem passar por originais, substancialmente mais baratas, mas que não têm a qualidade original. Por isso, se quiserem comprar umas, certifiquem-se de que não estão a pagar lebre e a comprar gato.

25.11.08

Protótipo


Para pescoços compridos e com frio.
Mais fotos aqui.

23.11.08

It's all in my mind


(...)
The starmaker says it ain't so bad
The dreammaker's gonna make you mad
The spaceman says everybody look down
It's all in your mind
(...)
And you know i'm fine, but i hear those voices at night
Sometimes, they justify my claim
And the public don’t dwell on my transmission
Cause it wasn’t televised

But it was the turning point
Oh, what a lonely night
The Killers, Spaceman

22.11.08

Isto promete


© Um Mundo Catita

Um Mundo Catita, a mini-série de 6 episódios do Manuel João Vieira (Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), vai estrear na RTP2 no domingo (amanhã) às 23h40.
Imperdível.

21.11.08

How my heart behaves


Do you think that you don't care about me?
You're wrong.
If i disturb you, what about it?
You keep me hanging on to life.
(...)
London!
The way you hate me is better than love,
And i'm head over heels
London!
The way you want to get rid of me,
Makes me weak in the knees
Frida Hyvönen,
London!

De todos os sítios onde já estive (e a lista já vai sendo longa), Londres é de longe a minha cidade preferida.
Não me perguntem porquê, não consigo explicar.
A primeira vez que lá estive senti-me em casa, parecia estar a voltar a um sítio que me era estranhamente familiar. Não acontece em mais lado nenhum.
Apesar da chuva intensa dos 3 primeiros dias, foi uma das melhores viagens de sempre.
Há músicas que também têm o mesmo efeito em mim. Que oiço em repeat até me fartar.
Acho que há partes do meu coração que só voltam a funcionar perante isto.
A adrenalina, os nós no estômago, as pernas pouco firmes.
O estímulo eléctrico de que necessita para acordar.
Todos os meus regressos dão sempre direito a um suspiro profundo (que às vezes nem sequer é palpável) como se me fosse mesmo vital voltar ali.

20.11.08

Walkie-talkie


Este blog estava a precisar de uma remodelação urgente.
Ou antes, eu estava a precisar de uma mudança neste blog.
Em azul.
Para condizer com o resto.

ps. durante os próximos dias a transmissão pode ainda conter algum ruído.
obrigada JL e AG, pelo apoio moral e técnico.

15.11.08

True Blood

Se alguém me tivesse dito:
– um dia vais gostar de uma série com vampiros e sangue e violência comó caraças.
eu teria respondido
– tás maluco!
Mas o Alan Ball já tinha conseguido agarrar-me a uma sobre a morte e funerais (temas que não são propriamente da minha eleição), portanto devia ter percebido que o que viesse a seguir, seguindo obviamente a veia tétrica e negra, me iria prender e que a fasquia não baixaria.
E se o genérico do Six Feet Under rondava o génio, o do True Blood não lhe fica nada atrás.
E é por isso que agora passo os dias a cantarolar I wanna do bad things with you.

(apesar de tudo, continuo a achar que o Six Feet Under era menos previsível e mais desconcertante do que o True Blood, que por vezes é um delírio um bocado excessivo
com um vampiro demasiado humano e uma donzela demasiado segura... mas com um southern accent muito bem feito)


True Blood, Opening Credits

13.11.08

It's a kind of present!


©Little Joy

Junta-se uma parte de Strokes e uma parte de Los Hermanos num
shaker, et voilà: surgem os Little Joy.
Tenho ouvido este disco (quase) ininterruptamente.
A minha música preferida é a Don't watch me dancing que podem ouvir aqui juntamente com outras duas.

ps. Ora vamos lá perder a vergonha: se quiserem ouvir o disco todo, podem deixar 1 comentário com uma forma de contacto (mail) para eu poder dar as indicações do mapa do tesouro.

12.11.08

WIP


Conclusões às quais se chega ao fazer uma manta para a cama:
1. não é rápido
2. não é barato
3. e, infelizmente, não dá milhões.

