1.9.10

1+1=12



Podia escrever-te, mas prefiro que oiças.
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I could write it down, but i rather want you to
listen.

22.7.10

Alentejo, i ♥ you





© Nuno Andrade

Não sei se é da costela que tenho, vinda de Portalegre, Castelo de Vide e Escusa, mas o Alentejo exerce um fascínio especial sobre mim.

Há dois anos, ou mais, que não tinha um fim-de-semana de folga e nada melhor que um convite de amigos e um concerto, uma combinação já com vários meses, para uma pausa física e mental.
Do itinerário fizeram parte Évora, Serpa e Moura, seguidos de uma escala em Lisboa, a caminho de casa.
Estava um calor abrasador que conseguimos quebrar com uma ida à praia fluvial da Mina de São Domingos e na maravilhosa piscina de Serpa.

Em Évora vimos uma
exposição de uma coisa rara: desenhos do Francis Bacon, que sempre afirmou veementemente que não desenhava.
Em Serpa fomos ao Festival Noites da Nora, ver um concerto dos Diabo na Cruz que ao vivo superaram as minhas expectativas. O baterista foi arrebatador e o sentido de humor e a boa música, que ganha muito ao vivo, venceram o cepticismo da minha cara-metade.
E um dos momentos altos da noite aconteceu quando um cachorro subiu ao palco (obrigada Nuno por me emprestares a tua foto), passeou por lá e finalmente se aninhou e deitou e quase adormeceu ao pé de um dos monitores.
Depois do descanso, entreteve-se a roubar as garrafas de água ao B Fachada.

É sempre bom relembrar que as férias ou pausas cá dentro podem ser tão boas, temos que fazer isto mais vezes.

11.6.10

The saints are coming to town





Louis Armstrong and Danny Kaye, When the saints go marching in

8.6.10

Favorite places



Não é todos os dias que tenho a oportunidade de falar dos meus sítios favoritos.
Ou porque a rotina diária não o permite ou porque outros assuntos se vão sobrepondo ou porque a cabeça anda ocupada demais com preocupações urgentes e/ou pesadas.
A Miriam convidou-me, e foi bom ter que parar para pensar nisso, e é graças a ela que estou hoje no blog Handmade Europe a mostrar alguns dos espaços de que mais gosto da minha tão recente (mas tão antiga casa), e também a falar de alguns dos locais da minha cidade natal, para onde voltei há tão pouco tempo depois de ter dado uma espécie de grito do ipiranga e de ter mandado às urtigas uma série de convenções, e de outros sítios onde já estive e que me marcaram muito.

Obrigada também à Minna, que conduziu a entrevista, espero que gostem.

A loja cooler foi (finalmente!) actualizada com muitas das peças que fiz e com mais algumas que estão disponíveis na nova loja etsy (sobre a qual farei um post mais tarde).
Basta seguir os links assim que estiverem lá.


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It's not everyday that i get the chance of talking about my favorite places.
Either because my daily routine won't allow it, or because other issues will overcome it, or just because my head is too crowded worrying with heavy/urgent stuff.
Miriam invited me, and it was great just to take a break and think about it.
And thanks to her, today i'm at the blog
Handmade Europe, showing some of the spaces i like the most at my so recent (yet so old house), and also talking about some of the places at my hometown, where i've recently returned to after deciding to take major changes in my life, and about other places where i've been and that really made a difference in what i am today.
I also want to thank Minna, who conducted the interview, i hope you like it.

Cooler shop has (finally!) been updated with many pieces i made and some new that are available at my new etsy (about what i'll post later).
Just follow the links once you're there.

16.5.10

All on wheels


Muito se escreve sobre pedagogia e sobre as alturas adequadas das aprendizagens.
Eu tento acompanhar e digerir mas, como em todas as outras coisas pelas quais tento reger a minha vida, não gosto que me ditem regras nem que me digam que é proibido ou que tenho que me manter dentro da linha.

