20.9.10

Who wants postcards?



Há já algum tempo que ando a pensar nas várias aplicações possíveis para uma selecção das fotos que tirei no âmbito do Bench Monday.
Entre outras coisas, que irão acontecer mais à frente, estarão disponíveis em breve alguns postais para venda individual ou em conjunto.

ps.: Talvez tenha que começar a usar tags para que se perceba a diferença entre realidade e ficção, uma vez que recebi várias mensagens de consternação em relação ao post anterior.
Em 1.º lugar, muito obrigada pela vossa preocupação, em 2.º, quero dizer-vos que foi apenas o primeiro de uma série de posts inspirados em música + fotos. Esses posts não serão auto-biográficos, tal como este não era, por isso não se assustem se lerem coisas diferentes do que costumam encontrar por aqui.
Aliás, a ideia é mesmo que seja um exercício de escrita inspirado no que uma determinada imagem ou música ou ambas me transmitem.

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I've been thinking for some time about the multiple possible applications for a selection of photos i took for Bench Monday.
Amongst other things that will happen later, some postcards will be available for sale soon, individually or together.

ps.: I may have to start using tags to note the difference between reality and fiction, since i have received many messages of concern regarding the previous post.
In 1st place, thank you for your concern, in 2nd place, i just wanted to let you know it was just the first of a series of posts inspired by music + photos.
These posts are not auto-biographical, like the previous one wasn't, so do not be alarmed if you get to read different things than you are used to find around here.
I really want this to be
a writing exercise inspired by a particular image or song, or both, and the universe that they take me to.

18.9.10

Waltz #2


Na vertigem que é a visão que o espelho me devolve, penso no que já não reconhecerias, em mim e nos meus escombros, se os nossos olhares voltassem a cruzar-se como antes.
Nos cabelos brancos que já quase me cobrem grande parte da cabeça, mas que pinto porque não gosto de me ver velha.

Nos olhos, que para ti sempre foram cinzentos ou azuis, conforme os desejos da cor do céu, e que hoje em dia todos teimam em dizer-me que são verdes. E que já não vêem longe como dantes, e que são tristes, e têm já algumas rugas, e já não brilham, e que perderam a conta às lágrimas que choraram por ti.
Talvez seja também por isso que perderam a cor, que desbotou como a da roupa ao fim de muitas lavagens, não resistindo aos imensos dilúvios que me inundaram os dias.
As contas que faço aos anos que passaram assustam-me.
As contas que faço aos anos que faltam assustam-me ainda mais.

E a vida continuou sem ti, e envelheço sem ti, e vejo-me ao espelho, não todos os dias, mas há dias em que penso no que dirias e se continuarias a achar-me bonita.

Não que isso importe.

É feia a cicatriz que o espelho me devolve, juntamente com outras mais insignificantes, por trás da imagem que me compõe.

E dou por mim a pensar que ninguém devia morrer assim para ninguém.


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In the vertigo of the vision that the mirror returns everytime i look at my reflection, i think about what you wouldn't recognize (in me and my ruins) if our eyes would ever meet again.
The white hair, that almost covers a large part of my head, but that i dye because i don't like seeing myself so early aged.

In the eyes, which for you have always been gray or blue, depending on the wishes of the color of the sky, and that nowadays everyone insists in seeing green. And that don't see as far as before, and already have some wrinkles, and no longer shine, and have lost count of the tears they cried for you. Maybe that's why they lost their color, which faded as the clothes colors after many washes, not resisting the massive floods that filled my empty days.
I get scared when i think of how many years have passed.
The
remaining years scare me even more.
And life went on without you, and i grow old without you, and i see myself in the mirror, not everyday, but there are days when i think of what you would say and if you would still find me beautiful.
Not that it matters.

It's a big and ugly scar that the mirror shows me, along with more insignificant others, behind the image everybody sees.
And I find myself thinking that no one should die like this to anyone.

11.9.10

No place to fall



but time, she is a fast old train
she's here and she's gone and she won't come again
so won't you take my hand?
if i had no place to fall and i needed to
could i count on you to lay me down?

9.9.10

Such a perfect day





Desde que deixei de viver em Lisboa, as visitas são esporádicas.
Ao início, precisei mesmo de uns tempos de distância para ter saudades e para aproveitar ao máximo a adaptação a novos ritmos e hábitos de vida na nova morada.
Mas, agora, sabe-me sempre bem voltar porque consigo aproveitar o que a cidade tem de melhor, com o tempo e a calma necessários para isso.
Já não pertenço aos milhares de pessoas que andam a correr para os transportes públicos, posso dar-me ao luxo de passear, sem pressas e a pé se me apetecer.
Esta visita de pouco mais de 24 horas foi especialmente cheia de coisas muito boas:
- revi e conversei muito com a querida Sónia e conheci finalmente a Rosa e passámos as três muitas horas boas juntas;
- dei as boas-vindas à minha linda amiga Sofia (que finalmente regressou a casa), e tivémos tempo para pôr a conversa em dia e dar abraços e rir à gargalhada, entre muitas outras coisas por nos lembrarmos de que já só estamos a 130km uma da outra;
- abracei a minha irmã e fomos as três ver os Fanfarlo para comemorar em grande estilo o regresso da Sofia.
Há dias que conseguem mesmo ser perfeitos.

