27.4.08

About dancing


Lykke Li, I'm good, I'm gone

Não tenho nada contra as pessoas que não têm uma pinga de ritmo no corpo e que, por isso, não sabem dançar.
Até conheço alguns vídeos de pessoas que não sabem dançar e, conscientes da sua limitação nessa área, conseguiram resultados surpreendentes apenas porque não tentaram fazer mais do que conseguiriam e acabaram por reverter esse handicap a seu favor.
Considero isso uma grande virtude e se há coisa que me irrita é ver uma pessoa que dança mal, rígida e com um ar de desconforto porque não controla minimamente o que está a fazer, sempre com um sorriso forçado (deixa-lá-fazer-esta-cara-pateta-que-pode-ser-que distraia-de-quase-tropeçar-nos-meus-próprios-pés!).
Posto isto, queria aqui dizer que a menina de cima me surpreendeu com os seus moves (e que nunca pensei que seria tão divertido ver alguém a nadar em seco!) e que a debaixo é capaz de ser uma das miúdas que reúne, quanto a mim, alguns dos melhores vídeos dançantes que já vi (quer na sua ex-banda, quer a solo).



Moloko, Familiar Feeling


23.4.08

SSLYBY


Someone Still Loves You Boris Yeltsin, Think i wanna die

This video belongs to their new album, Pershing.
I can't really say that's a bad album, but there's not one song that can be compared to this, or this and that's a little bit disappointing.

20.4.08

Emily, the great


© Emily Haines

I could write the names of all the songs sung by this girl that i listen to in repeat mode, but i won't.

To spare you some time i'll leave only this one from her latest EP and hope that you'll find the other's by your own means:

Emily Haines, Bottom of the world

18.4.08

A condição humana



It ain't that in their hearts they're bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you're ill of health
They bury you when you go and die
It ain't that in their hearts they're bad
They'd stick by you if they could
But that's just bullshit
People just ain't no good
Nick Cave, People ain't no good

Ainda um dia hei-de ganhar coragem e fazer uma lista de todas as músicas que me paralisam onde quer que esteja e me obrigam,
por isso, a ficar quietinha a ouvir até ao fim.

(às vezes com os olhos cheios de lágrimas, outras a abanar a cabeça com um sorriso de orelha-a-orelha)
Sem motivo aparente, esta é uma delas.

12.4.08

K7



Of the art of making waves
I've had my lesson in spades
And these ghosts they make it plain
They're never going away

And my ghost she makes it plain
I haven't gathered a thing
Well I know we're dug in deep here
Why can't we live high with the wind?
Can't we live?
Tanya Donelly, Whiskey Tango Ghosts

11.4.08

2y+1m [9:25am]



Fala quase sempre na 1.ª pessoa.
Passou da pronúncia de sílabas para frases inteiras e muitas perguntas.
Todos os dias há surpresas:
– Quéio um maño pa bincár! tim?
– :–)

9.4.08

The only way is up



I have 3 great things to celebrate today:
1. Changes that are finally happening.
2. Good news when i was not expecting them.
3. I must be the only person on earth that remembers this every year
– because it's a really silly thing – but i like it so here it goes:
in exactly 6 months it'll be my birthday again.

6.4.08

Do caos



Tenho a pior opinião possível acerca das creches.
Tal como nas casas em que há afixado um "Cuidado com o cão!",
as creches deveriam ter um
"Cuidado com os vírus, bactérias e afins!".
Se após a leitura do mesmo, 50% dos pais daria meia-volta e arranjava outra solução, a outra metade (à qual eu pertenço por não ter alternativa viável aka ajuda-à-mão) encheria o peito de ar e entrava.
Após a passagem da porta (acto de coragem ou de estupidez sem tamanho) deveria ser distribuída uma lista com todas as "gosmas" possíveis e impossíveis de ocorrer...
Acho impressionante a quantidade de coisas inimagináveis a que as crianças deixadas numa creche desde muito cedo são sujeitas.
Não fazia ideia de quanto os bebés sofrem à conta do chamado caminho para a imunização!
É um mundo paralelo, cheio de artefactos e técnicas complexas ao qual somos apresentados sem grandes cerimónias.

Raios partam os vírus, viroses, bactérias, educadoras e auxiliares incompetentes (e com falta de formação-sensibilidade-bom senso-normas básicas de higiene) e os pais irresponsáveis que teimam em levar as suas crianças doentes e com ranho verde a escorrer até à boca, que até dão dó só de olhar para elas.
Depois de um período de doença súbita, com momentos bastante dramáticos e sempre com a certeza de que ganhei uns quantos cabelos brancos de tanta angústia e preocupação, fico sempre com a sensação de que não dei pelo tempo a passar. Não deixa, no entanto, de ser curioso como estes dias "desaparecidos", feitos de horas tão longas, deixam marcas tão fortes e indeléveis.
De vigília permanente, dia e noite não se distinguem. As refeições deixam de ter importância porque nem sequer há apetite e, quando tudo melhora, só restam os seguintes consolos:
mais uma riscada da lista invisível (e interminável e inútil), a tal que nunca ninguém me distribuiu, e a certeza de que estamos em contagem decrescente para que isto acabe, ou que pelo menos se atenue.
E agora vou finalmente (tentar) dormir.