6.1.09

What if my eyes close first than yours?


De repente tudo deixa de ter importância a não ser isto.
A sintomatologia atípica, os vários diagnósticos possíveis, a espera, a possibilidade de as notícias não serem boas, a angústia de ser agora ou entretanto.
É assim, de repente, que faço a pergunta que nunca nos tinha passado pela cabeça.
E tenho medo da resposta.

1.1.09

2009


The Walkmen, In the new year

It's all here.

31.12.08

2008


It was a pretty good year.
I've quit my job after 9 years, moved to another town and finally have taken control over my life again.
It all changed for better in so many ways that i'm still amazed with all the possibilities that only made part of my dreams for a long time and are now real.
I recovered lots of things, including some spare time to put in practice all the crochet stuff that i learned when i was a little girl.
And i finally stopped feeling the homesickness that haunted me for years:
home is where the heart is and mine was too far away.


23.12.08

Crafty christmas


Este ano não tive tempo nem paciência para compras.
Assusta-me a febre repentina que, num contágio galopante, transforma as pessoas em formigas com poder de compra (quando no fundo apenas têm poder de endividamento).
A entrada nas lojas torna-se um exercício curioso quando se observa segundo este ponto de vista imune.
Comprei apenas aquilo que não consegui fazer, ou porque já não tinha tempo ou porque não era adequado ao destinatário.

ps.: acho muito engraçado que de todos os leitores do blog, os 4 seguidores permanentes sejam homens.
Para vocês meus sanchos :-D aqui fica a música de natal mais gira deste ano (All i want for Christmas, dos Yeah Yeah Yeahs) como agradecimento singelo pelo vosso interesse.
Bom natal e voltem sempre.


17.12.08

Friendship is a strange place


Dantes partias a loiça toda.
Agora, do cimo da tua maturidade mal acabada e que só impressiona quem não te conhece, a costela provinciana pseudo-chique fala mais alto e as palavras que te saem da boca nem parecem tuas.
Como um playback mal feito.

Prefiro ficar em casa, descalça e de vassoura na mão, a limpar e a colar tudo o que partires.
Posso fazer cmd+z?

15.12.08

Devagar


Esta manta foi começada há meses e só agora me decidi a acabá-la de vez.
Talvez a ponha à venda.
Ainda ando a pensar se consigo separar-me dela depois de tanto trabalho.
Tenho esta terrível característica (para não lhe chamar defeito) de não conseguir separar-me das coisas.
Gostava de saber como é que quem faz e vende coisas por sistema se consegue distanciar das suas peças únicas.

14.12.08

Mentol


Lembro-me disto.
Do frio no estômago, do tremor nas pernas, da sensação de vertigem,
(das conversas longas e tardias, dos dias de praia, das noites de praia, das coisas simples, das coisas complicadas, da presença ininterrupta, da falta ininterrupta, dos telefonemas longos com boas, más e nenhumas notícias, de como tudo parecia ser eterno apesar de ser efémero, de como se tornou insubstituível até se tornar indiferente).
Lembro-me do princípio e, ainda, do fim.

13.12.08

Winter


I may not have the answers, but i'd rather never know
The Dodos, Winter

12.12.08

I've been silent


The Dodos, Fools

Sem palavras e sem imagens.
É que, apesar da tua insistência e entre outras coisas, eu nunca soube mentir.

11.12.08

2y+9m


Et voilà, o extraordinário resumo da intemporal condição feminina por uma menina que ainda não tem três anos.
Preparava-se para ir com o pai a uma loja ver esquilos e uma doninha.
Já estava vestida quando percebeu que eu não tinha o casaco vestido:
– tu nhão beins?
– não.
– nhão?
– eu não posso ir, tenho que fazer o jantar. vão vocês os dois! (e sorri para ela)
ficou com um ar pensativo e depois disse num tom pesaroso:
– paiéches a gata buaieira... shempe, shempe a tabaiáe!