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Since i stopped living in Lisbon, i return very randomly.
At first, i really needed some time-off to get used to my new life.
Now, i always love coming back because i can choose to do whatever i feel like doing and take the best out of it.
I'm not a part of the millions of people that are in a hurry all day long
anymore, and i can walk, without any hurry at all, if i feel like it.
This time i was there for 24 hours, filled with good things:

- i got together with dear Sónia and finally met Rosa, and the three of us spent a lot of good time with each other;
- i welcomed my dear friend Sofia (that finally came back home), and we had the time to talk and hug and smile a lot, just by remembering, amongst other things, that now only 130km separate us;
- i hugged my sister and the three of us went to see Fanfarlo to celebrate Sofia's arrival in a great way.
Some days can really be perfect.

1.9.10

1+1=12



Podia escrever-te, mas prefiro que oiças.
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I could write it down, but i rather want you to
listen.

22.7.10

Alentejo, i ♥ you





© Nuno Andrade

Não sei se é da costela que tenho, vinda de Portalegre, Castelo de Vide e Escusa, mas o Alentejo exerce um fascínio especial sobre mim.

Há dois anos, ou mais, que não tinha um fim-de-semana de folga e nada melhor que um convite de amigos e um concerto, uma combinação já com vários meses, para uma pausa física e mental.
Do itinerário fizeram parte Évora, Serpa e Moura, seguidos de uma escala em Lisboa, a caminho de casa.
Estava um calor abrasador que conseguimos quebrar com uma ida à praia fluvial da Mina de São Domingos e na maravilhosa piscina de Serpa.

Em Évora vimos uma
exposição de uma coisa rara: desenhos do Francis Bacon, que sempre afirmou veementemente que não desenhava.
Em Serpa fomos ao Festival Noites da Nora, ver um concerto dos Diabo na Cruz que ao vivo superaram as minhas expectativas. O baterista foi arrebatador e o sentido de humor e a boa música, que ganha muito ao vivo, venceram o cepticismo da minha cara-metade.
E um dos momentos altos da noite aconteceu quando um cachorro subiu ao palco (obrigada Nuno por me emprestares a tua foto), passeou por lá e finalmente se aninhou e deitou e quase adormeceu ao pé de um dos monitores.
Depois do descanso, entreteve-se a roubar as garrafas de água ao B Fachada.

É sempre bom relembrar que as férias ou pausas cá dentro podem ser tão boas, temos que fazer isto mais vezes.

11.6.10

The saints are coming to town





Louis Armstrong and Danny Kaye, When the saints go marching in

8.6.10

Favorite places



Não é todos os dias que tenho a oportunidade de falar dos meus sítios favoritos.
Ou porque a rotina diária não o permite ou porque outros assuntos se vão sobrepondo ou porque a cabeça anda ocupada demais com preocupações urgentes e/ou pesadas.
A Miriam convidou-me, e foi bom ter que parar para pensar nisso, e é graças a ela que estou hoje no blog Handmade Europe a mostrar alguns dos espaços de que mais gosto da minha tão recente (mas tão antiga casa), e também a falar de alguns dos locais da minha cidade natal, para onde voltei há tão pouco tempo depois de ter dado uma espécie de grito do ipiranga e de ter mandado às urtigas uma série de convenções, e de outros sítios onde já estive e que me marcaram muito.

Obrigada também à Minna, que conduziu a entrevista, espero que gostem.

A loja cooler foi (finalmente!) actualizada com muitas das peças que fiz e com mais algumas que estão disponíveis na nova loja etsy (sobre a qual farei um post mais tarde).
Basta seguir os links assim que estiverem lá.


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It's not everyday that i get the chance of talking about my favorite places.
Either because my daily routine won't allow it, or because other issues will overcome it, or just because my head is too crowded worrying with heavy/urgent stuff.
Miriam invited me, and it was great just to take a break and think about it.
And thanks to her, today i'm at the blog
Handmade Europe, showing some of the spaces i like the most at my so recent (yet so old house), and also talking about some of the places at my hometown, where i've recently returned to after deciding to take major changes in my life, and about other places where i've been and that really made a difference in what i am today.
I also want to thank Minna, who conducted the interview, i hope you like it.

Cooler shop has (finally!) been updated with many pieces i made and some new that are available at my new etsy (about what i'll post later).
Just follow the links once you're there.

16.5.10

All on wheels


Muito se escreve sobre pedagogia e sobre as alturas adequadas das aprendizagens.
Eu tento acompanhar e digerir mas, como em todas as outras coisas pelas quais tento reger a minha vida, não gosto que me ditem regras nem que me digam que é proibido ou que tenho que me manter dentro da linha.

Nunca gostei de radicalismos, fossem eles quais fossem, nem de carneirismos, nem de psicólogos e pediatras a ditar regras como se fossem leis, esquecendo-se de uma coisa essencial que é para mim tão clara que não entendo sequer como se escrevem artigos de opinião ou livros, apenas com o fito do best-seller, a teorizar sobre um assunto esquecendo-se dela: todas as crianças têm necessidades diferentes, e cabe aos pais o bom senso de saber solucioná-las, colmatá-las, resolvê-las, entendê-las.
Elas não nascem programadas, não têm um botão on/off.
Para o problema A não existe a solução B, não são um problema matemático, nem uma equação e muito menos autómatos.
Quando eu era pequena entrava-se para a escola mais tarde, aprendia-se a ler mais tarde, não havia televisão como há hoje, nem dvd's, nem internet, nem tantas actividades disponíveis para as crianças, se bem que acho que tudo isso é bom com conta peso e medida.
O advento dos tempos modernos trouxe essas coisas todas e muitos outros estímulos, e ainda bem, o que faz das crianças seres muito mais atentos e desenvolvidos e mais participativos desde muito mais cedo na vida familiar, no mundo.

