

Por norma, qualquer receita que tenha leite condensado cai imediatamente nas minhas boas graças.
Em tempos, quando os meus ricos fígado e vesícula deixavam, comia-o cozido ou cru, à colherada, e costumava ter uma lata de estimação no frigorífico. Para depois ficar doente, claro, e me arrepender amargamente de ser tão gulosa.
Mas passemos ao que interessa!
Depois de ver esta magnífica receita de tarte de limão, no
blog da cozinheira de mão cheia que é a
Maria, esperei até ao fim-de-semana (a salivar, claro!) para a experimentar. Nunca tive grande sorte a fazer merengue, mas a perspectiva de abrir uma lata de leite condensado e de ter um pretexto para a rapar no final era um plano irresistível.
A coisa não correu exactamente como eu tinha pensado: 1.º porque, azelha, estraguei uma das claras para o merengue e não tinha mais ovos; 2.º porque o Mr. Arrumadinho resolveu entrar-me na cozinha e, ao ver a lata vazia, não esteve com meias medidas e, sem dizer ai nem ui, deitou-a fora.
Ainda me estou a ver incrédula, já depois de ter posto a tarte no forno e lavado a loiça a pensar na tão ansiada recompensa, a olhar para o caixote do lixo a deitar faíscas pelos olhos.
Mas ele, muito provavelmente, até me salvou de uma valente má disposição e já lhe perdoei.
Em contrapartida, não é que o merengue até nem saiu nada mal?
Acho que para a próxima deixo cozer só mais um bocadinho e utilizo uma forma com fundo amovível.
Aconselho vivamente aos apreciadores.