Duas regras a ter bem presentes: 1. aquila non capit muscas (a águia não se entretém a apanhar moscas) 2. gasta as tuas palavras com quem realmente as merece
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Two rules that i must keep in mind: 1. aquila non capit muscas (the eagle doesn't waste time catching flies) 2. use your words with the ones who really deserve them
Com esta inesperada vaga de calor (que mais se assemelha a verão do que a primavera), resolvi mostrar um dos modelos dos colares em que tenho andado a magicar. Chama-se loop e é um colar multifuncional que pode ser usado de várias formas, com diversos comprimentos à medida do gosto de quem o usar. Pode usar-se na versão comprida, dupla, ou tripla (por exemplo nas manhãs/noites mais frias) e é uma das peças da minha marca de primavera/verão cooler. Podem ver mais aqui.
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With this sudden and unexpected heat (that most resembles summer than spring), i've decided to show you one of the necklace models in which i've been working on. It's called loopand it's a multi-functional necklace that can be worn in several ways and lengths according to the owner's will. It can be worn in the long, double or treble version (for instance in cold mornings/evenings) and it's one of the pieces from my spring/summer brand, cooler. See more here.
Podia escrever aqui todas as baboseiras que normalmente se escrevem acerca dos filhos, mas não vou fazê-lo porque sou demasiado humana (com tudo o que isso tem de bom e de mau) para a perfeição. E como não sou uma pessoa perfeita, também não sou uma mãe perfeita, mas sou de longe melhor mãe do que alguma vez pude imaginar conseguir ser, apesar de tudo. Porque me esforço. É um wip permanente, perene. E isso custa todos os dias. Muito. E a vida real da maternidade não é aquela coisa melosa de que muita gente fala e apregoa como se fosse verdade. Decidi há algum tempo deixar de acompanhar a vida de pessoas que insistem em mostrá-la sem falhas, erros, enganos – o que lhe queiram chamar – porque ficava a sentir-me uma incapaz perante tanta perfeição junta. Não, não se tem paciência, nem se consegue fazer bem, nem estar 100% disponível todos os dias. Falha-se. Falha-se muito e aprende-se com isso. É enriquecedor? É. Torna-nos pessoas melhores? Sim. Mas exige que muitas vezes se vá buscar forças onde parece não haver e há dias em que é extenuante e que se pensa "mas onde é que eu estava com a cabeça quando me meti nisto?"... Acho que não deve haver nenhum pai nem mãe que nunca tenha pensado nisso durante pelo menos um micro-segundo! Mas depois olho para ela e penso em tudo o que aprendi nestes três anos e nas minhas características rombas que conseguiu tornar mais suaves. E na sorte que tenho em ter uma filha perfeita, inteligente e tão alegre. Será redundante dizer que cresceu. Num instante. E que tenho saudades de quando era bebé, apesar de ainda não ser grande – apesar de todas as noites sem dormir, da exaustão, de alturas de quase desespero – porque me lembro do abandono em que dormia ao meu colo e era a minha bebé, porque agora sei que devia ter aproveitado melhor. Porque cresceu, num instante. E a partir de agora vai deixando de ser minha de dia para dia, cada vez mais independente e autónoma, cada vez mais depressa. E eu, cada vez com mais cabelos brancos e a sentir o tempo a passar por mim, cada vez mais depressa, vou gostar de olhar para ela e pensar que fiz alguma coisa bem.
I have not enough words to say how much i love Jens Lekman songs and lyrics. Yesterday, while listening to my mp3 player in shuffle mode (when walking back home), i stopped walking when i heard this one. As i kept singing it today i thought you should listen to it too.
People are like songs, it's true Some seem dull at first, but then they grow on you Me, i’m like "Can’t get you out of my head" Annoying at times, but I make you want to dance Hello Saferide, I Wonder Who Is Like This One
Ainda em fase de protótipo, e com alguns ajustes a fazer, este modelo de colar multifuncional tem fortes probabilidades de passar a estar à venda em breve. Faço, desfaço, refaço, pondero, desmancho, refaço. Em loop, até acertar. Ando assim, a planear novidades para dias menos frios. --- Yet in a prototype basis and with some adjustments to make, this model of multi-functional necklace faces strong possibilities of being available for sale soon. I make, then undo, then redo, ponder, then undo, then redo. In loop, until i get it right. That's what i'm doing, planning new things for less cold days.