Hoje há quem defenda acerrimamente que as crianças devem apenas aprender a ler aos 7 anos. Que até aí devem apenas brincar.
Como se fosse uma regra inquebrável sob pena de trauma com sequelas irrecuperáveis para a vida.
Eu tenho uma criança de 4 anos que devora livros que finge que sabe ler, que quer aprender a ler, que decora o alfabeto, que tenta escrever e que eu não tenciono contrariar na sua intenção de aprendizagem.
A maternidade/paternidade e a vida em geral são um trabalho em progresso, com tudo o que isso tem de bom e de mau, com constantes adaptações necessárias.
Vi os meus pais cr
escerem nesse sentido e ultrapassarem limitações que lhes foram impostas, até numa questão de educação, para me verem feliz na minha vida até agora.
Considero isso um sinónimo de inteligência e de grande amor e espero conseguir fazer o mesmo em relação à minha filha ao longo da vida dela.

11.5.10

cooler at loja de estar




Há 2 (ou 4) novas peças da cooler na loja de estar.
Continua, na minha opinião, a ser um dos projectos mais engraçados que surgiu nos últimos tempos, e eu estou muito contente por fazer parte desta tão colorida colecção de primavera-verão.

Ora espreitem !

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There are 2 (or 4) new cooler pieces at
loja de estar.
This shop is one of my favourites and i'm thrilled for being part of this colourful spring-summer collection.

Go and take a look
there!

8.5.10

Safari

Acho que a razão pela qual gosto tanto de música hoje em dia tem uma relação directa com o facto de ter crescido a ouvi-la de uma forma natural, tal como bebia água, comia ou dormia. Desde o Franck Pourcel aos Abba, passando pelas Doce (fase em que exasperei a minha mãe quando aos 4 ou 5 anos esganiçava pela casa a cantar aquelas letras de encontros amorosos manhosos de madrugada) e toda a santa foleirada que foi apanhando boleia pelo caminho.
Mas a minha adolescência foi marcada por duas metades: a primeira, pelos Stone Roses, a segunda, pelos Pixies. E não me venham cá dizer coisas, porque continuam a ser duas das minhas bandas preferidas até hoje.

Juntamente com os Pixies, veio a adoração pela Kim Deal, sim, porque sem ela os Pixies nunca teriam saído da cêpa-torta, e as Breeders.
A música tem o poder fantástico (a par dos odores e dos sabores), de me transportar, assim com efeitos especiais e tudo, no tempo e no espaço, a uma velocidade vertiginosa, para sítios recônditos e esquecidos. Sem travão, nem mudanças, nem cinto de segurança, nem airbag. De repente já lá estou e não há mesmo nada a fazer, só esperar que a música acabe. Às vezes é doloroso, outras não.
Se consegui encontrar o primeiro disco dos Stone Roses em Londres há uns anos por um preço anedótico e vim de lá em êxtase, e foi um disco do qual nunca cheguei propriamente a esquecer-me, ontem, ao procurar umas músicas no youtube, dei de caras com um disco que me levou de volta uns bons 15 anos, ou talvez bem mais, com um belo sorriso na cara a acompanhar.
É um EP das Breeders com 4 músicas chamado Safari, lindo, e se a memória não me falha, ofereci-o em vinil à pessoa mais importante da minha vida na altura.
Pergunto-me se ainda o terá passado tantos anos...

Não sei como fui capaz de me esquecer disto, ora oiçam lá:










5.5.10

A simple story


O mundo é cada vez mais uma janela de oportunidades e mais global e está, cada vez mais também, à distância de um clique.
E foi através de um desses cliques (obrigada para todo o sempre Margarida!) que fui convidada pela curadora, Zoë Melo (TOUCH), para integrar uma exposição em Nova Iorque e é por isso que, neste momento em que escrevo, há seis peças minhas (infelizmente, eu já não cabia na caixa!) a caminho da exposição >INTER-CONNECTED<, que vai acontecer de 13 a 17 de Maio, durante a semana do Design de Nova Iorque, que reunirá designers brasileiros e portugueses, todos com o denominador comum do design sustentável como ponto de partida. Podem ver o convite e todos os participantes aqui.
Estou tão feliz como cansada, foram umas semanas de trabalho intenso, mas o balanço final leva-me a achar que vale sempre a pena arriscar e aproveitar quando há alguém que acha que o nosso trabalho é digno de aposta e merece ser mostrado no âmbito em que vai ser.
A cooler tem pouco mais de um ano, e pensar que vai estar representada numa exposição ao lado de nomes que admiro, e outros que conheci agora mas que têm trabalho com tanto potencial, deixa-me quase a levitar e com a certeza de que trabalhar muito me está a fazer avançar para realidades boas.
Como devem calcular, não tenho palavras para agradecer à Margarida, que com uma atitude absolutamente desinteressada, até porque nem nos conhecemos, despoletou uma coisa tão positiva para mim, nem à Zoë, pela oportunidade e pela aposta e pelo carinho todo que demonstra por todos aqueles com quem colabora, eu incluída, mesmo que seja uma colaboração tão recente.
Muito obrigada a ambas e a todos aqueles que repetidamente manifestam o seu apreço por mim e pelo meu trabalho.
Fazem com que tudo isto valha (muito!) a pena, sabem?

27.4.10

Y


Hoje, às 7.30 da manhã, a janela do meu quarto tinha a mesma relutância que eu em acordar, salvou-nos o sol.
Tenham um bom dia!