10.12.08

There's no such thing as good dreams


Hoje sonhei com a tua morte, aliás, com a notícia da tua morte.
Passei a noite e a madrugada às voltas na cama a debater-me para que o cenário mudasse.
Para não permanecer na escuridão e no vazio da vida que se me apresentava sem ti.
Que ridícula, eu.
A tua morte anunciaste-ma tu há muito tempo, voluntariamente, enquanto voltavas à vida noutros braços mais frescos, menos exigentes e desconhecedores do teu enorme ego.
A tua irreversível ausência já se fez anunciar há muito tempo e eu tenho bem presente que apenas te passeias como um zombie no mundo dos vivos onde eu ainda habito.
Quase como numa realidade paralela.
Ou como se fossemos duas rectas que, contrariando a regra, não se cruzarão no infinito.

9.12.08

What are we waiting for?


Little Joy, No one's better sake

and if we work it out
chances are bound we'd be standing around
for no one's better sake
goodbye

we would be friends
if we tried again
i'd take second place
just to end this
for no one's better sake
goodbye


8.12.08

I'll be coming home for you


Today was my unlucky day
i broke the swing down by the lake
and i fell into
a hole that someone had dug
deep deep deep down through the mud
and i was falling
through the centre of the earth
and i'm wondering how does this thing gravity work?
because i think i must be halfway there
will you stop me now before Australia?
Slow Club, Sunday

4.12.08

House life songs* #2


Gwen Stefani, Hollaback Girl

Acho piada a esta rapariga e ao facto de não se levar muito a sério.
E porque estou eu a falar dela, perguntar-se-ão vocês!
Pois bem, outro dia no carro, mais uma vez (tenho saudades de andar mais a pé), passou uma nova música do Gavin Rossdale (que é o marido) anunciada como sendo a última maravilha do éter.
Cruzes canhoto!
Que música horrorosa, com aquele reverb manhoso na voz. A chamada musiquinha de ir ao morango (expressão muito antiga, vintage mesmo, usada pelos meus amigos e por mim para classificar aquelas baladas foleiras que não lembram ao menino jesus, mas que vá lá saber-se porquê, caem no goto e lideram tops)...
E eis que me lembrei dela, da oxigenada mas talentosa Gwen que, apesar de ter uma estética um bocado duvidosa por vezes, conseguiu criar uma imagem coerente e sólida e tornar-se numa espécie de ícone.
Acho-lhe piada.
A ela e a esta música, à qual o Pharrel Williams deu o toque de Midas.


ps.: Este vídeo foi o único que encontrei completo. Está censurado (e isso irrita-me) e o som é mau, mas é melhor do que nada.

*ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.

2.12.08

Stuck in the middle


All the clever
things I should say to you
they got stuck somewhere
stuck between me and you
Ida Maria, I like you so much better when you're naked

1.12.08

Even better than the real thing #2


Clã, Golden Skans

A hall of records, or numbers, or spaces still undone

Ruins, or relics, disciples and the young

Light touched my hands, in a dream of golden skans

From now on, you can forget our future plans

30.11.08

So 80's


Heróis do Mar, Só gosto de ti

Não ouvia esta música há anos. Hoje ouvi-a inesperadamente numa viagem de carro e apercebi-me de como, apesar dos anos todos que passaram, continua a ser tão intemporal e de que (é lixado mas é verdade) estamos todos a ficar velhos.

29.11.08

On the road to somewhere


Ando a decidir o que vou fazer com estas flores:
1. um gorro
2. um cachecol
3. um xaile
4. uma manta
5. um de cada

28.11.08

Zoom


Ontem, a minha filha (que tem 2 anos e pouco mais de meio) sentou-se ao meu colo enquanto descarregava umas imagens da máquina.
Ao ver a thumbnail desta imagem no meio de outras disse muito contente:
– óia! um carro!
– onde é que estás a ver um carro?
– (a apontar para a foto) é o nósho mamã?
– (eu ainda a recuperar do facto de ela perceber que esta imagem, completamente descontextualizada, é uma parte de um carro) não, não é o nosso...
– não?
– não, o nosso não é preto, é cinzento.
– ah, poish é!

E dei por mim a perceber uma vez mais que aquela cabecinha funciona sempre mais depressa do que eu consigo imaginar e que tem um poder de observação que ultrapassa tudo o que eu achava (talvez por inexperiência pura e dura) possível para esta idade.