Elvis Perkins in Dearland, While you were sleeping
Há cerca de duas semanas descobri este Elvis. Parece a versão revista e actualizada do John Lennon com os óculos redondos e é (era) filho de Anthony Perkins, o actor (não sei já ouviram falar dele?). Com dois ícones a apadrinhar podia sair disparate, mas não. O disco chama-se Elvis Perkins in Dearland e recomendo vivamente.
--- A couple of weeks ago, i discovered this Elvis. He looks like the nowadays version of John Lennon with the round glasses and is (was) Anthony Perkins – the actor – son (ever heard of him?). With two icones supporting him it could have been very easy to disappoint, but he didn't. The record is called Elvis Perkins in Dearlandand i strongly recommend it.
Ao princípio era uma ilha. Em seguida o conhecimento de tudo: infância e adolescência. Depois venho por sobre as águas, caminhando em cima das águas sem me afundar. Chego a Lisboa. Portugal é um mapa: vou daqui para ali; não gosto. E a Espanha, a França, a Bélgica, a Holanda. (...) A Holanda é uma monarquia com vacas devagar para cá e para lá. De repente não se tem nada a ver com aquilo. Acabou-se. E a América do Sul? Lá iremos. É porque pode acontecer que um lugar qualquer esteja à espera. Não se deve deixar que o lugar envelheça. Herberto Helder, Photomaton & Vox
O conceito do pay-it-forward é muito simples: se alguém tem alguma boa atitude em relação a nós, a regra a cumprir é fazer uma coisa igualmente boa por outra pessoa. Comentei o blog da Z., o que quer dizer que vou receber 1 prenda e, como aceitei o desafio, ofereço agora às primeiras 3 pessoas que se comprometerem a fazer o mesmo no seu blog/flickr, uma surpresa feita à mão por mim (que enviarei nos próximos 6 meses). Alguém interessado?
>> Update: como podem ver ali em baixo, os primeiros 3 candidatos são a mimiko, a on satage, e o cbinteriores! Por favor enviem-me um e-mail para rita.wooler@gmail.com para podermos falar. Obrigada a todos os que participaram! ...
The pay-it-forward concept is very simple: if someone has made something nice for you, you'll do something nice for someone else. I commented in Z's blog, and this means i am in for a treat... and as i accepted the challenge i'm now offering the first three people that commit to do the same in their blog/flickr, something handmade by me (that i'll send within the next 6 months). Anyone interested? >> Update: as you can see down there, the first 3 candidates are mimiko, on satage, and cbinteriores! Please send me an e-mail to rita.wooler@gmail.com so we can talk. Thanks to all who have participated!
... but a small town girl (with multiple choices): 1. exhausted after a day filled with crappy experiences 2. with an unexpectedly long hair since ever i can remember 3. completely addicted to this song
I'm still recovering from the singer's lack of rythm and i can't get over the fact that such a good song has been murdered this way. Man! What a shitty video.
* or how to make me not want to listen to this again.