Nunca gostei de radicalismos, fossem eles quais fossem, nem de carneirismos, nem de psicólogos e pediatras a ditar regras como se fossem leis, esquecendo-se de uma coisa essencial que é para mim tão clara que não entendo sequer como se escrevem artigos de opinião ou livros, apenas com o fito do best-seller, a teorizar sobre um assunto esquecendo-se dela: todas as crianças têm necessidades diferentes, e cabe aos pais o bom senso de saber solucioná-las, colmatá-las, resolvê-las, entendê-las.
Elas não nascem programadas, não têm um botão on/off.
Para o problema A não existe a solução B, não são um problema matemático, nem uma equação e muito menos autómatos.
Quando eu era pequena entrava-se para a escola mais tarde, aprendia-se a ler mais tarde, não havia televisão como há hoje, nem dvd's, nem internet, nem tantas actividades disponíveis para as crianças, se bem que acho que tudo isso é bom com conta peso e medida.
O advento dos tempos modernos trouxe essas coisas todas e muitos outros estímulos, e ainda bem, o que faz das crianças seres muito mais atentos e desenvolvidos e mais participativos desde muito mais cedo na vida familiar, no mundo.

Hoje há quem defenda acerrimamente que as crianças devem apenas aprender a ler aos 7 anos. Que até aí devem apenas brincar.
Como se fosse uma regra inquebrável sob pena de trauma com sequelas irrecuperáveis para a vida.
Eu tenho uma criança de 4 anos que devora livros que finge que sabe ler, que quer aprender a ler, que decora o alfabeto, que tenta escrever e que eu não tenciono contrariar na sua intenção de aprendizagem.
A maternidade/paternidade e a vida em geral são um trabalho em progresso, com tudo o que isso tem de bom e de mau, com constantes adaptações necessárias.
Vi os meus pais cr
escerem nesse sentido e ultrapassarem limitações que lhes foram impostas, até numa questão de educação, para me verem feliz na minha vida até agora.
Considero isso um sinónimo de inteligência e de grande amor e espero conseguir fazer o mesmo em relação à minha filha ao longo da vida dela.

11.5.10

cooler at loja de estar




Há 2 (ou 4) novas peças da cooler na loja de estar.
Continua, na minha opinião, a ser um dos projectos mais engraçados que surgiu nos últimos tempos, e eu estou muito contente por fazer parte desta tão colorida colecção de primavera-verão.

Ora espreitem !

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There are 2 (or 4) new cooler pieces at
loja de estar.
This shop is one of my favourites and i'm thrilled for being part of this colourful spring-summer collection.

Go and take a look
there!

8.5.10

Safari

Acho que a razão pela qual gosto tanto de música hoje em dia tem uma relação directa com o facto de ter crescido a ouvi-la de uma forma natural, tal como bebia água, comia ou dormia. Desde o Franck Pourcel aos Abba, passando pelas Doce (fase em que exasperei a minha mãe quando aos 4 ou 5 anos esganiçava pela casa a cantar aquelas letras de encontros amorosos manhosos de madrugada) e toda a santa foleirada que foi apanhando boleia pelo caminho.
Mas a minha adolescência foi marcada por duas metades: a primeira, pelos Stone Roses, a segunda, pelos Pixies. E não me venham cá dizer coisas, porque continuam a ser duas das minhas bandas preferidas até hoje.

Juntamente com os Pixies, veio a adoração pela Kim Deal, sim, porque sem ela os Pixies nunca teriam saído da cêpa-torta, e as Breeders.
A música tem o poder fantástico (a par dos odores e dos sabores), de me transportar, assim com efeitos especiais e tudo, no tempo e no espaço, a uma velocidade vertiginosa, para sítios recônditos e esquecidos. Sem travão, nem mudanças, nem cinto de segurança, nem airbag. De repente já lá estou e não há mesmo nada a fazer, só esperar que a música acabe. Às vezes é doloroso, outras não.
Se consegui encontrar o primeiro disco dos Stone Roses em Londres há uns anos por um preço anedótico e vim de lá em êxtase, e foi um disco do qual nunca cheguei propriamente a esquecer-me, ontem, ao procurar umas músicas no youtube, dei de caras com um disco que me levou de volta uns bons 15 anos, ou talvez bem mais, com um belo sorriso na cara a acompanhar.
É um EP das Breeders com 4 músicas chamado Safari, lindo, e se a memória não me falha, ofereci-o em vinil à pessoa mais importante da minha vida na altura.
Pergunto-me se ainda o terá passado tantos anos...

