



© Nuno Andrade
Não sei se é da costela que tenho, vinda de Portalegre, Castelo de Vide e Escusa, mas o Alentejo exerce um fascínio especial sobre mim.
Há dois anos, ou mais, que não tinha um fim-de-semana de folga e nada melhor que um convite de amigos e um concerto, uma combinação já com vários meses, para uma pausa física e mental. Do itinerário fizeram parte Évora, Serpa e Moura, seguidos de uma escala em Lisboa, a caminho de casa.
Estava um calor abrasador que conseguimos quebrar com uma ida à praia fluvial da Mina de São Domingos e na maravilhosa piscina de Serpa.
Em Évora vimos uma exposição de uma coisa rara: desenhos do Francis Bacon, que sempre afirmou veementemente que não desenhava.
Em Serpa fomos ao Festival Noites da Nora, ver um concerto dos Diabo na Cruz que ao vivo superaram as minhas expectativas. O baterista foi arrebatador e o sentido de humor e a boa música, que ganha muito ao vivo, venceram o cepticismo da minha cara-metade.
E um dos momentos altos da noite aconteceu quando um cachorro subiu ao palco (obrigada Nuno por me emprestares a tua foto), passeou por lá e finalmente se aninhou e deitou e quase adormeceu ao pé de um dos monitores.
Depois do descanso, entreteve-se a roubar as garrafas de água ao B Fachada.
É sempre bom relembrar que as férias ou pausas cá dentro podem ser tão boas, temos que fazer isto mais vezes.




