10.11.08

Some girls are luckier than others


Não tenho sorte em concursos, sorteios, jogos e afins.
Mas, para contrariar esta máxima que eu,
ranzinza, gosto de carpir, não é que me calharam a mim os 7 postais da Vera?
Tinha que documentar a coisa para nunca mais me esquecer, não fosse daqui a uns tempos o meu eterno e recorrente pessimismo atacar em força e continuar com a
ladainha costumeira do:
– ai, não tenho sorte nenhuma!
ou

– ai, nunca ganhei nada!

e
– re-béu-béu (não sei se esta expressão é "escrevível", mas agora fica assim).

Ora, então, agarrei na minha almofada preferida comprada a esta menina e aproveitei o pseudo-dia-de-folga (porque agora sou eu que o declaro) para fotografar e agradecer:

Obrigada Vera.
És mais um valioso elemento a entrar para minha list
a de estranhos perfeitos.

7.11.08

Rita (ou o meu umbigo)


Tenho uma confissão a fazer: daquela vez em que fiz uma lista sobre todas as coisas estranhas sobre mim, esqueci-me de uma muito importante.
Passo a explicar: chamo-me Rita porque a minha mãe achou que só iria dar-me nome depois de olhar para a minha cara. A verdade é que podia perfeitamente chamar-me João André, se tivesse nascido com uma peça extra e, até a minha mãe pousar os olhos em mim, esteve na calha o nome de Joana Maria ou Maria Joana (este último ter-me-ia tornado alvo de verdadeira tormenta e chacota, obrigada mãe por essa mudança de última hora).
Como ainda pertenço à geração em que toda a gente tinha dois nomes (o 2.º ficava de reserva para as conversas sérias e ralhetes) acabei por receber como 2.º o nome Maria, nome pelo qual (e em exclusivo e que me lembre) fui tratada apenas por uma pessoa até hoje.
Também podia ter sido Maria Rita, mas ficou o Rita Maria (e ninguém me trata pelos dois nomes, a não ser um certo pingente de dois anos e meio, de vez em quando).

Rita. A minha mãe fez a escolha certa. Gosto do meu nome, acho que me assenta bem e não me imagino com outro.
Deve ser por isso que todas as músicas que o tenham algures na letra me ficam no ouvido e no coração, mesmo as mais pirosas.
Pronto, feita a confissão, aqui fica uma lista das músicas por ordem de preferência:
1. Rita Jeep, Jorge Ben
2. A Balada da Rita, Sérgio Godinho
3. A Rita, Chico Buarque
4. Samba que nem Rita à Dora, Seu Jorge
5. Lovely Rita, The Beatles
6. Maria Rita, Duo Ouro Negro (sim, eu disse pirosas também!)

ps: se alguém que por aqui passe conhecer mais alguma e queira contribuir para o aumento da lista, a gerência agradece!

5.11.08

Oba(!)ma


©Hyperakt

Não sou muito dada a comentários políticos nem a preferências partidárias, mas não podia deixar de assinalar a histórica e
esmagadora vitória eleitoral de Barack Obama.
Espero que consiga mudar a América e o mundo.
Yes he can!

4.11.08

Para além da fachada



b (fachada) na zdb [fotos: ágata xavier]

As músicas que se seguem são um pequeno exemplo do que se pode ouvir no disco do Bernardo Fachada.
Podem ouvi-lo aqui e descarregá-lo aqui.



3.11.08

Stricken City


Lost Art


Tak o Tak

A mais recente banda-sonora por estas bandas.
Aos interessados: o disco sai dia 17 de Novembro.

1.11.08

Mirror images


They will see us waving from such great heights
"Come down now," they'll say
But everything looks perfect from far away
"Come down now," but we'll stay

I've tried my best to leave
This all on your machine
But the persistent beat
Sounded thin upon listening
Iron & Wine, Such great heights (Postal Service's cover)

30.10.08

28.10.08

Fall conclusions


They're always writing songs
about a summer love
that never seems to last
beyond the fall
but i've a different reason
for crying this season
a reason that can hurt you
most of all

i didn't have any summer romance
nobody bothered
to break my heart in two
while others were fooled
by the sweet words
someone vowed
i was the one who made
company a crowd
i didn't walk down the beach
in a trance
or listened to little white lies
that sounded true
and no one could be as blue
as i was in the fall
'cause i didn't have any
summer romance at all
Simone White, I didn't have any summer romance

26.10.08

Ainda bem


Ainda bem que o tempo passou e o amor que acabou não saiu.
Ainda bem que há um fado qualquer que diz tudo o que a vida não diz.
Ainda bem que Lisboa não é
a cidade perfeita para nós.
(...)