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Today, at 7.30 a.m, my bedroom window, just like i did, wondered why she had to wake up, we were saved by the sun.
Have a great day!

26.4.10

The distance



sometimes, i almost feel touched by you in the distance
it's a strange feeling, almost a scary one
it feels like we're connected in a strange cosmic way
though i'm the most ceptic person
i'm always paralised by it
and the one thing that makes it go away
is the certainty that this place you left in me is still so cold
and muddy and dead
and everytime i look down, all that i can see
is my shadow or a sad (and lonely) void

23.4.10

Tickets to what i need


The XX, Islands

Começaram por irritar-me a tal ponto que permaneceram intocáveis, literalmente, no meu itunes e ipod durante meses, até que por um feliz acaso do shuffle, os meus ouvidos voltaram a cruzar-se com eles e, desde aí, tem sido um amor em crescendo, como todos os grandes amores. Parece que o mal foi comum a muitas outras pessoas.
A tantas, que os bilhetes esgotaram antes de eu ter tido tempo de dizer: "ai, afinal sempre quero ir!". Entranharam-se-me de tal maneira que de cada vez que me lembro de que vêm cá dar uns concertos e de que eu não vou vê-los ao vivo, fico com um aperto no estômago, uma angústia e uma vontade de começar a insultar-me por ser uma indecisa (leia-se tesa!).
Eu sou movida a música, só não durmo a ouvi-la, e isto começa a tornar-se uma regra com as bandas que vêm, posteriormente, a tornar-se nas minhas preferidas. Primeiro, não consigo sequer ouvi-las e, algures no tempo, por um qualquer feliz acaso do destino, ficam a fazer parte da minha banda sonora para todo o sempre.

Dizer que darei um beijo na boca a quem me arranjar um bilhete para ir ver isto, pode parecer um bocado forte, mas a sério que é o que tenho vontade de fazer, especialmente depois de hoje ter visto este último vídeo da música que mais roda por aqui. Mas pronto, para não parecer verdadeiramente obcecada, vou ficar-me por um abraço. Dou um abraço apertado a quem me desencantar um bilhete (a um preço normal) para ir ver estas criaturas que eu demorei algum tempo a perceber que eram tão lindas.
Uma entrada por tele-transporte à super-herói, também serve!

16.4.10

Ofelia's almonds


A minha tia oferece-me estas amêndoas feitas por ela todos os anos.
No sábado, visitou-me na feira e levou-mas, como sempre, num embrulho muito especial.
Como todos os que provaram gostaram muito, aqui está a receita.
Bom fim-de-semana!

1 taça pequena bem cheia de miolo de amêndoa com a pele (não utilizar maior quantidade, devem fazer-se poucas de cada vez)
a mesma medida de açúcar amarelo (eu também hei-de experimentar com mascavado)
1 pinguinha (pouca) de água no fundo da mesma taça

Mistura-se tudo num tacho onde vão a lume brando, mexendo sempre. O açúcar derrete, fica num ponto líquido, fervilha, fervilha, até que vai secando, ao ponto de parecer que as amêndoas estão misturadas com areia, e tudo parece estragado, mas continua a mexer-se, até que o açúcar volta a começar a derreter e é aí que começa a envolver as amêndoas.
Não se deve deixar derreter demasiado, porque isso irá dificultar a posterior separação das mesmas.
É preciso ter muito cuidado porque o tacho fica mesmo muito quente.
É neste momento que se vertem para uma tarteira de pyrex ou pyroflan e, enquanto estão bem quentes, separam-se com 2 facas.

De seguida, e dentro do lava-loiças, enche-se o tacho com água fria (devagar para não "espirrar" água. Atenção, que se se fizer isso com o tacho ainda muito quente, emana vapor que pode queimar.
Todo o açúcar remanescente desaparece facilmente ao fim de uns bons minutos e, se não sair, enche-se com mais água, e acaba por conseguir-se limpar sem dificuldade.