Parece que tenho que fazer uma lista com 16 coisas sobre mim... Há uns tempos enumerei umas quantas características estranhas que me definem de alguma forma e agora vou (re)editar algumas das que mencionei nessa altura e acrescentar outras. Toca a apertar os cintos e preparar para descolar! 1. confio genuinamente nas pessoas (o que já me deu grandes dissabores, mas que também já me revelou uma série de estranhos perfeitos que passaram a pertencer à minha categoria das pessoas preferidas – aka amigos). 2. se pudesse andava sempre a pé, as longas caminhadas ajudam-me a pôr as ideias no sítio (com banda sonora, então, são a terapia perfeita porque a música é uma das coisas sem as quais não consigo passar). 3. sou uma incorrigível shoeholic! (facto que é responsável pelos dois pontos que se seguem). 4. observo fixamente os pés das pessoas que caminham à minha frente e sinto-me tentada – embora nunca o faça – a avisá-las quando se esqueceram de tirar a etiqueta do preço ou do alarme da sola. 5. sonho com o dia em que vou ter uma loja de sapatos/sapatilhas (ando a trabalhar para isso). 6. quando era pequena queria ser bailarina, hoje em dia trocava o que faço profissionalmente por cortar cabelos, por exemplo. 7. tenho uma intolerância quase visceral a todo e qualquer tipo de mentiras (até mesmo as mais piedosas) e/ou omissões. 8. sou a personificação do monstro-das-bolachas, o meu bolo favorito é o palmier simples (mas também adoro laços) e como pastéis de nata com colher desde que me lembro. 9. gosto de fazer anos e também de assinalar o meu "meio-aniversário" mas, curiosamente, nunca organizo nenhuma festa comemorativa. 10. tenho uma estranha atracção por estendais de roupa, daqueles que se vêem na rua, e nos quais as pessoas expõem a sua intimidade sem se dar conta. 11. detesto andar de avião porque enjôo e desenvolvi uma espécie de claustrofobia que não me acontece em mais lado nenhum, mas como adoro viajar tomo sempre comprimidos para o enjôo (que dão uma certa sonolência e suavizam a coisa). 12. largo tudo o que tiver nas mãos e tapo os ouvidos sempre que passa uma ambulância ou carro dos bombeiros, ou qualquer veículo que tenha sirene. 13. tenho pavor de borboletas nocturnas, aranhas e todos os invertebrados rastejantes que se movam depressa (pavor talvez não seja a palavra certa... aversão total, pronto!) 14. durante muitos anos fui uma maria-rapaz e nunca vestia saias, hoje em dia são uma das minhas peças de roupa preferida (também gosto de casacos e de golas). 15. gosto de ajudar as pessoas e fico radiante quando consigo (às vezes de forma tão simples que não consigo perceber quem não se dá ao trabalho de fazer o mesmo). 16. tenho medo de não ter tempo de ver a minha filha crescer (mas descobri recentemente que a minha garantia foi prolongada, viva!).
Obrigada a todos os que deixaram um comentário! Ajudaram-me realmente a chegar ao nome da minha nova marca: wooler. Estou radiante por a maioria das pessoas ter gostado das golas e dos nomes que escolhi. E ainda estou espantada por ter tido tantos comentários e encomendas. Ena! A Alice foi a primeira pessoa a sugerir a marca por extenso, sem o ® e, por isso, ganhou uma gola! No entanto, houve sugestões bastante inspiradas que me fizeram soltar umas gargalhadas. Por isso, se alguma vez usar algum desses nomes, quem os sugeriu ganhará também uma gola. Entretanto, todos vocês ganharam um desconto de 10% na vossa primeira encomenda. Podem contactar-me aqui: rita.wooler@gmail.com. E agora, se me dão licença, tenho um logo e tudo o que com ele está relacionado para fazer. Terei novidades em breve!
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Thanks to you all who have posted a comment! You really helped me to figure out my new brand's name: wooler. I'm really happy that most people liked the cowls and the names i've chosen. And i'm still amazed that i had so many comments and orders. Wow! Alice was the first person to suggest it without the ®, so she's won a cowl! There were some really inspired suggestions though, that made me have a good laugh, so if i ever use them, the one's who suggested them will win a cowl too. Meanwhile, you all won 10% off in your first order. You can contact me here: rita.wooler@gmail.com. And now, if you'll excuse me, i have a logo to develop and lots of other related things to do. You'll hear from me soon!
Preciso da vossa ajuda! Passo a explicar: tenciono vender estas (e outras) novas golas de crochet nas quais tenho estado a trabalhar. São feitas numa lã vintage portuguesa especial (numa edição limitada, uma vez que já não se fabrica). Cheguei a um nome para a marca: wool® (leia-se wooler) que não sei se é suficientemente bom... estou com algumas dúvidas. Por isso, o que vos peço são as vossas opiniões/críticas/ideias para o nome da minha marca e também para os nomes das golas (gosto bastante dos que arranjei, mas todas as sugestões são bem-vindas). Em troca, ofereço ao vencedor uma gola origami ou siamese à medida de gosto cromático e a todos os participantes um desconto de 10% na sua primeira encomenda. Para se inspirarem, podem ver mais fotos de como se podem usar aqui. Ambas as golas são unisexo, por isso não sejam tímidos e deixem o vosso comentário até 2.ª feira 4.ª feira ao final do dia. Obrigada.