Não sei como fui capaz de me esquecer disto, ora oiçam lá:










5.5.10

A simple story


O mundo é cada vez mais uma janela de oportunidades e mais global e está, cada vez mais também, à distância de um clique.
E foi através de um desses cliques (obrigada para todo o sempre Margarida!) que fui convidada pela curadora, Zoë Melo (TOUCH), para integrar uma exposição em Nova Iorque e é por isso que, neste momento em que escrevo, há seis peças minhas (infelizmente, eu já não cabia na caixa!) a caminho da exposição >INTER-CONNECTED<, que vai acontecer de 13 a 17 de Maio, durante a semana do Design de Nova Iorque, que reunirá designers brasileiros e portugueses, todos com o denominador comum do design sustentável como ponto de partida. Podem ver o convite e todos os participantes aqui.
Estou tão feliz como cansada, foram umas semanas de trabalho intenso, mas o balanço final leva-me a achar que vale sempre a pena arriscar e aproveitar quando há alguém que acha que o nosso trabalho é digno de aposta e merece ser mostrado no âmbito em que vai ser.
A cooler tem pouco mais de um ano, e pensar que vai estar representada numa exposição ao lado de nomes que admiro, e outros que conheci agora mas que têm trabalho com tanto potencial, deixa-me quase a levitar e com a certeza de que trabalhar muito me está a fazer avançar para realidades boas.
Como devem calcular, não tenho palavras para agradecer à Margarida, que com uma atitude absolutamente desinteressada, até porque nem nos conhecemos, despoletou uma coisa tão positiva para mim, nem à Zoë, pela oportunidade e pela aposta e pelo carinho todo que demonstra por todos aqueles com quem colabora, eu incluída, mesmo que seja uma colaboração tão recente.
Muito obrigada a ambas e a todos aqueles que repetidamente manifestam o seu apreço por mim e pelo meu trabalho.
Fazem com que tudo isto valha (muito!) a pena, sabem?

27.4.10

Y


Hoje, às 7.30 da manhã, a janela do meu quarto tinha a mesma relutância que eu em acordar, salvou-nos o sol.
Tenham um bom dia!

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Today, at 7.30 a.m, my bedroom window, just like i did, wondered why she had to wake up, we were saved by the sun.
Have a great day!

26.4.10

The distance



sometimes, i almost feel touched by you in the distance
it's a strange feeling, almost a scary one
it feels like we're connected in a strange cosmic way
though i'm the most ceptic person
i'm always paralised by it
and the one thing that makes it go away
is the certainty that this place you left in me is still so cold
and muddy and dead
and everytime i look down, all that i can see
is my shadow or a sad (and lonely) void

23.4.10

Tickets to what i need


The XX, Islands

Começaram por irritar-me a tal ponto que permaneceram intocáveis, literalmente, no meu itunes e ipod durante meses, até que por um feliz acaso do shuffle, os meus ouvidos voltaram a cruzar-se com eles e, desde aí, tem sido um amor em crescendo, como todos os grandes amores. Parece que o mal foi comum a muitas outras pessoas.
A tantas, que os bilhetes esgotaram antes de eu ter tido tempo de dizer: "ai, afinal sempre quero ir!". Entranharam-se-me de tal maneira que de cada vez que me lembro de que vêm cá dar uns concertos e de que eu não vou vê-los ao vivo, fico com um aperto no estômago, uma angústia e uma vontade de começar a insultar-me por ser uma indecisa (leia-se tesa!).
Eu sou movida a música, só não durmo a ouvi-la, e isto começa a tornar-se uma regra com as bandas que vêm, posteriormente, a tornar-se nas minhas preferidas. Primeiro, não consigo sequer ouvi-las e, algures no tempo, por um qualquer feliz acaso do destino, ficam a fazer parte da minha banda sonora para todo o sempre.

Dizer que darei um beijo na boca a quem me arranjar um bilhete para ir ver isto, pode parecer um bocado forte, mas a sério que é o que tenho vontade de fazer, especialmente depois de hoje ter visto este último vídeo da música que mais roda por aqui. Mas pronto, para não parecer verdadeiramente obcecada, vou ficar-me por um abraço. Dou um abraço apertado a quem me desencantar um bilhete (a um preço normal) para ir ver estas criaturas que eu demorei algum tempo a perceber que eram tão lindas.
Uma entrada por tele-transporte à super-herói, também serve!