13.4.10

Beautiful days



Poder passar o fim-de-semana ao ar livre no Jardim da Estrela é um privilégio raro, especialmente se parecer que o Verão chegou em Abril.
E foi o quão sortuda eu fui e, desta vez, juntamente com o meu trabalho, levei a minha família e foi mesmo perfeito.
Já tinha estado na feira duas vezes, mas esta tornou-se verdadeiramente especial uma vez que reencontrei pessoas de quem gosto e que já não via há 6 meses (como o Carlos, que é sempre tão simpático para mim, a Rita e a Rita, com quem gosto sempre tanto de conversar, e outras pessoas que conheci em edições anteriores), e também porque conheci ao vivo algumas das minhas pessoas favoritas do flickr e do facebook, e que sempre admirei muito. E tivémos tempo para nos conhecermos melhor. E divertimo-nos e comovemo-nos com os nossos filhos a brincar, a rir e a serem amigos como se se conhecessem desde sempre, tornando o nosso encontro ainda mais especial para nós.
Sorri todo o caminho de regresso a casa, ao lembrar-me de como foi divertido e refrescante o piquenique surpresa que a Virgínia e a sua linda família nos ofereceram (e para o qual tive apenas uma minúscula contribuição com os meus simples panos africanos) e como é tão bonita, simpática e calma; das gargalhadas contagiantes da Diane, do seu sorriso tão verdadeiro que começa nos olhos e acaba na boca, do seu modo simples e também das suas lindas meninas; e da boa disposição da Carla, que foi uma excelente companhia e que gostei de conhecer melhor.
A forma como passámos os dias foi mesmo especial e acho que os nossos muitos interesses em comum se tornaram ainda mais vastos e que nenhuma de nós vai esquecer o último fim-de-semana, e espero que ainda haja muitos mais para vir.
Eu sou uma pessoa simples e terra-a-terra (apesar de saber que há muito quem pense que eu devo ser uma pessoa altiva e distante, julgando-me apenas pelas imagens que publico para promover o meu trabalho, o que me deixa triste) e gosto de pessoas simples também. Assim como "quem vê cara, vê coração".
E, por falar nisso, fiquei muito sensibilizada pela Michelle, que me levou botões lindos como se isso fosse uma coisa sem importância, sempre dizendo que eu não tinha nada que agradecer. Sim, tenho muito que agradecer! Muito obrigada por seres tão simpática e generosa, fiquei mesmo contente.
Muito obrigada também à Débora (foi muito bom conhecer-te finalmente) e à Sónia por terem aparecido com os vossos lindos sorrisos estampados na cara.
E obrigada a todos vocês que foram lá só para dizer olá, e falaram comigo e disseram coisas bonitas e encorajadoras sobre o meu trabalho. Não vou fazer uma lista de nomes porque tenho medo de me esquecer de alguém e detestar-me-ia se isso acontecesse. Não fazem ideia de como me ajudam a prosseguir com esta – nem sempre fácil – coisa, chamada vida feita à mão.
Obrigada também à Florbela, Luísa e Mafalda por trabalharem tanto para tornar isto realidade mês após mês!

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Spending the weekend at the garden is a rare privilege, specially if it feels like summer in April.

And that's how lucky i was and, this time, along with my work i took my family, and it was so perfect.
I had been there twice but, this time, it became truly special since i got to meet again people i really like and hadn't seen in 6 months (like Carlos, who's always so nice to me, Rita and Rita, with whom i always love talking to, and other people i've met in previous editions), and also because i got to know in person some of my flickr and facebook favorite contacts, that i always admired so much. And we had the time to get to know each other better, and had fun and moved with our children playing, laughing and being friends like they'd known each other forever, making our meeting even more special to all of us.
I smiled all the way back home, remembering how fun and refreshing was the surprise-picnic Virgínia and her beautiful family offered us (and to which i only had the tiniest contribution with my simple african fabrics) and how beautiful, kind and calm she is, Diane's contagious laughs, true smile, simple way and beautiful girls and Carla's good mood and company (it was also really great to know her better).
The way we all got along was really special and i think our many interests in common got even bigger and that neither of us will forget last weekend, and i hope there are many more to come.
I'm a simple and down to earth person (although i know that many people think that i'm some kind of proud and distant person, judging me by the pictures i take from myself to promote my work, which really makes me sad) and i like simple people as well. Like what you see is what you get.
Speaking of which i was really touched by Michelle who brought me the most beautiful buttons like it was a minor thing, saying i had nothing to thank for. Yes, i do! Thank you so much for being so nice and generous, i was really touched and surprised and happy.
Thank you also to Débora (it was great to finally meet you) and Sónia for dropping by with a smile.
And thank you all that follow my work and went there just to say hi, and talked and said beautiful and encouraging things about my work. I'm not going to make a list of names because i'm afraid i would forget someone and i'd hate that to happen. You know who you are and have no idea of how you help me going on with this, not always easy thing, so called handmade life.
Thank you also to Florbela, Luísa and Mafalda for working so hard to make this happen month after month!

9.4.10

6 is a magic number


1. Facto do dia
Hoje estou a meio. Faço meio ano e, de repente, percebo que já passaram 6 meses e que daqui a outros 6 estou mais velha um ano. Eu até gosto muito do meu aniversário, mas estou com a estranha sensação de que alguém carregou no fast-forward sem me avisar.


2. Curiosidade parva
(que só prova que para desgraças de desbaste capilar, o melhor é tomar medidas drásticas)
O meu cabelo não vê uma tesoura há 6 meses e está, finalmente, a voltar ao normal!

3. Sugestão de fim-de-semana

Hoje rumo a Lisboa e vou estar, com as novas peças da cooler, na feira do jardim da estrela amanhã e domingo das 9.00 às 19.00 (precisamente após 6 meses de intervalo, que o inverno foi impiedoso em muitos sentidos).

Apareçam e digam olá! Todas as peças vão estar com 10% de desconto.

27.3.10

And now, for something completely different


Torta da Avó Luísa

6 ovos
igual peso dos ovos de açúcar
metade do peso dos ovos de farinha
marmelada a gosto para o recheio

Bater as claras em castelo, juntando uma colher de sopa de açúcar quando já estiverem quase batidas.
Misturar as gemas com o açúcar (menos a colher de sopa que se misturou nas claras) e depois a farinha. Envolver as claras, cuidadosamente, sem bater.
Untar uma forma rectangular com manteiga e polvilhar com farinha.
Leva-se ao forno pré-aquecido a 180° durante cerca de 25 minutos. Deve verificar-se a cozedura com um palito pois não deve cozer demais.
Humedecer ligeiramente um pano de cozinha e polvilhar com açúcar. Retira-se a massa da forma para cima do pano assim que saia do forno e barra-se a superfície com a marmelada (que pode ser previamente misturada com um pouco de água para ter uma consistência mais cremosa) e vai-se enrolando com a ajuda do pano.
Coloca-se numa tarteira.

Nota: podem cortar-se as extremidades ou rechear com qualquer outro tipo de doce mas, assim, será outra torta e não a da Avó Luísa.