Deolinda, Lisboa não é a cidade perfeita

22.10.08

House life songs* #1


Gabriella Cilmi, Nothing sweet about me

*ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.

21.10.08

It'll only make your heart sing


Tired of this life
But you want to know what it's like
Don't you want to know what it's like
Tomorrow night
Fireworks will fill the sky

And the air is so hot
Over the world below
Just long enough
Let your worry go, go
Dawn Landes, Tired of this life

19.10.08

Deolinda


Deolinda, Clandestino

Desenganem-se aqueles que, como eu, pensavam que os Deolinda eram mais um sub-produto do fado.
Não são. Nem são um hypezinho .
São outra coisa muito melhor, e não há uma única música no disco que não tenha vontade de ouvir em repeat.
É por isso que, de há uns dias para cá, me auto-insulto baixinho de cada vez que me lembro que vêm cá tocar à terra no dia 23 e que eu deixei vender TODOS os bilhetes!

Ps.: Podem ouvir o disco todo, Canção ao lado, aqui.

11.10.08

Diálogos imprevistos


Um amigo meu vai casar-se e expliquei à mini-menina, enquanto almoçava, o que era um casamento.
– nhão pechebi...

voltei a explicar

– nhão entendi...
explicou o pai
– mash-o-que-é-um-cajameinto???

explicou a avó.
Entretanto, acabou de comer e o assunto morreu.

No dia seguinte:

– bou cajar

(a enrolar o pé para dentro e a sorrir de lado)
– vais o quê?

– bamos cajar

(ao mesmo tempo que agarrava as mãos do pai, a tentar rodopiar)

– eu-e-o-pai-bamos-cajar!

– ai é? então e eu?
– tu não!

E pronto, eu não.

10.10.08

We were there


Nervous walks in a park
I never knew could get so dark
I'm running out of things to say, will you please start talking
About yourself or your family
Any friends, I've got one two three
But they are all imaginary
Come and stroke the air

We are a pair of apples
That we'd share after the stretch
But for fifteen minutes or so
We were there
Slow Club, Apples and pairs

9.10.08

34


Costumo ter sorte e o Outono parece atrasar-se de propósito para que o meu dia de anos seja ainda um ameaço de Verão.
Nesta altura do ano, todos os anos, a aproximação cada vez mais rápida da sentença dos dias curtos arrasa grande parte do meu bom humor.
O que me vale é ser passageiro. Ao fim de algum tempo, acabo por adaptar-me à falta de horas com luz e volto ao meu estado normal.
E depois há as castanhas e os cachecóis e as botas e as mantas e as bebidas quentes.
Este ano, tenho ainda a certeza de uma vida nova, numa casa nova, numa cidade nova.
Para começar do zero, hoje é um bom dia.

3.10.08

Missing cover


Depeche Mode, One Caress

Nunca fui grande entusiasta dos Depeche Mode.
Consumi muito moderadamente, pelo que nunca tinha ouvido esta música até hoje, até há 10 minutos mais precisamente.

Aqui estava eu a trabalhar, de nariz enfiado no monitor, ligada à terra (aka de phones a ouvir a Radar), quando literalmente paralisei a ouvi-la.
Como é que ninguém, até hoje, se lembrou de fazer uma versão a sério deste arrepiante diamante em bruto?
E agora vou voltar ao trabalho que já são horas e o tempo "ruge", como diz uma pessoa que eu conheço que consegue trocar todos os ditados e expressões populares!

16.9.08

Whistling mustard


Color is part of my life since i can remember and it's very hard for me to choose one...
But i really, really love mustard yellow.
Love it so much that my brand new workspace is covered with it.
Also have a new cell phone with lots of features (no, sadly it's not the iphone, i'm still a poor working girl).
If you listen to
this ring somewhere near you, beware, it might be me. :-p

11.9.08

2+1/2y


Começa a parecer mais menina e menos bebé.
Dá saltos, corre, canta e dança, fala pelos cotovelos, brinca, brinca, brinca, imagina situações muito cómicas e imita outras tantas.
Surpreende-nos diariamente com conclusões inesperadas para uma cabecinha tão pequenina ainda. Muitas delas demonstram na perfeição conceitos que eu pensava que só iam chegar mais à frente.
Ah, e tem um sentido de humor muito apurado e umas gargalhadas que põem toda a família a rir também.