16.4.10

Ofelia's almonds


A minha tia oferece-me estas amêndoas feitas por ela todos os anos.
No sábado, visitou-me na feira e levou-mas, como sempre, num embrulho muito especial.
Como todos os que provaram gostaram muito, aqui está a receita.
Bom fim-de-semana!

1 taça pequena bem cheia de miolo de amêndoa com a pele (não utilizar maior quantidade, devem fazer-se poucas de cada vez)
a mesma medida de açúcar amarelo (eu também hei-de experimentar com mascavado)
1 pinguinha (pouca) de água no fundo da mesma taça

Mistura-se tudo num tacho onde vão a lume brando, mexendo sempre. O açúcar derrete, fica num ponto líquido, fervilha, fervilha, até que vai secando, ao ponto de parecer que as amêndoas estão misturadas com areia, e tudo parece estragado, mas continua a mexer-se, até que o açúcar volta a começar a derreter e é aí que começa a envolver as amêndoas.
Não se deve deixar derreter demasiado, porque isso irá dificultar a posterior separação das mesmas.
É preciso ter muito cuidado porque o tacho fica mesmo muito quente.
É neste momento que se vertem para uma tarteira de pyrex ou pyroflan e, enquanto estão bem quentes, separam-se com 2 facas.

De seguida, e dentro do lava-loiças, enche-se o tacho com água fria (devagar para não "espirrar" água. Atenção, que se se fizer isso com o tacho ainda muito quente, emana vapor que pode queimar.
Todo o açúcar remanescente desaparece facilmente ao fim de uns bons minutos e, se não sair, enche-se com mais água, e acaba por conseguir-se limpar sem dificuldade.

13.4.10

Beautiful days



Poder passar o fim-de-semana ao ar livre no Jardim da Estrela é um privilégio raro, especialmente se parecer que o Verão chegou em Abril.
E foi o quão sortuda eu fui e, desta vez, juntamente com o meu trabalho, levei a minha família e foi mesmo perfeito.
Já tinha estado na feira duas vezes, mas esta tornou-se verdadeiramente especial uma vez que reencontrei pessoas de quem gosto e que já não via há 6 meses (como o Carlos, que é sempre tão simpático para mim, a Rita e a Rita, com quem gosto sempre tanto de conversar, e outras pessoas que conheci em edições anteriores), e também porque conheci ao vivo algumas das minhas pessoas favoritas do flickr e do facebook, e que sempre admirei muito. E tivémos tempo para nos conhecermos melhor. E divertimo-nos e comovemo-nos com os nossos filhos a brincar, a rir e a serem amigos como se se conhecessem desde sempre, tornando o nosso encontro ainda mais especial para nós.
Sorri todo o caminho de regresso a casa, ao lembrar-me de como foi divertido e refrescante o piquenique surpresa que a Virgínia e a sua linda família nos ofereceram (e para o qual tive apenas uma minúscula contribuição com os meus simples panos africanos) e como é tão bonita, simpática e calma; das gargalhadas contagiantes da Diane, do seu sorriso tão verdadeiro que começa nos olhos e acaba na boca, do seu modo simples e também das suas lindas meninas; e da boa disposição da Carla, que foi uma excelente companhia e que gostei de conhecer melhor.
A forma como passámos os dias foi mesmo especial e acho que os nossos muitos interesses em comum se tornaram ainda mais vastos e que nenhuma de nós vai esquecer o último fim-de-semana, e espero que ainda haja muitos mais para vir.
Eu sou uma pessoa simples e terra-a-terra (apesar de saber que há muito quem pense que eu devo ser uma pessoa altiva e distante, julgando-me apenas pelas imagens que publico para promover o meu trabalho, o que me deixa triste) e gosto de pessoas simples também. Assim como "quem vê cara, vê coração".
E, por falar nisso, fiquei muito sensibilizada pela Michelle, que me levou botões lindos como se isso fosse uma coisa sem importância, sempre dizendo que eu não tinha nada que agradecer. Sim, tenho muito que agradecer! Muito obrigada por seres tão simpática e generosa, fiquei mesmo contente.
Muito obrigada também à Débora (foi muito bom conhecer-te finalmente) e à Sónia por terem aparecido com os vossos lindos sorrisos estampados na cara.
E obrigada a todos vocês que foram lá só para dizer olá, e falaram comigo e disseram coisas bonitas e encorajadoras sobre o meu trabalho. Não vou fazer uma lista de nomes porque tenho medo de me esquecer de alguém e detestar-me-ia se isso acontecesse. Não fazem ideia de como me ajudam a prosseguir com esta – nem sempre fácil – coisa, chamada vida feita à mão.
Obrigada também à Florbela, Luísa e Mafalda por trabalharem tanto para tornar isto realidade mês após mês!