> o concurso terminou. o vencedor será anunciado amanhã. ---------- I need your help! Here's the thing: i intend to sell these (and other) new crochet cowls i've been working on. They're made in a special vintage portuguese wool (in a limited edition because this wool is no longer being produced). I've come to a brand name: wool® (read wooler) but i don't know if that's a name good enough... i'm really having second thoughts. So, what i'm asking from you are your opinions/critics/ideas to my brand name and to the cowls names (i pretty much like the one's i've come up with, but i'm open to suggestions). In exchange, i will give the winner an origami or siamese colour customized cowl and to all other participants a 10% discount in their first order. To get some inspiration, you can see more pictures of how to use them here. Both cowls are unisex, so please don't be shy and leave a comment until monday wednesday by the end of the day. Thanks.
> The contest is over. I will announce the winner tomorrow.
*ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.
De repente tudo deixa de ter importância a não ser isto. A sintomatologia atípica, os vários diagnósticos possíveis, a espera, a possibilidade de as notícias não serem boas, a angústia de ser agora ou entretanto. É assim, de repente, que faço a pergunta que nunca nos tinha passado pela cabeça. E tenho medo da resposta.
It was a pretty good year. I've quit my job after 9 years, moved to another town and finally have taken control over my life again. It all changed for better in so many ways that i'm still amazed with all the possibilities that only made part of my dreams for a long time and are now real. I recovered lots of things, including some spare time to put in practice all the crochet stuff that i learned when i was a little girl. And i finally stopped feeling the homesickness that haunted me for years: home is where the heart is and mine was too far away.
Este ano não tive tempo nem paciência para compras. Assusta-me a febre repentina que, num contágio galopante, transforma as pessoas em formigas com poder de compra (quando no fundo apenas têm poder de endividamento). A entrada nas lojas torna-se um exercício curioso quando se observa segundo este ponto de vista imune. Comprei apenas aquilo que não consegui fazer, ou porque já não tinha tempo ou porque não era adequado ao destinatário.
ps.: acho muito engraçado que de todos os leitores do blog, os 4 seguidores permanentes sejam homens. Para vocês meus sanchos :-D aqui fica a música de natal mais gira deste ano (All i want for Christmas, dos Yeah Yeah Yeahs) como agradecimento singelo pelo vosso interesse. Bom natal e voltem sempre.
Dantes partias a loiça toda. Agora, do cimo da tua maturidade mal acabada e que só impressiona quem não te conhece, a costela provinciana pseudo-chique fala mais alto e as palavras que te saem da boca nem parecem tuas. Como um playback mal feito. Prefiro ficar em casa, descalça e de vassoura na mão, a limpar e a colar tudo o que partires. Posso fazer cmd+z?
Esta manta foi começada há meses e só agora me decidi a acabá-la de vez. Talvez a ponha à venda. Ainda ando a pensar se consigo separar-me dela depois de tanto trabalho. Tenho esta terrível característica (para não lhe chamar defeito) de não conseguir separar-me das coisas. Gostava de saber como é que quem faz e vende coisas por sistema se consegue distanciar das suas peças únicas.
Lembro-me disto. Do frio no estômago, do tremor nas pernas, da sensação de vertigem, (das conversas longas e tardias, dos dias de praia, das noites de praia, das coisas simples, das coisas complicadas, da presença ininterrupta, da falta ininterrupta, dos telefonemas longos com boas, más e nenhumas notícias, de como tudo parecia ser eterno apesar de ser efémero, de como se tornou insubstituível até se tornar indiferente). Lembro-me do princípio e, ainda, do fim.