Nuno Prata, Alice ri-se

1.9.08

Telegrama

Feliz.
Hoje.
10 anos.
É muito tempo.

Nunca devemos esquecer nada.

12.8.08

11.8.08

2y+5m [9:25am] + Perfect strangers #2


A Alice comprovou mais uma vez a minha teoria de que os estranhos podem mesmo ser perfeitos: enviou prendas-surpresa para mim e para
a homónima-mini, que vai delirar!

ps.: os desenhos da sua mini-menina (já não tão mini assim) foram uma colaboração preciosa, quem me dera saber fazer galinhas e vacas de uma forma tão realista!

30.7.08

Handmade



Feitas por encomenda, à medida de gosto e tamanho pelo José Machado, chegaram pontualmente aos meus pés.
De uma perfeição e conforto extremos, passearam durante um dia inteiro em modo pantufa (aka sem bolhas nem qualquer espécie de incómodo), foram elogiadas pelas mais variadas faixas etárias e têm um curioso efeito hipnotizador na rua (com as pessoas a virar a cabeça, com certeza a pensar: onde é que as terá comprado?)
Pois aqui fica então: podem ver vários modelos aqui (onde também está o contacto telefónico muito útil) e encomendar nas mais variadas formas, feitios e cores!

ps.: retomei há pouco tempo os ensinamentos crocheteiros da minha avó paterna (se eu fosse menos irrequieta quando era pequena, talvez tivesse aprendido mais coisas) concluindo, mais uma vez, que a memória é uma coisa prodigiosa e que basta puxar a pontinha do fio para vir tudo ao de cima outra vez, clarinho como a água.
Just like riding a bike.

21.7.08

A menina dança


PJ Harvey + John Parish, Is that all there is?

Nunca me hei-de esquecer desta música cantada pela Vera Mantero. Se puderem vê-la ao vivo, não percam. A menina dança, mas também canta e bem.

ps.: ainda sobre o post anterior: não costumo ter instintos violentos, e estou por isso bastante satisfeita por não ter que voltar a ver o pediatra, que depois de me aconselhar a não dar a vacina da varicela à minha filha, debitou telefonicamente (e com ar de enfado) que lhe desse um xarope anti-histamínico e benuron, e mais nada! Grande besta!


17.7.08

Chicken pox

Não vou dizer aqui o que realmente me apetece
(para não chocar mentes mais impressionáveis)!
Vou apenas dizer que, a dois dias de deixar definitivamente
a creche por uma longa temporada
(até que eu me esqueça completamente do que é andar sempre com o coração na boca, mais precisamente!),
eis senão quando, tcharan, as p**** das borbulhas começam a aparecer como pipocas!
É o brinde para as férias e para que possa dizer que teve, realmente, o tratamento completo.
Ah, não, espera, ainda faltam os piolhos!
(é melhor não dizer isto muito alto, não vão eles começar a brotar aí à grande!)
Resta-me ouvir isto e respirar fundo e pensar que há coisas muito, mas muito piores e que, como tantas outras coisas na vida às quais acabamos por tornar-nos imunes:
you can't have it once you've had it!

11.7.08

2y+4m [9:25am]

Nina Simone, I wish i knew how it would feel to be free

10.7.08

To untangle


Now the sun's fading faster, we're ready to go
There's a skirt in the bedroom that's pleasantly low
And the loons on the moor, the fish in the flow
And my friends, my friends still will whisper hello
We all know what we know, it's a hard swath to mow
When you think like a hermit you forget what you know
And you are always on my mind
Palace, New Partner

9.7.08

Happy alone



This is what i have to do to keep me going, i guess that's what you do too.
There's no turning back now and that's why we try desperately to look right, although we're not.
You know it and i know it, but somehow that's not enough.

30.6.08

Long time, no post



• Contrariar a preguiça natural diariamente.
• Reabastecer generosamente as doses de paciência sempre que possível.
• Relativizar a importância de uma noite de sono.
• Aceitar que já não se tem tempo para tudo.
• Dar o devido desconto a quem não imagina o que é ter um filho e que acha que não tem tempo.
• Manter sempre os pés bem assentes no chão.

Apesar de toda a parte tão recompensadora, ser uma mãe disponível tem um lado muito difícil do qual ninguém fala. Existe um antes que nunca mais volta e, por muito que se pense que se está preparado, há sempre aquele nano-segundo em que se sente saudades de ter tempo.
Eu sinto, apesar de saber que nada faria sentido se não fosse assim.