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Spending the weekend at the garden is a rare privilege, specially if it feels like summer in April.

And that's how lucky i was and, this time, along with my work i took my family, and it was so perfect.
I had been there twice but, this time, it became truly special since i got to meet again people i really like and hadn't seen in 6 months (like Carlos, who's always so nice to me, Rita and Rita, with whom i always love talking to, and other people i've met in previous editions), and also because i got to know in person some of my flickr and facebook favorite contacts, that i always admired so much. And we had the time to get to know each other better, and had fun and moved with our children playing, laughing and being friends like they'd known each other forever, making our meeting even more special to all of us.
I smiled all the way back home, remembering how fun and refreshing was the surprise-picnic Virgínia and her beautiful family offered us (and to which i only had the tiniest contribution with my simple african fabrics) and how beautiful, kind and calm she is, Diane's contagious laughs, true smile, simple way and beautiful girls and Carla's good mood and company (it was also really great to know her better).
The way we all got along was really special and i think our many interests in common got even bigger and that neither of us will forget last weekend, and i hope there are many more to come.
I'm a simple and down to earth person (although i know that many people think that i'm some kind of proud and distant person, judging me by the pictures i take from myself to promote my work, which really makes me sad) and i like simple people as well. Like what you see is what you get.
Speaking of which i was really touched by Michelle who brought me the most beautiful buttons like it was a minor thing, saying i had nothing to thank for. Yes, i do! Thank you so much for being so nice and generous, i was really touched and surprised and happy.
Thank you also to Débora (it was great to finally meet you) and Sónia for dropping by with a smile.
And thank you all that follow my work and went there just to say hi, and talked and said beautiful and encouraging things about my work. I'm not going to make a list of names because i'm afraid i would forget someone and i'd hate that to happen. You know who you are and have no idea of how you help me going on with this, not always easy thing, so called handmade life.
Thank you also to Florbela, Luísa and Mafalda for working so hard to make this happen month after month!

9.4.10

6 is a magic number


1. Facto do dia
Hoje estou a meio. Faço meio ano e, de repente, percebo que já passaram 6 meses e que daqui a outros 6 estou mais velha um ano. Eu até gosto muito do meu aniversário, mas estou com a estranha sensação de que alguém carregou no fast-forward sem me avisar.


2. Curiosidade parva
(que só prova que para desgraças de desbaste capilar, o melhor é tomar medidas drásticas)
O meu cabelo não vê uma tesoura há 6 meses e está, finalmente, a voltar ao normal!

3. Sugestão de fim-de-semana

Hoje rumo a Lisboa e vou estar, com as novas peças da cooler, na feira do jardim da estrela amanhã e domingo das 9.00 às 19.00 (precisamente após 6 meses de intervalo, que o inverno foi impiedoso em muitos sentidos).

Apareçam e digam olá! Todas as peças vão estar com 10% de desconto.

27.3.10

And now, for something completely different


Torta da Avó Luísa

6 ovos
igual peso dos ovos de açúcar
metade do peso dos ovos de farinha
marmelada a gosto para o recheio

Bater as claras em castelo, juntando uma colher de sopa de açúcar quando já estiverem quase batidas.
Misturar as gemas com o açúcar (menos a colher de sopa que se misturou nas claras) e depois a farinha. Envolver as claras, cuidadosamente, sem bater.
Untar uma forma rectangular com manteiga e polvilhar com farinha.
Leva-se ao forno pré-aquecido a 180° durante cerca de 25 minutos. Deve verificar-se a cozedura com um palito pois não deve cozer demais.
Humedecer ligeiramente um pano de cozinha e polvilhar com açúcar. Retira-se a massa da forma para cima do pano assim que saia do forno e barra-se a superfície com a marmelada (que pode ser previamente misturada com um pouco de água para ter uma consistência mais cremosa) e vai-se enrolando com a ajuda do pano.
Coloca-se numa tarteira.

Nota: podem cortar-se as extremidades ou rechear com qualquer outro tipo de doce mas, assim, será outra torta e não a da Avó Luísa.