27.11.08

26.11.08

i-UGG


Comprei-as num saldo (porque o preço normal é obsceno) há 3 anos.
Aguentaram 1 gravidez e consequentes oscilações de peso, e muitas (mas mesmo muitas) caminhadas.
Continuam a parecer novas.
Recuperei-as da caixa onde estavam guardadas há um Inverno porque me mudei para uma cidade com temperaturas mínimas negativas (já não me lembrava de que aqui faz tanto frio...) e com máximas baixas demais para o meu termóstato.
Não são especialmente bonitas nem elegantes mas são, neste momento, as minhas botas preferidas (ao ponto de não ter vontade de as descalçar).
Chamam-se UGG e são australianas.

ps.: existem imitações muito perfeitas, made in china, que se fazem passar por originais, substancialmente mais baratas, mas que não têm a qualidade original. Por isso, se quiserem comprar umas, certifiquem-se de que não estão a pagar lebre e a comprar gato.

25.11.08

Protótipo


Para pescoços compridos e com frio.
Mais fotos aqui.

23.11.08

It's all in my mind


(...)
The starmaker says it ain't so bad
The dreammaker's gonna make you mad
The spaceman says everybody look down
It's all in your mind
(...)
And you know i'm fine, but i hear those voices at night
Sometimes, they justify my claim
And the public don’t dwell on my transmission
Cause it wasn’t televised

But it was the turning point
Oh, what a lonely night
The Killers, Spaceman

22.11.08

Isto promete


© Um Mundo Catita

Um Mundo Catita, a mini-série de 6 episódios do Manuel João Vieira (Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), vai estrear na RTP2 no domingo (amanhã) às 23h40.
Imperdível.

21.11.08

How my heart behaves


Do you think that you don't care about me?
You're wrong.
If i disturb you, what about it?
You keep me hanging on to life.
(...)
London!
The way you hate me is better than love,
And i'm head over heels
London!
The way you want to get rid of me,
Makes me weak in the knees
Frida Hyvönen,
London!

De todos os sítios onde já estive (e a lista já vai sendo longa), Londres é de longe a minha cidade preferida.
Não me perguntem porquê, não consigo explicar.
A primeira vez que lá estive senti-me em casa, parecia estar a voltar a um sítio que me era estranhamente familiar. Não acontece em mais lado nenhum.
Apesar da chuva intensa dos 3 primeiros dias, foi uma das melhores viagens de sempre.
Há músicas que também têm o mesmo efeito em mim. Que oiço em repeat até me fartar.
Acho que há partes do meu coração que só voltam a funcionar perante isto.
A adrenalina, os nós no estômago, as pernas pouco firmes.
O estímulo eléctrico de que necessita para acordar.
Todos os meus regressos dão sempre direito a um suspiro profundo (que às vezes nem sequer é palpável) como se me fosse mesmo vital voltar ali.

20.11.08

Walkie-talkie


Este blog estava a precisar de uma remodelação urgente.
Ou antes, eu estava a precisar de uma mudança neste blog.
Em azul.
Para condizer com o resto.

ps. durante os próximos dias a transmissão pode ainda conter algum ruído.
obrigada JL e AG, pelo apoio moral e técnico.

15.11.08

True Blood

Se alguém me tivesse dito:
– um dia vais gostar de uma série com vampiros e sangue e violência comó caraças.
eu teria respondido
– tás maluco!
Mas o Alan Ball já tinha conseguido agarrar-me a uma sobre a morte e funerais (temas que não são propriamente da minha eleição), portanto devia ter percebido que o que viesse a seguir, seguindo obviamente a veia tétrica e negra, me iria prender e que a fasquia não baixaria.
E se o genérico do Six Feet Under rondava o génio, o do True Blood não lhe fica nada atrás.
E é por isso que agora passo os dias a cantarolar I wanna do bad things with you.

(apesar de tudo, continuo a achar que o Six Feet Under era menos previsível e mais desconcertante do que o True Blood, que por vezes é um delírio um bocado excessivo
com um vampiro demasiado humano e uma donzela demasiado segura... mas com um southern accent muito bem feito)


True Blood, Opening Credits

13.11.08

It's a kind of present!


©Little Joy

Junta-se uma parte de Strokes e uma parte de Los Hermanos num
shaker, et voilà: surgem os Little Joy.
Tenho ouvido este disco (quase) ininterruptamente.
A minha música preferida é a Don't watch me dancing que podem ouvir aqui juntamente com outras duas.

ps. Ora vamos lá perder a vergonha: se quiserem ouvir o disco todo, podem deixar 1 comentário com uma forma de contacto (mail) para eu poder dar as indicações do mapa do tesouro.