Muffins de chocolate

1 tablete de chocolate de 200g
200g de farinha
120g de açúcar (eu uso mascavado)
2 ovos
75g de manteiga amolecida
9 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
12 formas de papel
1 forma de muffins

Retirar 12 quadrados, ou o equivalente, à tablete, picando o restante na picadora.
Bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura cremosa.
Bater os ovos com o leite e misturar a farinha com o fermento e com o cacau.
Juntar a mistura do leite e dos ovos à manteiga, mexendo sempre. Juntar a farinha, o fermento e o cacau, batendo bem. Misturar o chocolate picado.
Repartir a massa pelas formas de papel, afundando um quadrado de chocolate inteiro em cada uma.
Levar ao forno, previamente aquecido a 180° durante 20 minutos.

25.3.10

Etsy.com front page


A loja ainda só tem 2 dias e ainda estou a tentar perceber como funciona o etsy e ainda não consigo acreditar que cheguei à 1.ª página! Estou mesmo feliz!
's precisam-se, dão-me o vosso?

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The
shop is only 2 days old and i'm still trying to figure out how etsy works. I just can't believe i've been featured on first page! I'm so happy!
Will you give me your ♥'s?

11.3.10

4!




O clássico "mas como é que isto passou tão depressa" cruza-me muitas vezes o pensamento e agora, mais do que nunca, começo a entender a minha mãe quando diz que tem saudades de quando éramos mais pequenas.
Passaram 4 anos desde que peguei pela primeira vez na minha filha, foi nesse preciso momento que me tornei mãe. Foram uns escassos segundos antes de a levarem e de passar 6 dias longe de mim na UCIN (Unidade de Cuidados Intensivos Neo-Natais) – primeiro numa incubadora, depois nos ultra-violeta e, finalmente, no meu colo no tempo que me era permitido – mas os suficientes para se ter tornado única e inconfundível.
Foi, simultanemamente, o dia mais feliz e um dos mais negros da minha vida: teve pressa e nasceu de repente às 35 semanas e 2 dias, com 2,590 kg e 49 cm ainda com os pulmões imaturos e a precisar de ajuda para respirar. Acho que só quem passou por uma experiência semelhante consegue avaliar a violência de ficar sem o bébé logo após o nascimento. Chorei baixinho a noite inteira enquanto (ou)via todas as outras mães a acarinhar as suas crias e eu não tinha a minha. Chorei pela minha impotência, porque não podia estar ao pé dela, porque não sabia se ainda estava viva.
Passaram 4 anos desde que depois, já em casa, a vi crescer a meu colo. Primeiro tão pequenina, depois, do tamanho da almofada em cima da qual lhe dava de mamar de 3 em 3 horas. Vi nascerem-lhe as pestanas e as sobrancelhas, os olhos a tornarem-se azuis, o primeiro sorriso às 3 semanas (documentado por puro acaso em fotografia!) e começar a encher a roupa até, passado 1 mês, dia glorioso esse, o pediatra me dizer para me esquecer de que ela tinha nascido prematura.
Passaram 4 anos e tornou-se na menina mais linda, meiga, sensível, alegre e inteligente, com um genial sentido de humor e uma imaginação delirante que nos arranca frequentemente gargalhadas sonoras. Criou recentemente duas personagens, o chefe antunes (pai) ou a chefe antonieta (eu), que decidem diariamente as ementas cá de casa, e não imaginam a graça que tem quando, tão pequena, se refere a um deles.
Aprecia os mais variados alimentos (incluindo grelos, alho, beringela e bróculos!) como nunca pensei que fosse possível numa criança e planeou a festa de anos, incluindo a ementa, na qual reinaram o chocolate, a mais recente e preferida descoberta do reino do açúcar, e a torta com recheio de marmelada que a minha avó Luísa fazia sempre nos aniversários, tradição agora cumprida pela minha mãe.
É muito feminina e maternal, derretendo-se com qualquer bébé que avista, e aposto que o desejo que pediu antes de soprar as velas foi o de ter um irmão, vontade que verbaliza há muito tempo diariamente, criando cenários e soluções e planeando, quase ao pormenor, como irá ser um dia.
Quem me dera que fosse simples fazer-lhe a vontade.


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(English translation will be available soon)

8.3.10

Everyday woman


Não sou feminista, mas tenho sérias dúvidas de que o mundo sem as mulheres se mexesse, e isto do dia da mulher comunica-me ao sistema nervoso!
A mulher está sempre a trabalhar (depois da ocupação profissional, chega a casa e continua! ou então trabalha em casa e uma parte nem se distingue da outra), é quem gera durante 9 meses e põe no mundo, é quem amamenta e mantém vivo e dá mais mimo e está mais presente (por muito bom que seja o pai que, felizmente, é o caso aqui em casa), é quem nunca deixa de ter forças, mesmo que não durma, é quem consegue mais rapidamente resolver problemas que surjam porque pensa ininterruptamente em soluções e porque tem um espírito prático por natureza.
E a lista continua...
Todos os dias são dias da mulher (e do homem que, curiosamente, não tem um dia comemorativo atribuído), e o que a mim me parece verdadeiramente absurdo é que, nem neste dia, conquistado a pulso, a maioria das pessoas se detém por dois segundos a pensar em tudo o que uma mulher é e consegue alcançar diariamente, ao melhor estilo de uma super-heroína sem máscara nem capa, mas com muito super-poderes.