Muffins de chocolate

1 tablete de chocolate de 200g
200g de farinha
120g de açúcar (eu uso mascavado)
2 ovos
75g de manteiga amolecida
9 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
12 formas de papel
1 forma de muffins

Retirar 12 quadrados, ou o equivalente, à tablete, picando o restante na picadora.
Bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura cremosa.
Bater os ovos com o leite e misturar a farinha com o fermento e com o cacau.
Juntar a mistura do leite e dos ovos à manteiga, mexendo sempre. Juntar a farinha, o fermento e o cacau, batendo bem. Misturar o chocolate picado.
Repartir a massa pelas formas de papel, afundando um quadrado de chocolate inteiro em cada uma.
Levar ao forno, previamente aquecido a 180° durante 20 minutos.

25.3.10

Etsy.com front page


A loja ainda só tem 2 dias e ainda estou a tentar perceber como funciona o etsy e ainda não consigo acreditar que cheguei à 1.ª página! Estou mesmo feliz!
's precisam-se, dão-me o vosso?

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The
shop is only 2 days old and i'm still trying to figure out how etsy works. I just can't believe i've been featured on first page! I'm so happy!
Will you give me your ♥'s?

11.3.10

4!




O clássico "mas como é que isto passou tão depressa" cruza-me muitas vezes o pensamento e agora, mais do que nunca, começo a entender a minha mãe quando diz que tem saudades de quando éramos mais pequenas.
Passaram 4 anos desde que peguei pela primeira vez na minha filha, foi nesse preciso momento que me tornei mãe. Foram uns escassos segundos antes de a levarem e de passar 6 dias longe de mim na UCIN (Unidade de Cuidados Intensivos Neo-Natais) – primeiro numa incubadora, depois nos ultra-violeta e, finalmente, no meu colo no tempo que me era permitido – mas os suficientes para se ter tornado única e inconfundível.
Foi, simultanemamente, o dia mais feliz e um dos mais negros da minha vida: teve pressa e nasceu de repente às 35 semanas e 2 dias, com 2,590 kg e 49 cm ainda com os pulmões imaturos e a precisar de ajuda para respirar. Acho que só quem passou por uma experiência semelhante consegue avaliar a violência de ficar sem o bébé logo após o nascimento. Chorei baixinho a noite inteira enquanto (ou)via todas as outras mães a acarinhar as suas crias e eu não tinha a minha. Chorei pela minha impotência, porque não podia estar ao pé dela, porque não sabia se ainda estava viva.
Passaram 4 anos desde que depois, já em casa, a vi crescer a meu colo. Primeiro tão pequenina, depois, do tamanho da almofada em cima da qual lhe dava de mamar de 3 em 3 horas. Vi nascerem-lhe as pestanas e as sobrancelhas, os olhos a tornarem-se azuis, o primeiro sorriso às 3 semanas (documentado por puro acaso em fotografia!) e começar a encher a roupa até, passado 1 mês, dia glorioso esse, o pediatra me dizer para me esquecer de que ela tinha nascido prematura.
Passaram 4 anos e tornou-se na menina mais linda, meiga, sensível, alegre e inteligente, com um genial sentido de humor e uma imaginação delirante que nos arranca frequentemente gargalhadas sonoras. Criou recentemente duas personagens, o chefe antunes (pai) ou a chefe antonieta (eu), que decidem diariamente as ementas cá de casa, e não imaginam a graça que tem quando, tão pequena, se refere a um deles.
Aprecia os mais variados alimentos (incluindo grelos, alho, beringela e bróculos!) como nunca pensei que fosse possível numa criança e planeou a festa de anos, incluindo a ementa, na qual reinaram o chocolate, a mais recente e preferida descoberta do reino do açúcar, e a torta com recheio de marmelada que a minha avó Luísa fazia sempre nos aniversários, tradição agora cumprida pela minha mãe.
É muito feminina e maternal, derretendo-se com qualquer bébé que avista, e aposto que o desejo que pediu antes de soprar as velas foi o de ter um irmão, vontade que verbaliza há muito tempo diariamente, criando cenários e soluções e planeando, quase ao pormenor, como irá ser um dia.
Quem me dera que fosse simples fazer-lhe a vontade.