12.11.08

WIP


Conclusões às quais se chega ao fazer uma manta para a cama:
1. não é rápido
2. não é barato
3. e, infelizmente, não dá milhões.

10.11.08

Some girls are luckier than others


Não tenho sorte em concursos, sorteios, jogos e afins.
Mas, para contrariar esta máxima que eu,
ranzinza, gosto de carpir, não é que me calharam a mim os 7 postais da Vera?
Tinha que documentar a coisa para nunca mais me esquecer, não fosse daqui a uns tempos o meu eterno e recorrente pessimismo atacar em força e continuar com a
ladainha costumeira do:
– ai, não tenho sorte nenhuma!
ou

– ai, nunca ganhei nada!

e
– re-béu-béu (não sei se esta expressão é "escrevível", mas agora fica assim).

Ora, então, agarrei na minha almofada preferida comprada a esta menina e aproveitei o pseudo-dia-de-folga (porque agora sou eu que o declaro) para fotografar e agradecer:

Obrigada Vera.
És mais um valioso elemento a entrar para minha list
a de estranhos perfeitos.

7.11.08

Rita (ou o meu umbigo)


Tenho uma confissão a fazer: daquela vez em que fiz uma lista sobre todas as coisas estranhas sobre mim, esqueci-me de uma muito importante.
Passo a explicar: chamo-me Rita porque a minha mãe achou que só iria dar-me nome depois de olhar para a minha cara. A verdade é que podia perfeitamente chamar-me João André, se tivesse nascido com uma peça extra e, até a minha mãe pousar os olhos em mim, esteve na calha o nome de Joana Maria ou Maria Joana (este último ter-me-ia tornado alvo de verdadeira tormenta e chacota, obrigada mãe por essa mudança de última hora).
Como ainda pertenço à geração em que toda a gente tinha dois nomes (o 2.º ficava de reserva para as conversas sérias e ralhetes) acabei por receber como 2.º o nome Maria, nome pelo qual (e em exclusivo e que me lembre) fui tratada apenas por uma pessoa até hoje.
Também podia ter sido Maria Rita, mas ficou o Rita Maria (e ninguém me trata pelos dois nomes, a não ser um certo pingente de dois anos e meio, de vez em quando).

Rita. A minha mãe fez a escolha certa. Gosto do meu nome, acho que me assenta bem e não me imagino com outro.
Deve ser por isso que todas as músicas que o tenham algures na letra me ficam no ouvido e no coração, mesmo as mais pirosas.
Pronto, feita a confissão, aqui fica uma lista das músicas por ordem de preferência:
1. Rita Jeep, Jorge Ben
2. A Balada da Rita, Sérgio Godinho
3. A Rita, Chico Buarque
4. Samba que nem Rita à Dora, Seu Jorge
5. Lovely Rita, The Beatles
6. Maria Rita, Duo Ouro Negro (sim, eu disse pirosas também!)

ps: se alguém que por aqui passe conhecer mais alguma e queira contribuir para o aumento da lista, a gerência agradece!

5.11.08

Oba(!)ma


©Hyperakt

Não sou muito dada a comentários políticos nem a preferências partidárias, mas não podia deixar de assinalar a histórica e
esmagadora vitória eleitoral de Barack Obama.
Espero que consiga mudar a América e o mundo.
Yes he can!

4.11.08

Para além da fachada



b (fachada) na zdb [fotos: ágata xavier]

As músicas que se seguem são um pequeno exemplo do que se pode ouvir no disco do Bernardo Fachada.
Podem ouvi-lo aqui e descarregá-lo aqui.



3.11.08

Stricken City


Lost Art


Tak o Tak

A mais recente banda-sonora por estas bandas.
Aos interessados: o disco sai dia 17 de Novembro.