Et voilà, o extraordinário resumo da intemporal condição feminina por uma menina que ainda não tem três anos. Preparava-se para ir com o pai a uma loja ver esquilos e uma doninha. Já estava vestida quando percebeu que eu não tinha o casaco vestido: – tu nhão beins? – não. – nhão? – eu não posso ir, tenho que fazer o jantar. vão vocês os dois! (e sorri para ela) ficou com um ar pensativo e depois disse num tom pesaroso: – paiéches a gata buaieira... shempe, shempe a tabaiáe!
Hoje sonhei com a tua morte, aliás, com a notícia da tua morte. Passei a noite e a madrugada às voltas na cama a debater-me para que o cenário mudasse. Para não permanecer na escuridão e no vazio da vida que se me apresentava sem ti. Que ridícula, eu. A tua morte anunciaste-ma tu há muito tempo, voluntariamente, enquanto voltavas à vida noutros braços mais frescos, menos exigentes e desconhecedores do teu enorme ego. A tua irreversível ausência já se fez anunciar há muito tempo e eu tenho bem presente que apenas te passeias como um zombie no mundo dos vivos onde eu ainda habito. Quase como numa realidade paralela. Ou como se fossemos duas rectas que, contrariando a regra, não se cruzarão no infinito.
Today was my unlucky day i broke the swing down by the lake and i fell into a hole that someone had dug deep deep deep down through the mud and i was falling through the centre of the earth and i'm wondering how does this thing gravity work? because i think i must be halfway there will you stop me now before Australia? Slow Club, Sunday
Acho piada a esta rapariga e ao facto de não se levar muito a sério. E porque estou eu a falar dela, perguntar-se-ão vocês! Pois bem, outro dia no carro, mais uma vez (tenho saudades de andar mais a pé), passou uma nova música do Gavin Rossdale (que é o marido) anunciada como sendo a última maravilha do éter. Cruzes canhoto! Que música horrorosa, com aquele reverb manhoso na voz. A chamada musiquinha de ir ao morango (expressão muito antiga, vintage mesmo, usada pelos meus amigos e por mim para classificar aquelas baladas foleiras que não lembram ao menino jesus, mas que vá lá saber-se porquê, caem no goto e lideram tops)... E eis que me lembrei dela, da oxigenada mas talentosa Gwen que, apesar de ter uma estética um bocado duvidosa por vezes, conseguiu criar uma imagem coerente e sólida e tornar-se numa espécie de ícone. Acho-lhe piada. A ela e a esta música, à qual o Pharrel Williams deu o toque de Midas.
ps.: Este vídeo foi o único que encontrei completo. Está censurado (e isso irrita-me) e o som é mau, mas é melhor do que nada.
*ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.
A hall of records, or numbers, or spaces still undone Ruins, or relics, disciples and the young Light touched my hands, in a dream of golden skans From now on, you can forget our future plans
Não ouvia esta música há anos. Hoje ouvi-a inesperadamente numa viagem de carro e apercebi-me de como, apesar dos anos todos que passaram, continua a ser tão intemporal e de que (é lixado mas é verdade) estamos todos a ficar velhos.
Ontem, a minha filha (que tem 2 anos e pouco mais de meio) sentou-se ao meu colo enquanto descarregava umas imagens da máquina. Ao ver a thumbnail desta imagem no meio de outras disse muito contente: – óia! um carro! – onde é que estás a ver um carro? – (a apontar para a foto) é o nósho mamã? – (eu ainda a recuperar do facto de ela perceber que esta imagem, completamente descontextualizada, é uma parte de um carro) não, não é o nosso... – não? – não, o nosso não é preto, é cinzento. – ah, poish é! E dei por mim a perceber uma vez mais que aquela cabecinha funciona sempre mais depressa do que eu consigo imaginar e que tem um poder de observação que ultrapassa tudo o que eu achava (talvez por inexperiência pura e dura) possível para esta idade.