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(English translation will be available soon)

8.3.10

Everyday woman


Não sou feminista, mas tenho sérias dúvidas de que o mundo sem as mulheres se mexesse, e isto do dia da mulher comunica-me ao sistema nervoso!
A mulher está sempre a trabalhar (depois da ocupação profissional, chega a casa e continua! ou então trabalha em casa e uma parte nem se distingue da outra), é quem gera durante 9 meses e põe no mundo, é quem amamenta e mantém vivo e dá mais mimo e está mais presente (por muito bom que seja o pai que, felizmente, é o caso aqui em casa), é quem nunca deixa de ter forças, mesmo que não durma, é quem consegue mais rapidamente resolver problemas que surjam porque pensa ininterruptamente em soluções e porque tem um espírito prático por natureza.
E a lista continua...
Todos os dias são dias da mulher (e do homem que, curiosamente, não tem um dia comemorativo atribuído), e o que a mim me parece verdadeiramente absurdo é que, nem neste dia, conquistado a pulso, a maioria das pessoas se detém por dois segundos a pensar em tudo o que uma mulher é e consegue alcançar diariamente, ao melhor estilo de uma super-heroína sem máscara nem capa, mas com muito super-poderes.

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(English translation will be available soon)

4.3.10

The warehouse bliss



Sou curiosa – não no sentido cusco e pejorativo, mas sim no de gostar de descobrir e aprender coisas – e persistente por natureza, características que ganham vida em vários campos da minha vida profissional e pessoal.
Com tudo o que isso acarreta de bom e de mau vejo-me, de há uns anos para cá, transformada numa verdadeira respigadora de pechinchas e raridades, conseguindo encontrar beleza e utilidade em coisas que já ninguém quer, abandonadas ou esquecidas nos locais mais improváveis.
Paralelamente, tenho um grande fascínio pelos armazéns das lojas, o sítio onde estão guardadas coisas há anos, ou porque já estão "fora de moda" ou porque pura e simplesmente o dono da loja não se apercebeu de que guarda ali verdadeiros tesouros.
Tenho tido muita sorte porque, sem sequer pedir e só porque conversei com a pessoa que me estava a atender, já fui convidada a entrar em vários, onde pude encontrar botões, lãs, linhas, agulhas e tecidos, roupa e, claro, sapatos!
Outra coisa que tem andado a fermentar na minha cabeça, é o facto de como seria uma boa aposta ter uma loja de boas coisas em 2.ª mão. As tão famosas thrift stores são uma excelente alternativa para compras em muitos países no estrangeiro, mas por cá, não sei porquê, são consideradas dispensáveis. Acho que a ideia de comprar alguma coisa usada por alguém ainda faz muita confusão a muito boa gente, e há algumas lojas (poucas) salpicadas pelo país que acabam por fechar por falta de público. É que comprar alguma coisa nessas condições não é humilhante, ao contrário do que muitos pensam, é inteligente: primeiro, porque é mais barato, segundo, porque é uma boa forma de reciclagem de artigos em perfeitas condições de utilização.
Ultimamente, esta loja, apesar de não ser assim tão barata, tem feito as minhas delícias.

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I'm a really curious and persistant person by nature, features that really come to life in several sides of my professional and personal life.
With all the good and bad things that come with that, i've seen myself recently transformed in a bargains and rare finds hunter, managing to find beauty and utility in stuff that nobody wants, abandoned or forgotten in the most unlikely places.
At the same time, i have a great fascination by store's warehouses, the places where great things are stored for years, just because the owner thinks they're old fashioned and didn't realize that what keeps in there are real treasures.
I've been quite lucky because without even asking i've been, more than once, invited to enter in several one's, finding vintage buttons, wool, cotton thread, needles and fabrics, clothes and, of course, shoes!
Lately i've been thinking of what a good idea it'd be to open a good 2nd hand shop.
The so famous thrift sores are an
excelent alternative for shopping abroad, but here, go figure, they're considered something minor. I guess that the ideia of buying something previously owned and used by another person is still a difficult subject for many people, and there are some thitft shops sprinkled around the country that end up closing without any costumers.
Which i really don't understand, because buying something like that is not an humiliating thing, instead, it's a very inteligent move: first of all, because it's cheaper, second, because it's an excellent way of recycling articles that are still in perfect shape.

Lately, although it's not that cheap, i've been thrilled by this shop.