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(English translation will be available soon)

4.3.10

The warehouse bliss



Sou curiosa – não no sentido cusco e pejorativo, mas sim no de gostar de descobrir e aprender coisas – e persistente por natureza, características que ganham vida em vários campos da minha vida profissional e pessoal.
Com tudo o que isso acarreta de bom e de mau vejo-me, de há uns anos para cá, transformada numa verdadeira respigadora de pechinchas e raridades, conseguindo encontrar beleza e utilidade em coisas que já ninguém quer, abandonadas ou esquecidas nos locais mais improváveis.
Paralelamente, tenho um grande fascínio pelos armazéns das lojas, o sítio onde estão guardadas coisas há anos, ou porque já estão "fora de moda" ou porque pura e simplesmente o dono da loja não se apercebeu de que guarda ali verdadeiros tesouros.
Tenho tido muita sorte porque, sem sequer pedir e só porque conversei com a pessoa que me estava a atender, já fui convidada a entrar em vários, onde pude encontrar botões, lãs, linhas, agulhas e tecidos, roupa e, claro, sapatos!
Outra coisa que tem andado a fermentar na minha cabeça, é o facto de como seria uma boa aposta ter uma loja de boas coisas em 2.ª mão. As tão famosas thrift stores são uma excelente alternativa para compras em muitos países no estrangeiro, mas por cá, não sei porquê, são consideradas dispensáveis. Acho que a ideia de comprar alguma coisa usada por alguém ainda faz muita confusão a muito boa gente, e há algumas lojas (poucas) salpicadas pelo país que acabam por fechar por falta de público. É que comprar alguma coisa nessas condições não é humilhante, ao contrário do que muitos pensam, é inteligente: primeiro, porque é mais barato, segundo, porque é uma boa forma de reciclagem de artigos em perfeitas condições de utilização.
Ultimamente, esta loja, apesar de não ser assim tão barata, tem feito as minhas delícias.

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I'm a really curious and persistant person by nature, features that really come to life in several sides of my professional and personal life.
With all the good and bad things that come with that, i've seen myself recently transformed in a bargains and rare finds hunter, managing to find beauty and utility in stuff that nobody wants, abandoned or forgotten in the most unlikely places.
At the same time, i have a great fascination by store's warehouses, the places where great things are stored for years, just because the owner thinks they're old fashioned and didn't realize that what keeps in there are real treasures.
I've been quite lucky because without even asking i've been, more than once, invited to enter in several one's, finding vintage buttons, wool, cotton thread, needles and fabrics, clothes and, of course, shoes!
Lately i've been thinking of what a good idea it'd be to open a good 2nd hand shop.
The so famous thrift sores are an
excelent alternative for shopping abroad, but here, go figure, they're considered something minor. I guess that the ideia of buying something previously owned and used by another person is still a difficult subject for many people, and there are some thitft shops sprinkled around the country that end up closing without any costumers.
Which i really don't understand, because buying something like that is not an humiliating thing, instead, it's a very inteligent move: first of all, because it's cheaper, second, because it's an excellent way of recycling articles that are still in perfect shape.

Lately, although it's not that cheap, i've been thrilled by this shop.

22.2.10

The beauty of mondays



No meu top de dias da semana detestáveis, o domingo sempre figurou em 1.º lugar e as segundas-feiras em 2.º.
Enquanto tive um emprego das 9 às ..., significavam o final do fim-de-semana, que parecia sempre curto demais, o início de mais não sei quantos dias de trabalho seguidos, enfim, todas aquelas coisas que nos fazem detestar ter um emprego e horários para cumprir e responsabilidades às quais não conseguimos escapar.
Desde que o meu ritmo de vida mudou e passei a gerir o meu próprio tempo, esse ódiozinho de estimação esmoreceu e acho que a razão principal se prende com o facto de todos (ou quase todos) os dias serem dia de trabalho.
Mas de há uns meses para cá, as segundas-feiras ganharam um novo significado com o bench monday, um grupo criado especificamente para que haja alguma coisa diferente e divertida para fazer nesse dia.
Daí que todas as semanas, à segunda-feira, tenho saltado para cima de um banco (ou de muitas outras superfícies) e tirado uma fotografia!
Para além de divertido, tem-me permitido confirmar que há rotinas difíceis de cumprir. Cada semana acho que se me acabaram as ideias mas, na segunda feira seguinte, acabo por conseguir ter outra, e outra, e outra. Não sei como ainda não fui parar ao hospital com uma perna partida ou um valente galo na cabeça mas, a verdade, é que me divirto à brava!

Já tenho uma colecção considerável e ando aqui a pensar em coisas para fazer com ela e já cheguei a algumas conclusões. E vocês, têm alguma sugestão? Gostariam de ter alguma imagem? Qual ou quais as vossas preferidas?

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(English translation will be available soon)

18.2.10

The red bow



Como toda a gente (não acredito em vidas cor-de-rosa) tenho dias negros e, em alturas em que o futuro não parece promissor, às vezes falta-me a coragem.
E não há palavras que ajudem porque nem sequer me apetece socializar ou, pura e simplesmente, pôr em palavras toda a angústia ou preocupações inerentes. Até porque muitas delas não farão sentido a outros ouvidos ou cabeças.
Num dia em que estava nesse modo e fui dar um passeio no parque para desanuviar a cabeça – os passeios a pé arrumam-me sempre as ideias – deparei-me com este laço vermelho.
A mensagem "TUDO DE BOM" e a forma como estava colocado fizeram-me sorrir e, mais à frente, abracei uma árvore.