Comprei-as num saldo (porque o preço normal é obsceno) há 3 anos. Aguentaram 1 gravidez e consequentes oscilações de peso, e muitas (mas mesmo muitas) caminhadas. Continuam a parecer novas. Recuperei-as da caixa onde estavam guardadas há um Inverno porque me mudei para uma cidade com temperaturas mínimas negativas (já não me lembrava de que aqui faz tanto frio...) e com máximas baixas demais para o meu termóstato. Não são especialmente bonitas nem elegantes mas são, neste momento, as minhas botas preferidas (ao ponto de não ter vontade de as descalçar). Chamam-se UGG e são australianas.
ps.: existem imitações muito perfeitas, made in china, que se fazem passar por originais, substancialmente mais baratas, mas que não têm a qualidade original. Por isso, se quiserem comprar umas, certifiquem-se de que não estão a pagar lebre e a comprar gato.
(...) The starmaker says it ain't so bad The dreammaker's gonna make you mad The spaceman says everybody look down It's all in your mind (...) And you know i'm fine, but i hear those voices at night Sometimes, they justify my claim And the public don’t dwell on my transmission Cause it wasn’t televised
But it was the turning point Oh, what a lonely night The Killers, Spaceman
Um Mundo Catita, a mini-série de 6 episódios do Manuel João Vieira (Ena Pá 2000 e Irmãos Catita), vai estrear na RTP2 no domingo (amanhã) às 23h40. Imperdível.
Do you think that you don't care about me? You're wrong. If i disturb you, what about it? You keep me hanging on to life. (...) London! The way you hate me is better than love, And i'm head over heels London! The way you want to get rid of me, Makes me weak in the knees Frida Hyvönen,London!
De todos os sítios onde já estive (e a lista já vai sendo longa), Londres é de longe a minha cidade preferida. Não me perguntem porquê, não consigo explicar. A primeira vez que lá estive senti-me em casa, parecia estar a voltar a um sítio que me era estranhamente familiar. Não acontece em mais lado nenhum. Apesar da chuva intensa dos 3 primeiros dias, foi uma das melhores viagens de sempre. Há músicas que também têm o mesmo efeito em mim. Que oiço em repeat até me fartar. Acho que há partes do meu coração que só voltam a funcionar perante isto. A adrenalina, os nós no estômago, as pernas pouco firmes. O estímulo eléctrico de que necessita para acordar. Todos os meus regressos dão sempre direito a um suspiro profundo (que às vezes nem sequer é palpável) como se me fosse mesmo vital voltar ali.
Se alguém me tivesse dito: – um dia vais gostar de uma série com vampiros e sangue e violência comó caraças. eu teria respondido – tás maluco! Mas o Alan Ball já tinha conseguido agarrar-me a uma sobre a morte e funerais (temas que não são propriamente da minha eleição), portanto devia ter percebido que o que viesse a seguir, seguindo obviamente a veia tétrica e negra, me iria prender e que a fasquia não baixaria. E se o genérico do Six Feet Under rondava o génio, o do True Blood não lhe fica nada atrás. E é por isso que agora passo os dias a cantarolar I wanna do bad things with you. (apesar de tudo, continuo a achar que o Six Feet Under era menos previsível e mais desconcertante do que o True Blood, que por vezes é um delírio um bocado excessivo com um vampiro demasiado humano e uma donzela demasiado segura... mas com um southern accent muito bem feito)
Junta-se uma parte de Strokes e uma parte de Los Hermanos num shaker, et voilà: surgem os Little Joy. Tenho ouvido este disco (quase) ininterruptamente. A minha música preferida é a Don't watch me dancing que podem ouvir aqui juntamente com outras duas.
ps. Ora vamos lá perder a vergonha: se quiserem ouvir o disco todo, podem deixar 1 comentário com uma forma de contacto (mail) para eu poder dar as indicações do mapa do tesouro.
Não tenho sorte em concursos, sorteios, jogos e afins. Mas, para contrariar esta máxima que eu, ranzinza, gosto de carpir, não é que me calharam a mim os 7 postais da Vera? Tinha que documentar a coisa para nunca mais me esquecer, não fosse daqui a uns tempos o meu eterno e recorrente pessimismo atacar em força e continuar com a ladainha costumeira do: – ai, não tenho sorte nenhuma! ou – ai, nunca ganhei nada! e – re-béu-béu (não sei se esta expressão é "escrevível", mas agora fica assim). Ora, então, agarrei na minha almofada preferida comprada a esta menina e aproveitei o pseudo-dia-de-folga (porque agora sou eu que o declaro) para fotografar e agradecer: Obrigada Vera. És mais um valioso elemento a entrar para minha lista de estranhos perfeitos.