1.11.08

Mirror images


They will see us waving from such great heights
"Come down now," they'll say
But everything looks perfect from far away
"Come down now," but we'll stay

I've tried my best to leave
This all on your machine
But the persistent beat
Sounded thin upon listening
Iron & Wine, Such great heights (Postal Service's cover)

30.10.08

28.10.08

Fall conclusions


They're always writing songs
about a summer love
that never seems to last
beyond the fall
but i've a different reason
for crying this season
a reason that can hurt you
most of all

i didn't have any summer romance
nobody bothered
to break my heart in two
while others were fooled
by the sweet words
someone vowed
i was the one who made
company a crowd
i didn't walk down the beach
in a trance
or listened to little white lies
that sounded true
and no one could be as blue
as i was in the fall
'cause i didn't have any
summer romance at all
Simone White, I didn't have any summer romance

26.10.08

Ainda bem


Ainda bem que o tempo passou e o amor que acabou não saiu.
Ainda bem que há um fado qualquer que diz tudo o que a vida não diz.
Ainda bem que Lisboa não é
a cidade perfeita para nós.
(...)


Deolinda, Lisboa não é a cidade perfeita

22.10.08

House life songs* #1


Gabriella Cilmi, Nothing sweet about me

*ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.

21.10.08

It'll only make your heart sing


Tired of this life
But you want to know what it's like
Don't you want to know what it's like
Tomorrow night
Fireworks will fill the sky

And the air is so hot
Over the world below
Just long enough
Let your worry go, go
Dawn Landes, Tired of this life

19.10.08

Deolinda


Deolinda, Clandestino

Desenganem-se aqueles que, como eu, pensavam que os Deolinda eram mais um sub-produto do fado.
Não são. Nem são um hypezinho .
São outra coisa muito melhor, e não há uma única música no disco que não tenha vontade de ouvir em repeat.
É por isso que, de há uns dias para cá, me auto-insulto baixinho de cada vez que me lembro que vêm cá tocar à terra no dia 23 e que eu deixei vender TODOS os bilhetes!

Ps.: Podem ouvir o disco todo, Canção ao lado, aqui.

11.10.08

Diálogos imprevistos


Um amigo meu vai casar-se e expliquei à mini-menina, enquanto almoçava, o que era um casamento.
– nhão pechebi...

voltei a explicar

– nhão entendi...
explicou o pai
– mash-o-que-é-um-cajameinto???

explicou a avó.
Entretanto, acabou de comer e o assunto morreu.

No dia seguinte:

– bou cajar

(a enrolar o pé para dentro e a sorrir de lado)
– vais o quê?

– bamos cajar

(ao mesmo tempo que agarrava as mãos do pai, a tentar rodopiar)

– eu-e-o-pai-bamos-cajar!

– ai é? então e eu?
– tu não!

E pronto, eu não.

10.10.08

We were there


Nervous walks in a park
I never knew could get so dark
I'm running out of things to say, will you please start talking
About yourself or your family
Any friends, I've got one two three
But they are all imaginary
Come and stroke the air

We are a pair of apples
That we'd share after the stretch
But for fifteen minutes or so
We were there
Slow Club, Apples and pairs

9.10.08

34


Costumo ter sorte e o Outono parece atrasar-se de propósito para que o meu dia de anos seja ainda um ameaço de Verão.
Nesta altura do ano, todos os anos, a aproximação cada vez mais rápida da sentença dos dias curtos arrasa grande parte do meu bom humor.
O que me vale é ser passageiro. Ao fim de algum tempo, acabo por adaptar-me à falta de horas com luz e volto ao meu estado normal.
E depois há as castanhas e os cachecóis e as botas e as mantas e as bebidas quentes.
Este ano, tenho ainda a certeza de uma vida nova, numa casa nova, numa cidade nova.
Para começar do zero, hoje é um bom dia.

3.10.08

Missing cover


Depeche Mode, One Caress

Nunca fui grande entusiasta dos Depeche Mode.
Consumi muito moderadamente, pelo que nunca tinha ouvido esta música até hoje, até há 10 minutos mais precisamente.

Aqui estava eu a trabalhar, de nariz enfiado no monitor, ligada à terra (aka de phones a ouvir a Radar), quando literalmente paralisei a ouvi-la.
Como é que ninguém, até hoje, se lembrou de fazer uma versão a sério deste arrepiante diamante em bruto?
E agora vou voltar ao trabalho que já são horas e o tempo "ruge", como diz uma pessoa que eu conheço que consegue trocar todos os ditados e expressões populares!