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Like everyone else (i don't believe in perfect pink lives) i have really dark days and, at times where the future doesn't seem promising at all, i really lose my courage.
And the truth is that some friendly words wouldn't help at all because, at times like that, i don't feel like socializing or simply putting into words all my anguishes or worries. I know that most of them wouldn't even make sense to other ears or heads.
A few days ago i was on that mode and went for a walk in the park to lighten my head – long walks always work for me and my worried thoughts – and i found this red bow.
The message: "ALL THE BEST" and the way it was tied made me smile and, a few steps ahead, i hugged a tree.

5.2.10

Débora


Há muito tempo que acompanho e admiro o trabalho da Débora e o seu blog sempre tão luminoso e tive, recentemente, a sorte de ganhar o postal palhaço-sereia, sorteado entre quem deixou um comentário no post do sorteio.
Ao enviar-me o postal, enviou também uma surpresa, a mais preciosa que me podem oferecer: botões!
A surpresa, por si só, já tinha um grande significado mas, após agradecer, percebi a magnitude e a beleza do gesto na sua totalidade: os cinco pertencem à colecção de botões da bisavó e são, por isso, um verdadeiro tesouro vintage!
Vou, seguramente, dar-lhes uma nova vida muito em breve.

31.1.10

Blue


all my blue birds died when i was a little girl
i knew by then that it's hard to keep something alive
most of things die, no matter how hard you try
if we could go back
and if you showed me how sorry you are
i would surely miss you like i miss my dead birds.


24.1.10

O Haiti é aqui


Não há palavras que possam descrever o horror do sismo no Haiti.
É em alturas como esta que percebo (mais uma vez) como somos frágeis e efémeros e como tudo o que tomamos como certo pode ser arrasado no espaço de poucos segundos.
Milhões de pessoas ficaram sem nada. Não faço ideia do que seja isso, de uma forma palpável, nem do que significa perder um filho ou, pura e simplesmente, a família inteira e todas as referências ao mesmo tempo, mas consigo imaginar o desespero e a dor que esses milhões de pessoas estão a sentir.
Perante uma realidade tão triste e tantos apelos de ajuda, resolvi contribuir para a ajuda que a AMI está a dar no terreno.
Após a minha contribuição individual, lembrei-me de que poderia também prescindir do dinheiro da venda de uma das minhas peças (já prontas para a próxima actualização da loja wooler), promovendo um leilão.
Como tal, o hood da foto aqui em cima (o 1.º multicolorido e na minha nova combinação de cores preferida, e do qual podem ver mais fotos aqui), cujo preço normal são 60€ está, a partir de agora, disponível para licitação, a partir de 45€, na caixa de comentários aqui em baixo.
O leilão está em vigor até ao final do próximo domingo, dia 31 de Janeiro, e o seu resultado será publicado na 2.ª feira, dia 1 de Fevereiro.
A pessoa que fizer a melhor oferta fará a transferência directamente para a conta da campanha de emergência da AMI, enviando-me o comprovativo da mesma, juntamente com os dados para o envio da peça.
Obrigada pela vossa ajuda.

19.1.10

Touca



Sempre achei muita graça às toucas e ao seu conceito. São simples, bonitas e eficazes na função de manter a cabeça e as orelhas quentes. Um gorro com abas também poderá ter esse efeito mas, para além de ser invulgar em tamanho de adulto, a touca é muito mais feminina e tem um toque vintage que me agrada muito.
Há algum tempo que ando a trabalhar neste modelo nos intervalos das encomendas e perdi a conta às vezes que desmanchei e recomecei.
Apesar de parecer uma peça simples, deu muito trabalho chegar à forma ideal.

Estou muito contente com o resultado e vou investir em algumas variações de cores, pontos, acabamentos e tipo de fecho.

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I've always loved caps and their concept. They're simple, pretty and efective on the task of keeping head and ears warm. A flapped beanie would also do the trick but, besides being less common in an adult sizing, the cap is a lot more feminine and has a vintage touch that i really like.
I've worked on this model on some spare time between custom orders and really lost count of how many times i frogged it and started from scratch again.
Although it seems a simple piece, i had a hard time getting to it's ideal final form.

I'm very happy with the result and i'm thinking of making some variation of colours, stitches, finishing and kind of closure.

18.1.10

loja de estar


Não conheço a Sílvia pessoalmente, mas acompanhamo-nos mutuamente e virtualmente há cerca de 2 anos, mais coisa, menos coisa.
Desde há muito tempo que percebia nela a vontade de mudar de direcção, de dar um novo rumo à vida e fiquei genuinamente feliz quando me disse que tinha chegado a altura e que tinha um projecto a quatro mãos e também quando, mais tarde, me convidou para que eu fizesse parte dele, da loja de estar.
Tive convites de outras lojas (e espero dar resposta a alguns deles este ano), mas por agora a loja de estar é a única loja com a qual colaboro.
Entretanto, as golas esgotaram e foi muito divertido sugerir uma imensa banda sonora para os dias da loja!

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I never met Sílvia in person, but we've followed each others life mutually for the last couple of years.
I knew for a long time that she had the will of a new direction, of a new path to her life, and i was truly happy when she finally told me that the time had come and that she had a new project (with a friend) and also when, later, she invited me to be a part of it, of loja de estar.
I've had invitations from other shops (some of which i hope to fulfill during this year), but for now loja de estar is the only shop besides my own shop, wooler, selling my work.
The cowls sold out and i had a lot of fun suggesting a new soundtrack to the shop long days!