Tenho uma confissão a fazer: daquela vez em que fiz uma lista sobre todas as coisas estranhas sobre mim, esqueci-me de uma muito importante. Passo a explicar: chamo-me Rita porque a minha mãe achou que só iria dar-me nome depois de olhar para a minha cara. A verdade é que podia perfeitamente chamar-me João André, se tivesse nascido com uma peça extra e, até a minha mãe pousar os olhos em mim, esteve na calha o nome de Joana Maria ou Maria Joana (este último ter-me-ia tornado alvo de verdadeira tormenta e chacota, obrigada mãe por essa mudança de última hora). Como ainda pertenço à geração em que toda a gente tinha dois nomes (o 2.º ficava de reserva para as conversas sérias e ralhetes) acabei por receber como 2.º o nome Maria, nome pelo qual (e em exclusivo e que me lembre) fui tratada apenas por uma pessoa até hoje. Também podia ter sido Maria Rita, mas ficou o Rita Maria (e ninguém me trata pelos dois nomes, a não ser um certo pingente de dois anos e meio, de vez em quando). Rita. A minha mãe fez a escolha certa. Gosto do meu nome, acho que me assenta bem e não me imagino com outro. Deve ser por isso que todas as músicas que o tenham algures na letra me ficam no ouvido e no coração, mesmo as mais pirosas. Pronto, feita a confissão, aqui fica uma lista das músicas por ordem de preferência: 1. Rita Jeep, Jorge Ben 2. A Balada da Rita, Sérgio Godinho 3. A Rita, Chico Buarque 4. Samba que nem Rita à Dora, Seu Jorge 5. Lovely Rita, The Beatles 6. Maria Rita, Duo Ouro Negro (sim, eu disse pirosas também!)
ps: se alguém que por aqui passe conhecer mais alguma e queira contribuir para o aumento da lista, a gerência agradece!
Não sou muito dada a comentários políticos nem a preferências partidárias, mas não podia deixar de assinalar a histórica e esmagadora vitória eleitoral de Barack Obama. Espero que consiga mudar a América e o mundo. Yes he can!
They will see us waving from such great heights "Come down now," they'll say But everything looks perfect from far away "Come down now," but we'll stay
I've tried my best to leave This all on your machine But the persistent beat Sounded thin upon listening Iron & Wine, Such great heights (Postal Service's cover)
They're always writing songs about a summer love that never seems to last beyond the fall but i've a different reason for crying this season a reason that can hurt you most of all
i didn't have any summer romance nobody bothered to break my heart in two while others were fooled by the sweet words someone vowed i was the one who made company a crowd i didn't walk down the beach in a trance or listened to little white lies that sounded true and no one could be as blue as i was in the fall 'cause i didn't have any summer romance at all Simone White, I didn't have any summer romance
Ainda bem que o tempo passou e o amor que acabou não saiu. Ainda bem que há um fado qualquer que diz tudo o que a vida não diz. Ainda bem que Lisboa não é a cidade perfeita para nós. (...)
Gabriella Cilmi, Nothing sweet about me *ou como manter a alegria na lida da casa (sem o sala na telefonia) com músicas que eu não poria no meu leitor de mp3 mas que, vindas do rádio, até nem soam nada mal.
Desenganem-se aqueles que, como eu, pensavam que os Deolinda eram mais um sub-produto do fado. Não são. Nem são um hypezinho . São outra coisa muito melhor, e não há uma única música no disco que não tenha vontade de ouvir em repeat. É por isso que, de há uns dias para cá, me auto-insulto baixinho de cada vez que me lembro que vêm cá tocar à terra no dia 23 e que eu deixei vender TODOS os bilhetes!
Ps.: Podem ouvir o disco todo, Canção ao lado, aqui.