16.9.08

Whistling mustard


Color is part of my life since i can remember and it's very hard for me to choose one...
But i really, really love mustard yellow.
Love it so much that my brand new workspace is covered with it.
Also have a new cell phone with lots of features (no, sadly it's not the iphone, i'm still a poor working girl).
If you listen to
this ring somewhere near you, beware, it might be me. :-p

11.9.08

2+1/2y


Começa a parecer mais menina e menos bebé.
Dá saltos, corre, canta e dança, fala pelos cotovelos, brinca, brinca, brinca, imagina situações muito cómicas e imita outras tantas.
Surpreende-nos diariamente com conclusões inesperadas para uma cabecinha tão pequenina ainda. Muitas delas demonstram na perfeição conceitos que eu pensava que só iam chegar mais à frente.
Ah, e tem um sentido de humor muito apurado e umas gargalhadas que põem toda a família a rir também.


Nuno Prata, Alice ri-se

1.9.08

Telegrama

Feliz.
Hoje.
10 anos.
É muito tempo.

Nunca devemos esquecer nada.

12.8.08

11.8.08

2y+5m [9:25am] + Perfect strangers #2


A Alice comprovou mais uma vez a minha teoria de que os estranhos podem mesmo ser perfeitos: enviou prendas-surpresa para mim e para
a homónima-mini, que vai delirar!

ps.: os desenhos da sua mini-menina (já não tão mini assim) foram uma colaboração preciosa, quem me dera saber fazer galinhas e vacas de uma forma tão realista!

30.7.08

Handmade



Feitas por encomenda, à medida de gosto e tamanho pelo José Machado, chegaram pontualmente aos meus pés.
De uma perfeição e conforto extremos, passearam durante um dia inteiro em modo pantufa (aka sem bolhas nem qualquer espécie de incómodo), foram elogiadas pelas mais variadas faixas etárias e têm um curioso efeito hipnotizador na rua (com as pessoas a virar a cabeça, com certeza a pensar: onde é que as terá comprado?)
Pois aqui fica então: podem ver vários modelos aqui (onde também está o contacto telefónico muito útil) e encomendar nas mais variadas formas, feitios e cores!

ps.: retomei há pouco tempo os ensinamentos crocheteiros da minha avó paterna (se eu fosse menos irrequieta quando era pequena, talvez tivesse aprendido mais coisas) concluindo, mais uma vez, que a memória é uma coisa prodigiosa e que basta puxar a pontinha do fio para vir tudo ao de cima outra vez, clarinho como a água.
Just like riding a bike.

21.7.08

A menina dança


PJ Harvey + John Parish, Is that all there is?

Nunca me hei-de esquecer desta música cantada pela Vera Mantero. Se puderem vê-la ao vivo, não percam. A menina dança, mas também canta e bem.

ps.: ainda sobre o post anterior: não costumo ter instintos violentos, e estou por isso bastante satisfeita por não ter que voltar a ver o pediatra, que depois de me aconselhar a não dar a vacina da varicela à minha filha, debitou telefonicamente (e com ar de enfado) que lhe desse um xarope anti-histamínico e benuron, e mais nada! Grande besta!


17.7.08

Chicken pox

Não vou dizer aqui o que realmente me apetece
(para não chocar mentes mais impressionáveis)!
Vou apenas dizer que, a dois dias de deixar definitivamente
a creche por uma longa temporada
(até que eu me esqueça completamente do que é andar sempre com o coração na boca, mais precisamente!),
eis senão quando, tcharan, as p**** das borbulhas começam a aparecer como pipocas!
É o brinde para as férias e para que possa dizer que teve, realmente, o tratamento completo.
Ah, não, espera, ainda faltam os piolhos!
(é melhor não dizer isto muito alto, não vão eles começar a brotar aí à grande!)
Resta-me ouvir isto e respirar fundo e pensar que há coisas muito, mas muito piores e que, como tantas outras coisas na vida às quais acabamos por tornar-nos imunes:
you can't have it once you've had it!

11.7.08

2y+4m [9:25am]

Nina Simone, I wish i knew how it would feel to be free

10.7.08

To untangle


Now the sun's fading faster, we're ready to go
There's a skirt in the bedroom that's pleasantly low
And the loons on the moor, the fish in the flow
And my friends, my friends still will whisper hello
We all know what we know, it's a hard swath to mow
When you think like a hermit you forget what you know
And you are always on my mind
Palace, New Partner

9.7.08

Happy alone



This is what i have to do to keep me going, i guess that's what you do too.
There's no turning back now and that's why we try desperately to look right, although we're not.
You know it and i know it, but somehow that's not enough.

