




Durante uma semana saí da minha rotina e voltei a viver em Lisboa, longe de tudo o que faz parte da minha vida, filha e pai da filha incluídos.
O que à partida poderia parecer um desconsolo pelo lado mau da cidade, porque já não estou habituada ao frenesim citadino, nem a muitas pessoas em espaços exíguos, nem ao cheiro a escape, nem às horas de ponta, revelou-se uma experiência tão boa que ando com dificuldade em assentar os pés na terra.
Fui trabalhar todos os dias, para um sítio que acho lindo, de (e com) pessoas boas e tudo excedeu as minhas melhores expectativas.
O mundo virtual materializou-se e foi muito bom perceber que todas partilhamos muitas coisas e também que a forma como encaramos o que fazemos, apesar dos produtos finais tão diferentes, tem também muitas semelhanças. Quer no processo criativo, quer na costela "quixotiana" que acho que todas temos.
A entreajuda, o companheirismo e a boa disposição foram as palavras de ordem.
Já conhecia a Rosa, a Diane e a Rita pessoalmente, mas nunca tínhamos passado tanto tempo juntas.
À festa juntaram-se a Ana e a Inês, que só conhecia virtualmente mas das quais adoro a versão 3D.
A Ana e a Rita levaram doces deliciosos feitos pelas mães. Respectivamente, Diabretes de Boston (parecidos com brownies e dos quais, infelizmente, não há registo fotográfico) e uma Tarte de Maçã tão linda como boa, e a Inês presenteou-nos a todas com marmelada, que está mesmo boa, feita por ela!
Despedimo-nos com abraços e tenho a certeza de que se vivessemos na mesma cidade nos encontraríamos muitas vezes.
Grande parte dos dias tivémos como companhia a linda E., que conversou, deu sugestões e que finalmente me pediu para a ensinar a fazer crochet. E eu ensinei e ela aprendeu com uma facilidade e com um gosto que nos surpreendeu a todas.
Os dias na Retrosaria foram bons, muito bons!
Agora ando assim numa espécie de ressaca, um misto de cansaço acumulado e nostalgia de fim de ano.
Foi bom ir todos os dias ter com estas pessoas e passar os dias a conversar enquanto trabalhava nas últimas encomendas de natal.
Acho que todas sentimos isso, uma vez que este tipo de trabalho se pode tornar tão solitário.
Obrigada a todos os que nos visitaram e, em especial, às visitantes que "bisaram": à Joana (que fez um desenho para oferecer a cada uma de nós), à Débora que nos ofereceu os seus lindos postais e à Sónia que nos levou bombons.
Obrigada Rosa e Filipe por me fazerem sentir em casa.














