16.6.08

50 & counting


Aimee Mann, Freeway

Qual Madonna, qual quê!
Esta é a cinquentona mais fixe que eu conheço!
E o vídeo?
Tem pessoas a dançar, claro!

12.6.08

Regra de ouro




Há coisas irrepetíveis e, quando já se esteve perto da perfeição, tudo o que vem depois corre o risco de ficar aquém das expectativas.

Já aqui tinha falado de como o concerto da Feist há 3 anos me tinha ficado gravado na memória como um dos melhores aos quais assisti. Pois.
O de ontem não foi mau, muito pelo contrário, mas não me encheu as medidas como esperava.
No entanto, chegar cedo recompensou-me com uma agradável surpresa: a banda de abertura, Lawrence Arabia, da Nova Zelândia, provou que não é preciso ser-se conhecido do público para se ser bem sucedido.
A postura e as boas músicas foram contagiantes, arrancando verdadeiras ovações da sala esgotada para o que vinha a seguir.
No regresso a casa, em modo meditativo, lembrei-me da seguinte frase (que não sei se é exactamente assim no original) e que é uma regra que eu já devia saber e aplicar há muito tempo:
nunca devemos voltar ao sítio onde fomos felizes.

11.6.08

2y+3m [9:25am]



Cada vez mais independente, já não tem medo de andar às cavalitas, nem de andar de baloiço ou de escorrega sem ajuda.

Hoje, ao contrariá-la, disse-me uma coisa que nunca ouviu em casa (ai que maravilha as creches!):
– Nhão góshto de ti, mamã!

Eu sabia que este dia ia chegar, mas não o esperava tão cedo...

6.6.08

Free (from Iceland)


Sigur Rós, Gobbledigook

Sempre gostei deles moderadamente e sempre achei os vídeos melhores do que as músicas (no sentido em que são todos geniais, e as músicas nem tanto).
Ora desta vez, tanto o vídeo como a música me impressionaram de tal forma que resolvi partilhar.
A boa notícia é que podem descarregar a música inteirinha do site dos meninos em troca do vosso emailzinho.
ora ide lá, por obséquio!

ps.: Isto não vos dá vontade de tirar a roupa e ir fazer o mesmo para qualquer lado longe de tudo?

30.5.08

Change the ground beneath your feet frequently



A Marta, daqui, não só faz saias lindas (e blusas e casacos e vestidos e muitas coisas mais) como também dá bons conselhos musicais personalizados.
Ontem deixou este no post aqui de baixo e gostei tanto que resolvi partilhar:


Baz Luhrman, Everybody's free (to use sunscreen)

27.5.08

Such a perfect day



Yesterday started with me quitting my job, the first of many steps to a brand new reality.
It ended with Cat Power's concert (You are free would have made a lot of sense, but she almost didn't leave track from Jukebox) and some rain to clear my mind on the way home, while humming this song she covered and which i've always loved:


Smokey Robinson, Tracks of my tears

22.5.08

Faraway, so close #1



I'm having a party but you're not invited
Pizza and fizzy-pop it's all so exciting
Sardines and musical chairs
What a shame that you're not here
'Cause you're not my friend anymore
Emmy, The Great, My party is better than yours

12.5.08

This is how the story goes



I remember that time you told me you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
'Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet

Oh I could drink a case of you darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet
Joni Mitchel, A case of you

11.5.08

2y+2m [9:25am]



Oh, I do believe
In all the things you say
What comes is better that what came before
Cat Power, I found a reason

10.5.08

A song a day keeps the doctor away #7


Moto Boy, Ride my wild heart

There's a million things that I shouldn't do
Stay out of trouble
Keep my head out of the blue
I wanna do them all with you

Ride my wild heart
You can take it anywhere you want

9.5.08

The Beginning (or) The End #1



Sabem aquela sensação de haver um cheiro, uma situação qualquer que vos transporta no tempo à velocidade da luz?
Acontece-me isso muitas vezes – tal como a toda a gente, acredito – com cheiros que me transportam para sabores que nunca mais se vão repetir (porque as mãos que os faziam já não existem), com situações que me levam a outras que se perderam no tempo (de há tanto que aconteceram), e também com músicas que, por ter ouvido tantas vezes em determinadas circunstâncias, não consigo dissociar dessas mesmas situações ou alturas da minha vida.
Há uns posts atrás escrevi sobre a lista de músicas paralisantes pelos melhores/piores motivos e de como havia de encher o peito de ar para fazê-la (é que é comprida, o raio da lista, não tivesse a minha vida uma completa e diária banda-sonora!).
Pois bem, ela começa aqui, à medida que me vou lembrando, aos bocadinhos, para haver tempo de fazer a digestão:

1. This Mortal Coil
Mr. Somewhere
You and your sister

Nota: É claro que considero todas as que constam na minha essenciais à vida de qualquer pessoa, mas sintam-se à vontade se não vos caírem no goto à primeira audição. Felizmente, este blog gosta de diversidade e de controvérsia!

4.5.08

Take a look inside my strangeness



1. observo fixamente os pés das pessoas que caminham à minha frente e sinto-me tentada – embora nunca o faça – a avisá-las quando se esqueceram de tirar a etiqueta do preço ou do alarme da sola.
2. quando era pequena queria ser bailarina. Hoje em dia trocava o que faço por cortar cabelos, por exemplo.
3. costumo comer uma pastilha-elástica a seguir ao almoço e tenho sempre vontade de a deitar fora à mesma hora, com variações de + ou - 1 minuto.
4. tenho uma intolerância quase visceral a todo e qualquer tipo de mentiras (até mesmo as mais piedosas) e/ou omissões.
5. sou a personificação do monstro-das-bolachas, o meu bolo favorito é o palmier simples (mas também adoro laços) e como pastéis de nata com colher desde que me lembro.
6. gosto de fazer anos e também de assinalar o meu "meio-aniversário" mas, curiosamente, nunca organizo nenhuma festa comemorativa.
7. tenho uma estranha atracção por estendais de roupa, daqueles que se vêem na rua, e nos quais as pessoas expõem a sua intimidade sem se dar conta.*
8. detesto andar de avião, mas como adoro viajar tomo sempre comprimidos para o enjôo (que dão uma certa sonolência e suavizam a coisa).
9. largo tudo o que tiver nas mãos e tapo os ouvidos sempre que passa uma ambulância ou carro dos bombeiros, ou qualquer veículo que tenha sirene.
10. tenho pavor de borboletas nocturnas (pavor talvez não seja a palavra certa... aversão total, pronto!)
11. tenho medo de não ter tempo de ver a minha filha crescer.

* descobri uma galeria de fotos de estendais de roupa magnífica, ora vejam!

27.4.08

About dancing


Lykke Li, I'm good, I'm gone

Não tenho nada contra as pessoas que não têm uma pinga de ritmo no corpo e que, por isso, não sabem dançar.
Até conheço alguns vídeos de pessoas que não sabem dançar e, conscientes da sua limitação nessa área, conseguiram resultados surpreendentes apenas porque não tentaram fazer mais do que conseguiriam e acabaram por reverter esse handicap a seu favor.
Considero isso uma grande virtude e se há coisa que me irrita é ver uma pessoa que dança mal, rígida e com um ar de desconforto porque não controla minimamente o que está a fazer, sempre com um sorriso forçado (deixa-lá-fazer-esta-cara-pateta-que-pode-ser-que distraia-de-quase-tropeçar-nos-meus-próprios-pés!).
Posto isto, queria aqui dizer que a menina de cima me surpreendeu com os seus moves (e que nunca pensei que seria tão divertido ver alguém a nadar em seco!) e que a debaixo é capaz de ser uma das miúdas que reúne, quanto a mim, alguns dos melhores vídeos dançantes que já vi (quer na sua ex-banda, quer a solo).



Moloko, Familiar Feeling


23.4.08

SSLYBY


Someone Still Loves You Boris Yeltsin, Think i wanna die

This video belongs to their new album, Pershing.
I can't really say that's a bad album, but there's not one song that can be compared to this, or this and that's a little bit disappointing.

20.4.08

Emily, the great


© Emily Haines

I could write the names of all the songs sung by this girl that i listen to in repeat mode, but i won't.