30.6.08

Long time, no post



• Contrariar a preguiça natural diariamente.
• Reabastecer generosamente as doses de paciência sempre que possível.
• Relativizar a importância de uma noite de sono.
• Aceitar que já não se tem tempo para tudo.
• Dar o devido desconto a quem não imagina o que é ter um filho e que acha que não tem tempo.
• Manter sempre os pés bem assentes no chão.

Apesar de toda a parte tão recompensadora, ser uma mãe disponível tem um lado muito difícil do qual ninguém fala. Existe um antes que nunca mais volta e, por muito que se pense que se está preparado, há sempre aquele nano-segundo em que se sente saudades de ter tempo.
Eu sinto, apesar de saber que nada faria sentido se não fosse assim.

16.6.08

50 & counting


Aimee Mann, Freeway

Qual Madonna, qual quê!
Esta é a cinquentona mais fixe que eu conheço!
E o vídeo?
Tem pessoas a dançar, claro!

12.6.08

Regra de ouro




Há coisas irrepetíveis e, quando já se esteve perto da perfeição, tudo o que vem depois corre o risco de ficar aquém das expectativas.

Já aqui tinha falado de como o concerto da Feist há 3 anos me tinha ficado gravado na memória como um dos melhores aos quais assisti. Pois.
O de ontem não foi mau, muito pelo contrário, mas não me encheu as medidas como esperava.
No entanto, chegar cedo recompensou-me com uma agradável surpresa: a banda de abertura, Lawrence Arabia, da Nova Zelândia, provou que não é preciso ser-se conhecido do público para se ser bem sucedido.
A postura e as boas músicas foram contagiantes, arrancando verdadeiras ovações da sala esgotada para o que vinha a seguir.
No regresso a casa, em modo meditativo, lembrei-me da seguinte frase (que não sei se é exactamente assim no original) e que é uma regra que eu já devia saber e aplicar há muito tempo:
nunca devemos voltar ao sítio onde fomos felizes.

11.6.08

2y+3m [9:25am]



Cada vez mais independente, já não tem medo de andar às cavalitas, nem de andar de baloiço ou de escorrega sem ajuda.

Hoje, ao contrariá-la, disse-me uma coisa que nunca ouviu em casa (ai que maravilha as creches!):
– Nhão góshto de ti, mamã!

Eu sabia que este dia ia chegar, mas não o esperava tão cedo...

6.6.08

Free (from Iceland)


Sigur Rós, Gobbledigook

Sempre gostei deles moderadamente e sempre achei os vídeos melhores do que as músicas (no sentido em que são todos geniais, e as músicas nem tanto).
Ora desta vez, tanto o vídeo como a música me impressionaram de tal forma que resolvi partilhar.
A boa notícia é que podem descarregar a música inteirinha do site dos meninos em troca do vosso emailzinho.
ora ide lá, por obséquio!

ps.: Isto não vos dá vontade de tirar a roupa e ir fazer o mesmo para qualquer lado longe de tudo?

30.5.08

Change the ground beneath your feet frequently



A Marta, daqui, não só faz saias lindas (e blusas e casacos e vestidos e muitas coisas mais) como também dá bons conselhos musicais personalizados.
Ontem deixou este no post aqui de baixo e gostei tanto que resolvi partilhar:


Baz Luhrman, Everybody's free (to use sunscreen)

27.5.08

Such a perfect day



Yesterday started with me quitting my job, the first of many steps to a brand new reality.
It ended with Cat Power's concert (You are free would have made a lot of sense, but she almost didn't leave track from Jukebox) and some rain to clear my mind on the way home, while humming this song she covered and which i've always loved:


Smokey Robinson, Tracks of my tears

22.5.08

Faraway, so close #1



I'm having a party but you're not invited
Pizza and fizzy-pop it's all so exciting
Sardines and musical chairs
What a shame that you're not here
'Cause you're not my friend anymore
Emmy, The Great, My party is better than yours

12.5.08

This is how the story goes



I remember that time you told me you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
'Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet

Oh I could drink a case of you darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet
Joni Mitchel, A case of you

11.5.08

2y+2m [9:25am]



Oh, I do believe
In all the things you say
What comes is better that what came before
Cat Power, I found a reason