
Muito se escreve sobre pedagogia e sobre as alturas adequadas das aprendizagens.
Eu tento acompanhar e digerir mas, como em todas as outras coisas pelas quais tento reger a minha vida, não gosto que me ditem regras nem que me digam que é proibido ou que tenho que me manter dentro da linha.
Nunca gostei de radicalismos, fossem eles quais fossem, nem de carneirismos, nem de psicólogos e pediatras a ditar regras como se fossem leis, esquecendo-se de uma coisa essencial que é para mim tão clara que não entendo sequer como se escrevem artigos de opinião ou livros, apenas com o fito do best-seller, a teorizar sobre um assunto esquecendo-se dela: todas as crianças têm necessidades diferentes, e cabe aos pais o bom senso de saber solucioná-las, colmatá-las, resolvê-las, entendê-las.
Elas não nascem programadas, não têm um botão on/off.
Para o problema A não existe a solução B, não são um problema matemático, nem uma equação e muito menos autómatos.
Quando eu era pequena entrava-se para a escola mais tarde, aprendia-se a ler mais tarde, não havia televisão como há hoje, nem dvd's, nem internet, nem tantas actividades disponíveis para as crianças, se bem que acho que tudo isso é bom com conta peso e medida.
O advento dos tempos modernos trouxe essas coisas todas e muitos outros estímulos, e ainda bem, o que faz das crianças seres muito mais atentos e desenvolvidos e mais participativos desde muito mais cedo na vida familiar, no mundo.
Hoje há quem defenda acerrimamente que as crianças devem apenas aprender a ler aos 7 anos. Que até aí devem apenas brincar.
Como se fosse uma regra inquebrável sob pena de trauma com sequelas irrecuperáveis para a vida.
Eu tenho uma criança de 4 anos que devora livros que finge que sabe ler, que quer aprender a ler, que decora o alfabeto, que tenta escrever e que eu não tenciono contrariar na sua intenção de aprendizagem.
A maternidade/paternidade e a vida em geral são um trabalho em progresso, com tudo o que isso tem de bom e de mau, com constantes adaptações necessárias.
Vi os meus pais crescerem nesse sentido e ultrapassarem limitações que lhes foram impostas, até numa questão de educação, para me verem feliz na minha vida até agora.
Considero isso um sinónimo de inteligência e de grande amor e espero conseguir fazer o mesmo em relação à minha filha ao longo da vida dela.

