To spare you some time i'll leave only this one from her latest EP and hope that you'll find the other's by your own means:

Emily Haines, Bottom of the world

18.4.08

A condição humana



It ain't that in their hearts they're bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you're ill of health
They bury you when you go and die
It ain't that in their hearts they're bad
They'd stick by you if they could
But that's just bullshit
People just ain't no good
Nick Cave, People ain't no good

Ainda um dia hei-de ganhar coragem e fazer uma lista de todas as músicas que me paralisam onde quer que esteja e me obrigam,
por isso, a ficar quietinha a ouvir até ao fim.

(às vezes com os olhos cheios de lágrimas, outras a abanar a cabeça com um sorriso de orelha-a-orelha)
Sem motivo aparente, esta é uma delas.

12.4.08

K7



Of the art of making waves
I've had my lesson in spades
And these ghosts they make it plain
They're never going away

And my ghost she makes it plain
I haven't gathered a thing
Well I know we're dug in deep here
Why can't we live high with the wind?
Can't we live?
Tanya Donelly, Whiskey Tango Ghosts

11.4.08

2y+1m [9:25am]



Fala quase sempre na 1.ª pessoa.
Passou da pronúncia de sílabas para frases inteiras e muitas perguntas.
Todos os dias há surpresas:
– Quéio um maño pa bincár! tim?
– :–)

9.4.08

The only way is up



I have 3 great things to celebrate today:
1. Changes that are finally happening.
2. Good news when i was not expecting them.
3. I must be the only person on earth that remembers this every year
– because it's a really silly thing – but i like it so here it goes:
in exactly 6 months it'll be my birthday again.

6.4.08

Do caos



Tenho a pior opinião possível acerca das creches.
Tal como nas casas em que há afixado um "Cuidado com o cão!",
as creches deveriam ter um
"Cuidado com os vírus, bactérias e afins!".
Se após a leitura do mesmo, 50% dos pais daria meia-volta e arranjava outra solução, a outra metade (à qual eu pertenço por não ter alternativa viável aka ajuda-à-mão) encheria o peito de ar e entrava.
Após a passagem da porta (acto de coragem ou de estupidez sem tamanho) deveria ser distribuída uma lista com todas as "gosmas" possíveis e impossíveis de ocorrer...
Acho impressionante a quantidade de coisas inimagináveis a que as crianças deixadas numa creche desde muito cedo são sujeitas.
Não fazia ideia de quanto os bebés sofrem à conta do chamado caminho para a imunização!
É um mundo paralelo, cheio de artefactos e técnicas complexas ao qual somos apresentados sem grandes cerimónias.

Raios partam os vírus, viroses, bactérias, educadoras e auxiliares incompetentes (e com falta de formação-sensibilidade-bom senso-normas básicas de higiene) e os pais irresponsáveis que teimam em levar as suas crianças doentes e com ranho verde a escorrer até à boca, que até dão dó só de olhar para elas.
Depois de um período de doença súbita, com momentos bastante dramáticos e sempre com a certeza de que ganhei uns quantos cabelos brancos de tanta angústia e preocupação, fico sempre com a sensação de que não dei pelo tempo a passar. Não deixa, no entanto, de ser curioso como estes dias "desaparecidos", feitos de horas tão longas, deixam marcas tão fortes e indeléveis.
De vigília permanente, dia e noite não se distinguem. As refeições deixam de ter importância porque nem sequer há apetite e, quando tudo melhora, só restam os seguintes consolos:
mais uma riscada da lista invisível (e interminável e inútil), a tal que nunca ninguém me distribuiu, e a certeza de que estamos em contagem decrescente para que isto acabe, ou que pelo menos se atenue.
E agora vou finalmente (tentar) dormir.

30.3.08

Infinito



É a ilusão que tenho quando a hora muda:
que o tempo estica e tudo se torna mais fácil.

E que diferença faz sair de casa de dia e voltar a entrar de dia?
Toda.

Implica mais tempo útil.
Mais acção e menos inércia.

E acaba-se de vez a seca(gem) na máquina, que isto de viver no meio
de tudo tem muito que se lhe diga.

26.3.08

Even better than the real thing


Shout Out Louds, The Comeback (Big Slippa remix by Ratatat)

Um dos (raros) casos em que uma remistura transforma uma música gira, mas banal, numa coisa muito melhor.
E hei-de sempre achar que se não fossem os telemóveis que nós sabemos nunca ninguém saberia quem são... à excepção de umas quantas almas (nas quais me incluo) que cuscam tudo o que podem no que à música sueca (e não só) diz respeito!
Hoje, às 22h00 na Aula Magna.